Ela era aquele tipo de menina que sempre que acontecia algo em sua vida – Principalmente com um garoto -, corria para contar para suas amigas, ao qual davam suas opiniões – mas só opiniões –, mas ela as ouvia demais, e sempre fazia o que elas diziam, e concordava sem ao menos pestanejar. Até que ela resolveu mudar.
Aprendeu que tem que se ouvir os amigos sim, mas só ouvir. Porque quem está passando pela situação é você. E quem resolve é você também, e de sua maneira. Até porque, alguns amigos, não eram bem amigos. Alguns mentiam. Logo, enquanto todos os amigos diziam o que ela fazer e só um dizia que iria a apoiar no que fosse, ela resolveu pedir a sua opinião.

— Miguel, o que acha que eu devo fazer? – Perguntou ao menino
— Eu ? – Respondeu surpreso.
— Sim, você. Porque a surpresa?
—Ah, porque, você nunca pediu minha opinião Samanta! Mas me sinto honrado de servir dessa vez, além de só escutar. Sobre o que está acontecendo, eu diria pra seguir sua intuição, seu coração, e sua razão. É, tudo ao mesmo tempo. Primeiro tem que descobrir o que há em comum entre elas, e chegar nesse ponto. E faça suas escolhas, mas converse principalmente. Às vezes há de ser pura falta de comunicação.
— Ah, que profundo Miguel! Não sabia que tinha pensamento assim. Obrigada.
— Por nada.

Foi isso que ela fez, ouviu a opinião do único que sempre se calava, e não era intrometido em sua vida. E descobriu que ele era profundo e sabia muito mais da vida, do que ela mesma imaginava. Talvez por tê-la vivido muito, e ninguém ter percebido essa vivência, ou por simplesmente só ouvir. Ele era sincero, profundo, fazia Samanta rir. Samanta não enxergava. Não enxergava muitas coisas. Ao qual ele via há muito tempo.

(...)

Ps. Se quiserem continuação, digam por favor. Estou pensando numa.



E quando ela estava com sua foto em mãos, pronta para rasgá-la e destruí-la, com toda aquela raiva e mágoas que restavam em seu coração, o telefone tocou. Ela pensou em atender, mas sabia que alguém em sua casa iria fazer isso por ela, então continuou focada em destruir lembranças materiais, uma a uma, começando pela mais visual.
O telefone tocou quatro vezes e Lisa não sabia se iria tocar pela quinta vez, mas estava curiosa de certo modo, e decidiu correr até a sala e esperar ao quinto toque do telefone, e saber quem pretendia impedi-la nesse ato de coragem. Logo, houve o quinto o toque, ela atendeu.
— Alô? – Atendeu ao telefone com voz de choro.
— Você está bem? – Um homem perguntou, no outro lado da linha. Mas pela voz, ela sentia que era ele, se não fosse ela estava realmente ficando louca.
— Anh? Quem está falando? – Retrucou, sem entender absolutamente nada.
— É o Rodrigo. Mas, agora, me responda. Você está bem? – É, era ele.
— Estou, estou ótima! – Ela mentia descaradamente.
— Ah, tá bom. – Respondeu com descaso
— Foi por isso que me ligou? Porque se foi só por isso, já pode desligar o telefone. – Lisa foi grossa e fria como nunca havia sido antes, pois sabia que ele merecia, e por isso ia rasgar suas fotos. Mas agora, parecia que ele queria hipnotizá-la com sua voz.
—  Nossa Lisa, não. Não foi por isso. Tem certeza de quê está bem?
— Pode parar de fingir que se importa Rodrigo, nós dois sabemos que você vive em torno de mentiras. Mas mesmo assim, lhe desejo felicidades com sua nova namorada.

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Maria Eduarda tentava descobrir o que queria dizer a palavra "amizade" para o resto do mundo, porque não havia sintonia no que o mundo via como amizade e o quê Maria Eduarda via. Na verdade, ela não queria entender o mundo inteiro, pessoa por pessoa. Ela queria entender uma única pessoa, a sua melhor amiga Rose.
Rose tratava a amizade com descaso, achava que amizade era deixar tudo de lado para obedecê-la, pensava que a frase "Amigo é pra todas as horas" significava isso. Ela tinha posse sobre as pessoas, – Pelo menos, achava que tinha – queria mandar nelas. E se não obedecessem, reinava a raiva e a falta de educação nela, como sempre. Posse e amizade, palavras tão distintas, e ela ainda confundia.
Maria Eduarda queria viver sem essas "regras" ridículas de amizade, porque não há regras em amizade, pelo menos ela achava isso. Esperava também que a sociedade inteira não fosse como Rosie, que apesar de sua amiga, transbordava cruéis defeitos. Defeitos que só a fariam ficar solitária, com o tempo.
Ninguém suporta ser mandado, e maltratado, ainda mais por amigos. Maria Eduarda sabia os valores da amizade, mas se achava errada perto de Rose, apesar dela sempre ter sido a que estava certa o tempo todo. Rose seria uma má influência, então?



Melissa estava sozinha, solitária. Com sua personalidade forte e única. Havia passado por tantos problemas e aprendizados, que chegava a ficar confusa. Confiou na falsidade e achou que os confiáveis eram falsos. Desde aí, tentou não usar o coração e pensar com razão para diferenciar a falsidade da confiabilidade, mas a razão não sentia, ela só tenta pensar, e os pensamentos chegam a enganar.
Por culpa da razão, ela desprezou amigos de verdade, acreditou na mentira, e voltou a errar por deixar o coração de lado. Pois o que mais fazia parte de sua personalidade forte e única, era seu coração de ouro.
Houveram conversas com a mentira e infantilidade, em um só corpo. Mentira e infantilidade que machucam, mas esse corpo não se importa com ninguém, a não ser ele mesmo. Ele faz o que for, para conseguir o que quer. Então, foram tiradas satisfações com a verdade, confiança e bondade, em um só anjo – digo, em um só ser, haha. – E mesmo não olhando nos olhos dele, e só ouvindo sua voz por telefone. Ele desmascarou a falsidade, que estava tentando se passar por anjo, e jogar o papel de mau à quem não merecia.
A maldade existiu por causa de uma pedra no caminho, no caminho de Melissa e do seu anjo. O anjo dava o valor de amizade à pedra. Melissa a odiava ou ignorava. A maldade a amava – E ainda ama, por sinal. – A pedra amava o anjo. A maldade quis se vingar e tentou separar o que há muito tempo não estava necessariamente juntos : Melissa de seu anjo. Melissa ouviu pouco a maldade. Mas os delírios do amor e da posse, são fortes e poderosos, porém a força de Melissa era maior, apesar das dores, pois agora, ela voltou a usar seu coração.
Confiou em seu anjo, continuou o caminho, e agora sabia que a maldade não se junta com um anjo por amizade. A pedra, insignificante para Melissa, só mais uma amizade para o anjo; E o amor não correspondido para a maldade.


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Passamos quase dois longos meses longe do estávamos acostumados. Acostumados a estar de cheio de lições, trabalhos, estudar para provas de última hora, e toda essa correria. Até que, finalmente paramos, e no começo, isso era o que nós mais queríamos – Ou pensávamos queríamos. – Alguns – poucos – não sentem falta, pois alguns saem, viajam, e blablabla. Mas tenho certeza que a maioria fica em casa mofando no computador, como eu.
Mas vamos ao que interessa, quando as férias estão acabando, nós começamos a nos animar, porque agora vamos ter algo para fazer – Nem que isso tenha que ser os estudos – Vamos rever os amigos, e a parte mais divertida, material novo! Sim, eu me animo com isso. Aliás, parece ser a parte mais legal da “volta às aulas”. Fichário, caderno, folhas, canetas, agenda, tudo, lindo e novo. Pode parecer um pouco consumista, mas isso nos deixa feliz, não é?
Cheiro de novo, letra bonita no primeiro dia, tudo bem feito. É, dura pouco. Logo gritamos por férias novamente.



Mais um ano começou, e logo que começou, chorei pelos 365 belos dias de montanha-russa que passaram. Não sabia o que me esperava, pois ainda soava mais como um fim do que um recomeço. Então resolvi "libertar" minha alma, e tentar ver esse começo ao qual em meus olhos, não existia. Ações e pensamentos diferentes foram se apegando a mim, de forma quê já faziam parte de mim.
Sorria, porém ainda havia tristeza em meus olhos. Saía de casa, mais isso não mudava o fato d'eu pensar no que não devia. Estudei, por não ter o que fazer. Ouvi músicas, mas muitas delas me levavam de volta ao ano que passou e até a época que era criança. Saudades, que foi uma das maiores dores que pude imaginar. Medo de agir. Medo de reações. Raiva por atitudes alheia. Falta de escrever, por não saber o que dizer. Tudo estava confuso. Os sentimentos e sentidos explodem.
E com essa explosão, no lugar de medo reina a coragem, da raiva a amizade. A saudade ainda não passou, mas amenizou. Sorriso parecem mais sinceros. E agora escrevo, pois tenho algo a dizer.
Logo, muita coisa mudou, simples mudanças, pequenos detalhes. Cresci, e finalmente as coisas parecem estar um pouco certas.


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