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Ela simplesmente fechou os olhos pensando que não resistiria, porém se surpreendeu com si mesma. No momento em que os lábios estavam quase se tocando, por questão de milímetros, ela o empurrou com muita força, uma lágrima caiu de seus olhos cor de mel.

— Vá embora! Chega de tentativas, não percebe você não faz mais parte da minha viida? Você é um NADA, Henrique – Aumentou o tom de voz, revoltada e segurando as lágrimas dentro de si para parecer mais convincente e forte, apesar de estar bastante fragilizada.
— Mas e o amor que nós tinhamos? – Ele perguntou tentando tocá-la.
NÓS? Não acha que era eu que deveria lhe fazer esta pergunta?Onde foi parar suas juras de amor? Na verdade nunca houve um nós, nessa fonte de egoísmo. Mas não vamos voltar ao ridículo passado que tivemos juntos - Ela saiu de seu estado de raiva, o ouviu, mas ficou fria. Logo mudou, para expulsá-lo de lá e ter paz – E o que ainda está fazendo aqui? Não disse pra ir embora? – Samanta pegou o buquê de flor e jogou em sua cara, com uma força e raiva exuberante.
— Qualquer coisa, me liga – Ele disse como frase final.
Sai daqui – Gritou de maneira que a vizinhança toda ouviu.

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Dia 18 de Fevereiro de 2011, o meu aniversário de 16 anos. Posso dizer que foi um aniversário sem igual. Acho que pelo o fato de mudanças. Mudanças de humor, mudanças de atitudes, e mudanças da vida. Ao qual fizeram o mundo girar de maneira diferente, e até, de maneira mais profunda.
Nunca fui sociável, e de um certo tempo, passei a ser e ter mais amigos, e mais confiança, do que tinha antes. Amizade e confiança, em mim principalmente. Temia muita coisa, muitas pessoas, temia agir. Agora não mais, arrisco como nunca antes, pois tenho que sentir os riscos da vida pra crescer mais. Cresci bastante com vários erros do ano passado. Acho que posso dizer que tenho mais maturidade por isso, por ter quebrado a cara por tantas vezes, não que isso seja bom, é bom por um lado, de crescer.
Passei a dar valor a amizades verdadeiras, ver quem se importa comigo, e ignorar um pouco pra saber se faço falta e se lembram da minha existência. Hoje percebi que estou rodeada de amor e carinho na minha volta, e não é preciso nenhum beijo, ou abraço romântico pra eu me sentir bem. Lógico, é sempre bom um carinho do seu amor. Mas quem disse que não pode ser um amor de amizade? Que sinceramente, chega a ser o amor mais lindo e mais sincero.

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— Olá Samanta! Ainda lembra de mim? – Perguntou Henrique tranquilamente.
— Como você tem a coragem de vir na porta da minha casa depois de tudo que fez? E ainda por cima perguntar se eu lembro de você? – Disse nervosa, trêmula e surpresa. E dando uma risada irônica também.
— Desculpe, eu só vim comemorar o seu aniversário e o nosso um ano de namoro – Então, ele a deu as flores, com os olhos brilhando. Olhando profundamente em seus olhos.
— Que namoro? – Passou um milhão de coisas em sua cabeça, ficou mais confusa do que já estava. Não estava preparada por uma situação dessas. Ficou com raiva, com esperança, e principalmente confusão. E o que ela mais desejava agora, era não tem sentimento algum.
— O nosso – Ele chegou mais perto, pegando em sua cintura. De maneira em que sua respiração forte e que ainda mexia com ela, ficava em seus ouvidos. E ela respirou bem fundo, para tentar se distrair e não pensar no que está em sua frente sem chorar.

Muito perto de lá, estava Miguel. Chegando com um sorriso, e um buquê de rosas vermelhas que havia comprado no caminho. Estava na rua de Samanta, então foi andando, até que chegou a um ponto, que dava para enxergar o portão do edifício de Samanta, e vê-la também. E então, resolveu parar para observá-la, e se deparou com ela, e Henrique bem próximos – Só sabia que era ele, pois tinha as mesmas características que Samanta já havia descrevido para ele, nas diversas vezes que desabafou.

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Era um sábado, e o tão esperado encontro, chegou. Dia do aniversário de Samanta e de lembranças flutuantes. Eles marcaram de que Miguel passasse na casa dela, no começo da noite, 19h, pois a peça começava só as 20h.
Na casa de Miguel, ele nunca havia suado frio daquela maneira. Dormiu a tarde para não parecer entediado por causa do sono. Tomou um banho. Pegou aquele perfume reservado para ocasiões especiais – Que eram poucas – que estava quase cheio. Pegou sua camisa social branca. Um blazer preto, despojado e simples ao mesmo tempo. Abriu o armário para pegar a calça,e bagunça caiu em cima dele, mas achou a calça jeans simples. Pegou seu tênis da Nike mais estiloso. Arrumou seu cabelo loiro médio, o arrepiando. Logo, estava pronto. E pretendia sair uma hora mais cedo, pois iria comprar um presente para ele, e também não queria se atrasar.
Na casa de Samanta. Ela estava com medo, um medo diferente. Ela havia mudado sua vida com sua exuberante força de vontade. Ela conheceu alguém, interagiu, passou pouco tempo, mas seu coração queria dizer algo, havia medo de estar apaixonada, mas não sabia de mais nada. O que ela podia fazer? Ele não parecia o cara certo, muito menos o que iria notá-la na multidão. Ela ainda precisava de tempo para pensar.
Depois de tantos pensamentos, resolveu se arrumar, como estava no inverno, resolveu optar por um vestido curto preto, com um pouco de brilho. Uma bota simples, com umas pedras. Uma jaqueta jeans escura – apesar de ser jeans, era muito quente – do Armani. Para achar todas essas roupas, na bagunça que era seu quarto, não foi fácil.
Na hora de arrumar seu cabelo castanho claro e liso, optou pelo babyliss, e deixou seus cabelos enrolados, colocou uma tiara de lacinhos – Pois ama o estilo romântico. A maquiagem foi simples. Passou um lápis preto no contorno de seus olhos cor de mel, para realçá-los, um gloss rosa bebê para dar um ar de menininha, e uma quantidade mínima de blush na maçãs do rosto. E não podemos esquecer do perfume tão doce que usou. Então, estava pronta e fabulosa para seu aniversário.
Já eram 18:45h, e ela já estava aflita, daí resolveu ligar a televisão e colocar no seu canal favorito, que fala sobre música, e foi se animando e tranquilizando, pois sabia que logo, ele chegaria. De repente, o interfone toca, aflita, ela atende, e diz que já está descendo, sem ao mesmo ouvir a voz de quem está do outro lado.
Quando ela desce, e olha o rosto, o cabelo castanho, e aquelas rosas na mão, ela deixa sua bolsa cair, pois não esperava a sua presença.

(...)


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Faltavam poucos dias para o aniversário de dezessete anos de Samanta. Ela não ia fazer festa, nem mesmo sair com os amigos, pois essa data não significava o seu aniversário. O máximo que iria fazer para comemorar, seria faltar no colégio e passar o dia dormindo, e pensando.
Porém, havia uma pessoa que estava preparando algo especial para ela. Que logo iria revelar. Pois não queria que seu aniversário fosse lamentável daquela maneira. Então ele agiu. Começou a ficar próximo – mais ainda – dela, para as coisas soarem bem. Até que Samanta comentou sobre seu aniversário para ele, numa conversa.

— Esse ano não terei nada de aniversário, só mais um ano – Comentou Samanta.
— Ah, está brincando né? Aproveita, saia com os amigos! – Miguel deu um sorriso de sugestão.
— Que amigos? – Disse zombando.
— Eu. - Foi sério na palavra, e no rosto.
— V-V-Você? - Gaguejou - Como ass... – Não houve tempo dela terminar de se surpreender, pois Miguel queria lhe explica. Logo, a interrompeu, antes de terminar.
— Não, fique tranquila. Não é um encontro, nem nada disso. É um encontro de amigos, vamos dizer assim. Daí iremos num teatro, ver sua peça favorita. E você terá que ir fabulosa, hein? Afinal, será seu aniversário! – Ele explicou tudo para que ela, para que não se assustasse tanto, apesar dele colocar toda sua esperança e forças, nesse encontro.
— Ah, entendi. Desculpa a minha surpresa. Mas, podemos sair sim. Até porque teatro sempre me faz bem. – Ela sabia que não era um encontro de amigos. Resolveu arriscar. Conhecer-se melhor, e conhecê-lo também - Depois me ligue em casa, para combinarmos o horário. Agora tenho que ir para a aula, beijo – Ela mandou o beijo no ar, e foi rápida para não se atrasar.
— Beijo - Só disse isso, pensativo.
 Mais tarde, ele liga na casa dela. E tudo está combinado. Os dois sorriem.

(...)


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Então, o sinal tocou. De maneira que não houve tempo de Samanta dizer sequer uma palavra, pois no exato segundo em que tocou, ela foi roubada de Miguel, por sua amiga Amanda. E começo de aulas, é sempre assim – Ainda mais com garotas – Novidades das férias, fofocas e mais fofocas. Porém, apesar de não demonstrar, Migual ficou triste, ficou irritado, pois ela era quem o tirava do tédio e da solidão. E tudo voltou. Ele pegou suas coisas, pois precisava se centrar em algo, e foi nos estudos, a partir daí.
A caminho da sala de Samanta e Amanda - Sim, elas caíram na mesma sala. A ligação das duas era tão forte, que até nisso - Elas começaram uma conversa curiosa.

— Estou vendo que já esqueceu o Henrique – Amanda começou a conversa, de uma maneira sutil.
— Anh? Do que está falando? – Respondeu Samanta, confusa pelo comentário, e pelo fato de ter que ouvir esse nome, que quase a fez chorar, mas ela sabia que ainda restava forças para não fazer isso em seu corpo.
— Do Miguel, oras – Foi direta no ponto.
— Haha, não acredito! Somos só amigos, porque todos enxergam mais que isso? Quero me distanciar de paixões e relacionamentos. – Ela chegou a ficar indignada com tal comentário.
— Eu acho que enxergam o que se dá pra ver, não pelo seu lado, digo, mas você entendeu. Mas eu te entendo, Sah!
 E então, elas entram em sala, e agora, o assunto é estudos, estudos, e faculdade – Que é algo relacionado ao estudo.

Miguel e Samanta passavam a imagem de um casal, como Amanda disse "Eles enxergam o que se dá pra ver". Mas Samanta não via nada, parecia até míope, nessee quesito. Mas era por não querer ver. O mais novo casal da escola. E tudo, por causa de carinho e risos de pura amizade. Apesar de Miguel, agir estramente muitas vezes, mas Samanta sabia - quer dizer, só dizia - que era brincadeira.
Era uma amizade muito promissora, e muitas coisas faziam os dois pensar, porém, os pensamentos eram distintos. Até que um deles resolver agir.
  
(...)

Ps.Estou tentando atualizar, sempre que possível! E agradeço a todos pelos comentários, é bom saber que tem pessoas que se importam, e se interessam.


Parte 1.

Logo, Samanta passou a dar mais valor a amizade de Miguel. Pois ele meio que a salvou do fundo do poço. E ele tinha consciência disso também. Mas as vezes, Samanta se jogava ao poço novamente, achando que outro ser iria salvá-la. Um ser ao qual, ela queria conseguir ser fria o suficiente para esquecer seu nome, mas o nome Henrique não saía de seus pensamentos. Henrique, o culpado, o motivo dela ter caído num posso tão profundo, e também dela pedir tantas opiniões e conselhos para todos ao seu redor, ao qual, o melhor conselho foi o de Miguel. Pois conseguiu ser simples e maduro, sem se intrometer bruscamente.
Ao chegar ao Colégio Middley naquela segunda-feira ensolarada – A ponto de cegar aos olhos –, a primeira pessoa a cumprimentá-la, foi Miguel. Ele era meio solitário, mas em compensação era sábio e engraçado. Samanta não entendia o porquê dele  ser solitário. E enquanto conversavam, só ouviam cochichos, e sentiam os olhares feios.

Miguel a cumprimentou com a muita intimidade, deu um pulo ao qual a assustou, e então deu um abraço, com ela de costas, riu, e finalmente disse oi.
— E aí, preparada pro terceiro ano?
— Sinceramente? Não. – Respondeu rindo.
— Ah, está sim, você é esforçada! E se eu estou preparado, você também está. – Miguel jogou todo seu apoio nela.
— Falando nisso, já sabe em que sala vai ficar? – Ela perguntou, olhando o folheto das salas cautelosamente.
— Sala 47, e você?
— Sala 41.
— Ah, vamos ficar no mesmo corredor! – Ele sorriu.

(...)

Ps. Desculpem a demora pra postar a segunda parte, pois estava esperando mais pessoas pedirem a continuação. Não houveram muitas pessoas que pediram, mas mesmo assim, eu fiz a continuação. E também demorei, porque voltou minhas aulas. E vocês sabem, como é né? Espero que estejam gostando.


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