quinta-feira, 30 de junho de 2011

Monstruosa amizade.

Você cresce e com o tempo, percebe certas coisas de maneira diferente. Sua visão do mundo, das coisas, pessoas e significados, amadurece. É como se tivesse um zoom na sua visão. De maneira, que enxergasse os mínimos detalhes.
E cada ano que passa existem mais desafios para aprender. Poucos são aqueles que percebem que é para aprender. E levam consigo, raiva ao invés de aprendizado. De um certo tempo, aprendi mais ainda sobre um dilema forte em nossas vidas. A amizade, a real.
Desde que me conheço por gente, tinha um pensamento mais otimista em relação à isso – uma das poucas coisas, que havia otimismo -  Mas a própria vida, próprias "amizades" trouxeram pessimismo em meu doce coração, o transformando em amargo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Consumindo uma criança.


Era uma criança, com todos os defeitos que os adultos passam a ter depois de um tempo sem prestar a atenção em si mesmo. Uma mente já corrompida pela sociedade. O certo e o errado foi feito na sua cabeça, pela pessoa menos apropriada. Que por mais que pareça estranho, essa pessoa, era sua mãe. Faltava personalidade, faltava conteúdo, faltava coração.
Ainda se sentia fora da realidade, depois de choque de descobrir o quanto vale o dinheiro, e quanto vale a própria vida. O consumismo a consome desde o primeiro minuto de vida. Presentes, presentes, e presentes. Mais, mais e mais. Nunca menos, nem na alternativa de doar ou pensar em algo mais importante, que de fato, deveria ser sua própria sobrevivência, num mundo tão duro.
Acha digno de seu amor, aquilo, que foi mais caro.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Hero of passion.

Decidida então, Júlia deixou de ser amante. Sim, ela era amante, de seu amigo de infância. Uma paixão talvez platônica na infância, que não se sabe ao certo o que virou nos dias atuais. Sua amiga Ingrid, era namorada do garoto, ao qual ela era amante. Ela simplesmente errou feio, na falta de alguém. Alguém que talvez, fosse o Daniel.
Começou a olhar ao seu redor, e enxergar a realidade. Era tímida, mas o tempo foi passando, e descobriu como é ser sociável. Conversou com todos que mereciam sua presença e suas palavras. Ele, passou a ignorá-la desde então. E foi seguindo sua vida. E nessa seguida, tropeçou em algo, não era uma pedra. E era impossível de ignorar.
Júlia tropeçou em Daniel.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quadrado amoroso.

Pietra andava se perguntando na questão amor e em sua mente havia a pergunta "Se existe triângulo amoroso, pode então existir um quadrado amoroso?". Ela se sentia nessa situação, pois além dela, continham mais três pessoas. Que se diferenciavam por detalhes, e umas diferenças bem visíveis, a deixando confusa o bastante para pensar mais do que pensa normalmente.
O primeiro, John. Ela não sabia o porquê, mas ele ainda estava na sua vida, dentro desse quadrado um tanto quanto importuno. Era pra ser um triângulo, no máximo. Já havia de ter tudo com ele, mas perdeu tudo que tinha, e não se conformou, o querendo de voltar enquanto não havia certa cura. Sempre com o coração batendo freneticamente quando algo o envolvia de certa maneira.
O segundo, César.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Típica artista escondida.


Sempre escondi dos demais o que se passava a minha volta, inclusive meus dons, minhas qualidades mais exuberantes. Em todo momento escondida ao algo que era relativamente boa comparado ao resto, nunca deixando um pingo de criatividade e inteligência derramar sobre o respectivo lugar aonde o dom aparecia, porém se uma gota aparecesse, tampava de maneira mais brusca e rápida, para ninguém perceber, que tal existia.
Fazendo as coisas longe, longe dos seres humanos, seres vivos. Todos que podem enxergar. Talvez faça isso por leve – ou enorme – medo de não estar bom suficiente para outros olhos, os olhos tão requintados de uma sociedade com tantas regras limitadas. Me alegrando por acertos, sozinha. Pois os escondo na maior parte do tempo. Momentos de provar dons, eu realmente não me disponho e nunca me dispus à isso.
Sou uma artística escondida, no canto do meu quarto. Ou simplesmente na frente do meu computador, disfarçando o que faço de melhor. Com meus lápis, caneta, papel, tinta e todo material de desenho; trapos de costura; e instrumentos musicais. Jogada dentro deles, ou simplesmente com eles em minha alma. Estou me reencontrando e redescobrindo no meio desses objetos.
Enquanto alguns mostram seu dom com um singelo sorriso no rosto, eu me escondo cada vez mais perto do obscuro
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