Lá estava ela, tentando achar o lugar certo para chorar. Tentou a cozinha primeiramente, mas não funcionou. Correu para o quarto do seu irmão Stanley, já que tal estava possuindo o seu.
O porquê de escolher aquele lugar? Talvez porque parece ser aconchegante e seguro. O ninho de segurança do irmão mais velho. E principalmente a guitarra. A qual , Larissa deitar sobre ela, brincando, aceitando fatos. Tentando criar um simples som para traduzi-la, ou traduzir seu coração de alguma forma intrigante.
O som parecia seu coração, sem o desespero, e só aquele sentimento doloroso de culpa, auto-julgamento e tristeza que a perseguia até hoje. Chegava a parecer a calmaria, um pedaço que ninguém entendia, mas alguém abriu a porta e tudo voltou a ser como era. Era o Stanley


Estava deslumbrante. Fazia tempo que não se arrumava a ponto de ficar deslumbrante, que muitos pensavam que ela iria à um encontro. Porém, só ia visitar uma grande amiga.
Na visita, riram como nunca. Deixaram o som no máximo, se relembraram dos não ainda, velhos tempos, se divertiram de maneira que somente as duas entendiam. Muita alegria para as duas. Sorriso glamuroso no rosto daquela menina deslumbrante, Marcela.
Em sua volta mais cedo que o normal para casa, se sentiu desprotegida e deprimida, porque não havia alguém para ligar para ela com intuito de saber estava no bem a todo momento. Deslumbrante por fora, deprimida por dentro. Aquele sorriso glamuroso? Disfarce, simples assim
Entrou no ônibus, passou pela catraca deu seu sorriso glamuroso ao cobrador, agradecendo. Sentou na janela, ao fundo do ônibus. No assento único. E conforme a brisa vinha em seus cabelos loiros, os pensamentos vagavam junto. Logo, prestou a atenção na paisagem, na janela, e viu seu reflexo. Ao vê-lo, não enxergou seus olhos. "Os olhos são a janela da alma". Já a tinha perdido há um tempo.


O seu coração estava acelerado. Estava nervosa. Barriga embrulhada. Com as poucas coisas que possam ter passado juntos, em sua cabeça. A cada piscar de olhos, uma cena. Sentindo o toque, o carinho. Aline NÃO podia sentir aquilo. Vinha de um erro.  Se apaixonar pelo erro? Pelo "possível" arrependimento? Ela não sabia  onde ele estava, se era longe. Se a queria, se lembrava dela. E muitos outros "se's" em sua cabeça.
Pediu a opinião das poucas amigas que sabiam dessa história de amor secreta. E como sempre, elas foram doces, com pensamento positivo, lhe dando força e a deixando mais nervosa. Teve que beber cerca de três taças de água com açúcar.
Havia um nó. Entre o coração, cérebro, e todo o resto.

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