Pegou seus lápis de cor. As cores mais citrícas, fortes e alegres. Olhou para eles, e deu um leve sorriso de lado. O porquê? Sua vida estava preto e branca demais, no máximo cinza. Isso, há uma semana, depois daquele acidente de sinceridade. Fazia tempo que esses acidentes não ocorriam, e a machucavam.
Não estava quebrada, não estava intacta. Talvez um leve fratura ou torção. Nos lugares mais sensíveis, por motivos mais ainda. Amizades, confiança. Coração, mente. Seu corpo respondia as leves fraturas ou torção. Seus olhos por um momento não podiam aguentar, e soltaram sua lágrima... Dessa vez, cinza.
Precisava pintar seu mundo. Mudar aquelas cores. Os lápis estavam há sua frente. Tinha que criar coragem, pegá-los e ir a luta. Não seria fácil colorir tudo enquanto corresse contra tempo, pois havia uma pessoa que enquanto isso estava transformando tudo em preto e branco/cinza.
Os jogou no chão e sorriu mais e mais. Com esperança de alguma coisa, de alguma força que nem ela mesma entendia. E então deitou em cima dos seus lápis. Muitos a chamariam de louca. Mas Marie, estava somente deitando nas cores, para então sugá-las e por onde passar, as cores estarem com ela.
Nunca deixe que ninguém transforme seu mundo em um mundo cinza. Deite nas cores para conseguir suas forças novamente.


(...)
— Bom, poder... pode né. Mas me explica isso direito!
Josh pega o celular da mão de Madeleine e já começa a explicar para sua sogra.
— Oi Ana, aqui é o Josh! Sua filha vai viajar comigo, como presente de aniversário e de presente de namoro. Não irá só eu e ela. Meu avô vai com a gente, aliás, ele convidou. Vamos ficar uma semana, num hotel relativamente chique. E se houver problema de ficarmos na mesma suíte, apesar de saber tudo que a Má faz, só me dizer. Mas como é o sonho dela, acho que poderia dar uma forcinha com o resto da família. Até porque você é muito mente aberta. E como é presente, meu avô faz questão de pagar, se isso também for um problema - Lhe explicou tudo que dava sobre a viagem ainda não confirmada dos dois. Dando ótimos argumentos
— Meu Deus! Minha filha tem o namorado mais educado e responsável do mundo. - Ela deu uma leve risada - Depois de me informar tudo, detalhe por detalhe, tudo bem, eu deixo. E por mim, não há problema com a suíte. Só diga pro resto da família que é separado.
— Muito obrigado, nós dois agradecemos muito. E pode deixar que tudo que precisar, eu dou um jeito. Inclusive as faltas no colégio por um semana que ela terá. - Muito agradecido, Josh agradece
— Está bom, agora vou continuar trabalhando. Beijos e se cuidem - Ela desligou.
Josh olhou para Madeleine, correu para lhe dar um abraço muito forte,

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Era uma quinta-feira, seu aniversário de dezessete anos. Todos achando uma maneira de lhe dizer parabéns. Só ele que ainda não havia feito. Porém, o dia ainda não tinha acabado. O telefone toca. É um número desconhecido e familiar em seu subconsciente. Quem em nenhuma hipótese passaria pelo seu pensamento, somente disse "Parabéns Madiiie!" - Só pela maneira que a chamou,  já desconfiou que fosse Pietro. Foi uma reação sem reação. Um velho amigo que a abandonou há três anos e meio atrás. Era ele mesmo, e logo após parabenizá-la, se desculpou por sumir e voltar assim e por tudo que podia se desculpar. Marcando então uma saída entre amigos para um dia no final de semana, no sábado.
Quase no fim do dia, faltando um minuto para à meia-noite. O tão esperado ele, Josh. Seu namorado recente, e seu amor antigo. Sempre com essas brincadeiras de fingir esquecer das datas mais importantes, bateu há sua porta. Sim, estava em sua casa às quase meia-noite para lhe desejar o melhor aniversário. Madeleine aproveitou então para já avisá-lo, que naquele sábado iria se encontrar com Mauro. Josh parecia entristecido. Ela lhe perguntou o porquê. A razão? Naquele sábado, eles fariam um mês de namoro. Ela, que sempre lembrava de cada data, havia se esquecido completamente.
Josh não se segurou, e não iria deixá-la sair com seu amigo e deixar a maior oportunidade e sonho de Madeleine ser jogado fora por querer guardar a surpresa.
—Meu amor, você quer ir para Londres comigo?

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Aquele tempo escuro, frio e com chuva mexia demais com aquela garota mulher. Fechava os olhos, e começava a pensar. Ouvia um som, se arrepiava. Via uma cena de tristeza, de amor, e seu coração batia forte demais. A cada suspiro, a cada piscar, eram produzidos arrepios, coração acelerado e uma vontade imensa de chorar. O que era aquilo? Era o que Fernada queria saber.
O arrepio não era de frio, estava agasalhada o suficiente, e ainda sim estava sentindo um calor passar pelo seu corpo inteiro. O coração batendo forte não era por causa do escuro. O choro, não era porque queria acompanhar as gotas da chuva. Talvez aquilo fosse como uma febre, batalhando e avisando pelo o que está por vir, algo que se corpo julga ruim, e seu coração, talvez, só talvez... Não ache.
Pensativa demais. Inspirada como nunca. Com medo dessa "febre" repentina que não queria passar. No fundo, ela sabia o que estava por vir, eram simples sinais. Sempre foi assim quando isso estava para acontecer. Nunca, tão forte como agora, tudo em excesso.

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 Sentia não conseguir se expressar tão bem como antes com seus textos. Fosse pra alegria ou para angústia. Tudo de mais importante, que Elena mais amava e prezava estava se perdendo num abismo. Prós e contras. Dessa vez, toda situação parecia se reverter e sua estima estar abaixo de zero. Os prós - antes - ganhavam, nesse momento os contras estão no topo, e prós lutando para se salvar do abismo que podia os esperar. Ainda havia uma parte forte e com muito brilho e importância nos prós, que a iluminava e amedrontava também.
Mudanças drásticas, das coisas mais importantes. Já havia alguns que estavam entre a luz e o abismo. Os que se perderam ... Traições ... Desabafos inimagináveis com pessoas inimagináveis também. Aquele(s) que Elena sempre colocou a mão no fogo e protegeu - acha que era recíproco. Tudo parecia soar mentiroso demais. As partes ruins da vida o mudou mais ainda. Frieza e agressividade em seu corpo. Ela tinha medo, terror profundo daquele que um dia foi seu melhor amigo - foi, agora não mais - a pessoa que antes fazia o papel de seu anjo da guarda, passou a ser o anjo das trevas?
Lágrimas de raiva, de tristeza, desolação e um medo dessa linha de perder, continue e chegue no seu maior brilho e força. Chegue perto do abismo por vontade própria, ou se jogue. Elena tentava se acalmar, mas não conseguia parar de chorar. Escorria pelo seu rosto corpo e travesseiro,  o que sente e mais sofre com sua tristeza. Dores que infelizmente não saíam junto com a água dos seus olhos cor de mel.
Medo de palavras dita em vão, para pessoa que não necessário saber. Medo de perder o que se mal tem. Medo de sentir o que nem se sabe, se é um sentimento. Lágrimas depois de tantos sorrisos. Elena achou mesmo que ia demorar mais para derramar uma lágrima de tristeza... Infelizmente, errou ao pensar isso.



Haviam dois lados. Os otimistas, que torciam por ela, com todas as forças, acreditando em todas as razões, e todos os tropeços também. E os pessimistas que insistiam, que não importava a razão, os tropeços destruíram, e não havia chance daquilo dar certo. E Sara no meio, escutando cada palavra, cada sussurro, não sabendo que emoção sentir, pois seu corpo transbordava de pura confusão.
Essa confusão chegava a controlá-la, porém a deixando descontrolada em certas situações. Era como se tivesse que fazer e experimentar o que nunca havia. Maiores loucuras passavam por sua cabeça, mas só lá ficavam... Trancadas à sete chaves. Como meras hipóteses.
Existia algo que não era as sete chaves, mas abria aquele "cofre" como uma explosão. Gotas de álcool. Que tinham certos desentendimentos passados com Sara e seu corpo. Ela queria... Mas não queria aquelas gotas à sua frente. O que fazer? Erros? Se naquele momento pegasse aquela garrafa, a parte pessimista passaria a ter razão por não acreditar em suas razões. E assim, não haver chance.
Sara pegou a garrafa                                            E jogou o que continha dentro, pelo ralo.


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