A data era bastante conhecida em toda parte do mundo, menos aonde Caroline morava... No Brasil! Porém com um milagre, conhecia pessoas como Melissa. Que tinham espírito de Halloween. E resolveu dar uma grande festa em comemoração às bruxas, mortos-vivos e todos os afins. Em pleno dia de semana. Mas isso não era problema para Caroline.
Se produziu de uma maneira que queria pisar na festa e receber elogios. Necessitava que sua vida fosse um pouco de vida de seriado americano de vez em quando. E aquela data estava prevista para isso. Não tinha de fato um fantasia, e planejou a sua própria com sua sobra de criatividade e estilo. Cores como roxo, preto e vermelho completaram seu visual. Um cabelo com volume, uma maquiagem carregada, e voilá! Foi duas horas atrasada para a festa, seu melhor amigo estava à sua espera na porta de sua casa.
No caminho para a festa da Melissa, eles conversaram. Ela, não ouvia metade do que ele dizia, mas fingia prestar atenção, pois a cabeça dela tava em outro lugar - Em outra coisa, para ser mais específica. Colocou os pés na festa, que de começo, não se animou muito. Depois, abraçou, riu, zuou com os seus amigos... E tudo muda, não é? Se soltou, foi para a pista de dança, e dançou apesar de não saber. Seu corpo se conectou com a música. E com seus sentimentos bons recentes.
Começou a pensar no que de fato se havia se impregnado da maneira mais forte em sua cabeça.  E o que a fazia pensar nisso, não estava lá.
Resolveu então que iria beber. Não gostava de nenhuma das bebidas que estavam por lá, mas isso não a impedia de gostar somente pela aquela noite. Então roubou as bebidas da mão dos seus amigos, de gole em gole. Depois, pegou uma lata só pra ela, tomando sozinha. Fazia uma cara de não estar gostando, mas não se importava, ela tinha que gostar pra tudo isso passar. Riu demasiadamente. Abraçou seu melhor amigo, o provocou de maneira que o irritava, e que ela... Adorava.
Seu outro amigo percebeu a falta que Wesley fazia, e chegou para Caroline e perguntou se duvidava que faria com que Wesley aparecesse lá aquela hora da madrugada tendo aula no dia seguinte? Logicamente, ela duvidou. Queria vê-lo. Porém, o tempo passou e nada dele aparecer, a esperanças se perderam no caminho. Quando ela já havia se esquecido, Wesley apareceu, e foram buscá-lo. Seus olhos brilharam, e seu sorriso transpareceu, sua alegria transpareceu em seu corpo. Tentou disfarçar, mas não foi fácil.
Voltando à festa, agora com Wesley. Ficaram sentados num sofá, e na maior parte do tempo somente se olhando, nada de beijos e muitas coisas. Só falas, sorrisos e afins por olhares. Cada olhar, era um arrepio diferente. Não se sabia ao certo que se sentia mais arrepiado, era algo muito intuitivo. A cada segundo que olhava por dentro de seus olhos, queria poder ver e sentir o que ela sentia em si mesma. Os olhares se encontraram e seu pensamento parecia fogos de artifícios. De felicidade, de sentimentos fortes e aleatórios. Mas em um segundo bem específico daquela uma hora passou pela cabeça dela sobre o quão forte era aquilo que sentia por ele, seu coração ficou a mil, e só ouviu um "Eu te amo" do fundo da sua alma. Não sabia se tinha ouvido de sua alma, ou da dele. O arrepio foi muito forte. O sentimento a perseguia. A cada suspiro.


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