Mesmo nome, David. Emma se sentia presa, perseguida, porém feliz e agradecida, por ser/estar tão querida. A pressão soava como "Ou esse David ou o outro.". E todos sabiam que ela abominava esse tipo de coisa. Sim, adorava se apaixonar, a criatividade e inspiração que aquele sentimento tão intenso a passava. Ficava mais profunda, mais meiga —Sim, mais ainda, mais transbordante.
Mas, não era desse jeito que devia funcionar, há tempos, poderia até cogitar a idéia como foi com Diego e James, que seus textos publicados na internet e alguns guardados secretamente mostram a essência do amor que sentia, e de si mesma. Até hoje, lendo dá para sentir! Seus conceitos mudaram. Mudou com medo. Mas ela segue em frente com seu conceito, mesmo com aquele imenso frio na barriga e coração palpitante.
Houve tempos em que o medo a consumiu, e nada fez.

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Todo aquele receio, toda aquela confusão, simplesmente se foi à meia noite, no primeiro segundo dos seus dezessete anos. Houveram algumas surpresas, choros de emoção e logicamente, nostalgia, Marrie que o diga não é? Mas ela poderia dizer com o maior orgulho, que nesses primeiros segundos e o resto das 24 horas foram sorriso puro. Como nunca havia sido antes. Pelo os amigos principalmente, porque a distância, só os deixam mais próximo. Como a sua irmã de consideração que está na Irlanda, sua melhor amiga no interior, e seu grande amigo de infância no interior também. Os que fizeram a diferença, os que se esforçaram pra fazê-la sorrir. A irmã de consideração foi a primeira a lhe dar parabéns, Marrie ficou até palavras, pois só haviam lágrimas. Sua melhor amiga está no interior, sempre esteve ao seu lado, e naquele momento também. Seu grande amigo de infância, viajou para vê-la e para participar de sua comemoração de aniversário.
A comemoração... Ah, a comemoração. Foi num lugar simples, com poucas pessoas e nenhum programa de especial, como cinema ou algo assim. Era Marrie e seus amigos, fosse andando pelo shopping, rindo, conversando e até mesmo matando a saudade. Haviam amigos lá, ao qual ela não via há anos. Era estranho pensar naquilo como um presente, porque haviam elementos do passado. Ela e seus amigos andaram pelas lojas, pela livraria, conversavam e riam o tempo todo com uma alegria exuberante. Houve um amigo que realmente possa ter passado um pingo de mágoa, mas chegou a ser irrelevante perto de tanta alegria. Alguns chegavam mais cedo, iam embora mais tarde, outros chegavam mais tarde e iam embora mais cedo, e todas a junções que possam imaginar. Fizeram loucuras como os velhos e atuais tempo. Seu amigo, como um segundo melhor amigo, vamos dizer assim, estava para se atrasar a ponto de não chegar, chegou de surpresa e seu sorriso foi de orelha a orelha. Estava gripada, nariz machucado, e até passando mal, porém essas algumas horas com os seus amigos tão importantes foi como um remédio. O mais difícil foi dizer adeus à eles, e aos dezesseis anos. 
"Olá, dezessete anos, espero surpresas boas, principalmente meu presente direto da Irlanda." E foi dormir para um mais novo e longo dia.


Ela se sentia mais confusa que o normal, o aniversário dela foi tecnicamente destruído  um pouco antes   o outro lado estava confuso também.
Houveram sonhos bizarros, sinônimo a outro por um toque. Parecia querer ter mais atenção, pois acontecia o que nunca acontecera antes. Por fora tentava demonstrar alegria pelo seu aniversário, mas por dentro chegava a sentir uma dor no peito. Se sentia errada — apesar de não haver motivos. A tristeza realmente tomava conta. Era trêmulo dentro de si.
Parecia uma crise de existência, talvez inferno astral. É, novamente um dia mudando tudo. Planos e "Desplanos" foram por água a baixo. Não era sério, não era prioridade. Porém era confuso. Marrie não queria estar confusa na véspera dos seus dezessete anos.
Tudo parecia dar errado, até com uma simples lapiseira, que parecia estar confusa igualmente a ela. Não queria funcionar, e se funcionasse, seria pouco. 



Quem imaginaria? Nunca que aquela situação passaria em sua cabeça, nem em sonhos, nem em pesadelos - que estava mais no contexto do que aconteceu. Tudo aconteceu, em questão de pouco tempo... Não chegava nem a ser um dia. Marrie já estava confusa, e havia parecido ter desconfundido. Essa "desconfusão" trouxe consequências.
No mesmo dia machucou duas pessoas e foi machucada, achou ter desconfudido, mas se confundiu mais ainda. Sofreu mais ainda, e chorou também. Faltando oito dias para seu aniversário, e um aniversário de um ano de amizade com sua melhor amiga. Tudo parecia desabar, não tinha seu chão, sua base, sua força, seu apoio, sua consciência. Pois tudo isso se baseava numa única pessoa, sua melhor amiga. O motivo chegava a ser mais ridículo e desmerecedor, homem.
Marrie mudou o que mudaria em um ano, em 24 horas. Não era a mesma Marrie do começo de 2012, mudou princípios, prioridades, sua visão do bom e ruim. E no final agradeceu por ter chorado por horas, passado mal,  de nervoso, acordado com os olhos inchados de tanto chorar e ter chorado novamente. Pois não há aquela frase "Se não aprender por bem vai aprender por mal"? Foi assim que ela passou a aprender mais lições  de vida. No final tudo deu certo. Ela recomeçou sua vida, com escolhas importantes.


Quisera, queria, quis, quereria, quer e quererá ele. Foi um pretérito perfeito e imperfeito. É um presente do indicativo. Será um futuro do presente e do pretérito. Sempre a perseguiu cautelosamente, mas aquilo ficava em seu subconsciente. O certo ou o errado? Na verdade, das alternativas possíveis, nenhuma poderia ser chamada de errada. O que lhe preocupava mais ainda. Qual era o dominante e o recessivo, afinal? Cada segundo mudava. E não era assim que tinha que ser. Era muito complexo, era uma raiz negativa, tinha que distinguir o real do imaginário. O fenótipo realmente não deveria importar, por ser o exterior, e poder mudar. Lara queria se focar no genótipo. Era complicado. Era uma transformação Isovolumétrica, havia tempo, porém havia pressão.


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