sábado, 31 de março de 2012

Escondida em algum lugar no poço.

Estava no fundo do poço. A sua inspiração. Desenhos? Textos? Nada. Seus sentimentos pareciam ter congelado para arte. O ultimo texto feito, não era merecedor para ser publicado. Havia escrito baboseiras desnecessárias. Agora, estava tudo no lixo. Bolinhas e mais bolinhas de papel de um típica artista frustada. Havia raiva e frustração à cada vez que as jogava no lixo. Seu foco foi ignorado. Queria algo novo, esplêndido, inspirador, algo Britânico! Talvez que a lembrasse do seu sonhos tão doce de profissão e moradia    Londres. Não conseguia surpreender, ser clichê, nada.
Se sentia enchendo linhas e mais linhas automaticamente, com palavras aleatórias — Ou isso. Seu raciocínio se perdia. Tinha vontade de chorar, se descabelar. Quando havia concentração e foco, com o simples barulho do vento se perdia completamente, Adeus foco e raciocínio! As palavras que nem ao menos de sua boca saíam, e em poucos segundos saíam da sua cabeça. Era deprimente, trazia ira, porás do seu perfeccionismo. Sentia como se fosse uma falsa arte, uma enganação, a piro arte da sua vida. Onde estava aquele raio de luz, ou aquela xícara de café com marca de batom que traziam inspiração e imaginação fértil?
 Respirava fundo, seu estomago embrulhava. Seu perfeccionismo atacava. Suas lágrimas estavam dentro de si, mais e mais profundas. A queria de volta. Sua inspiração constante. Era a nova analfabeta da arte. Sem assinar o próprio nome de maneira estilosa e única como antes.

terça-feira, 20 de março de 2012

Doce mundo lúdico.

Ao fechar os olhos está no seu mundo lúdico, ao qual suas expectativas viram realidade, só há alegria, não há nenhum vestígio de timidez, fofocas e discussões. A primeira imagem a ser vista são doces, vários tipos de doces, dos mais gostosos aos coloridos, flutuando, em volta de sua cabeça e entre as nuvens. Num campo esverdeado, bem cuidado, com nenhum vestígio de desmatamento ou poluição. Havia cores alegre naquele cenário, que transbordavam mais alegria. Um lugar tão bom de viver. De tal maneira que não se queira abrir os olhos jamais. Tal que começa a acreditar que aquele mundo existe.
Infelizmente, tem que abrir seus olhos, e por maior parte do tempo. E no primeiro momento, ao sair do seu mundo lúdico e correto, as lágrimas escorrem pelo seu rosto, por mais que ela tenta segurar. E a raiva resolve pegá-la de surpresa, enfrentando a felicidade. Passa pelas árvores, arranca suas folhas com rancor, rasgando-as e as jogando no chão, como se fossem lixo. Andava em marchas, um dois, um dois e fechava os olhos por muito tempo quero seu mundo lúdico de volta. A raiva subia pelas suas costas a arrepiando, indo então até a cabeça, e a deixando relativamente louca. A tristeza e raiva queriam a consumir, era esse o objetivo.
Seu único outro mundo, era a música. Ah! A música... Que a partir do momento que colocava seus fones de ouvido, nada mais importava. O sentimento daquela música a consumia, a encorajava. Tinha coragem de enfrentar, de ser quem devia ser, ficar de cabeça erguida e vencer todas as lutas sempre. E mais ainda pra dizer "foda-se" para o mundo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Suas pupilas já estavam em forma de coração.

Não fazia muito tempo. Porém, aquilo já a torturava... Dia após dia. Ao vê-lo com aqueles olhos brilhantes e hipnotizantes, sorriso contagiante e sedutor e com sua maneira simpática de ser, arrepiava dos pés a cabeça, seu coração acelerava freneticamente. Tinha que respirar fundo, principalmente quando ele dizia "oi", suas bochechas queriam rosar, seus olhos brilharem mais que de costume, seu sorriso florescer de maneira mais feliz, sincera e apaixonante que possa imaginar.
Sonhava acordada todos os dias à caminho da escola, e antes de dormir. Poderia muito bem tentar fazer com que 1/4 dos seus sonhos acontecesse. Porém a timidez não deixava com que ela fizesse tal. Não suportava o fato de estar apaixonada por ele. Era uma tortura pelo seu lado, não conseguia se sociabilizar com ele direito, se apaixonava mais a cada dia, e não sabia se havia conhecimento e/ou reciprocidade do lado dele.
Essa era a nova paixão de Márcia!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Hey, Teachers! Leave them kids alone!



Sabrina se revoltou. Era a melhor aluna e a mais esforçada. Alguns só a perseguiam, e o pior era sua sensibilidade como sempre. Haviam muitas coisas juntas, não queria chorar pela segunda vez na semana, e agora dando o "gostinho" da vitórias ao professor que queria se o "todo poderoso". Daria gostinho gostinho aos invejosos que queriam seu mal. É, aqueles que riram quando o professor chamou a atenção da melhor aluna.
Chorou. Porém, discretamente. Não desabafou, mas desabou sozinha. Talvez fosse só a sensibilidade, mas tinha um pouco de perfeccionismo e metas de vida. Talvez a "rixa" também viesse da origem escolar do professor, nada legal para Sabrina.
Estava gostando de se machucar naquele dia, pois no dia anterior muito e se magoou mais ainda. As pessoas deviam no mínimo ter noção do que suas palavras e/ou atitudes faziam pras pessoas. Exercer sua profissão com orgulho, e não com autoridade.
Ela não gostava de adaptações. Já deixou coisas que amava por conta disso. "Ei senhor professor, dormir na sua aula pode? Mandar SMS e mexer no celular, pode? Ouvir música também? Mas falar uma única palavra é proibido? Pouco hipócrita!

terça-feira, 6 de março de 2012

Qual a razão de tanta inveja?

Larissa não se sentia a rainha do baile com a coroa em cima de um palco com todos aplaudindo a ultima bolacha do pacote, ou afins para tanta inveja ao seu redor transbordando. Afinal, ela não era tão bela como elas. Muita menos tão desinibida, se é que se pode chamar assim a maneira de não ter vergonha de nada daquelas meninas. Porém, parava para pensar e percebeu, que nela, havia algo diferente, havia conteúdo. Não era só mais uma bela e fútil menina como elas... O que as amedrontava demais. Até porque Larissa era simpática, inteligente, com bom gosto musical e sociável com os garotos.
Como a inveja é um sentimento ruim! Trazendo a mentira e a espalhando — a maldita fofoca. Tudo por uma pseudo-competição que Larissa nem estava participando, a estavam atacando de todas as maneiras infantis possíveis. Ela era superior. Não chorava por ser inferior, ou se deixar ser. Mas sim por ser muito sensível - e tiravam proveito disso. — Os acontecimentos "recentes" a sensibilizavam mais ainda, não ajudando nessa luta; Ela realmente achava ter razão, agora mais do que nunca, preferir a amizade masculina

sexta-feira, 2 de março de 2012

Atrás de desafios.

Muita pressão e não pressão. Ria, porém queria. Giovanna estava adorando se sentir amada daquela maneira, mas será seria quela velha história novamente?  Reflexos opostos. Haviam muitos, porém um havia dúvida. E isso que a deixava mais animada de um certo ponto, pois amava desafios. Se desafiava de propósito para ver sua capacidade força de vontade, e até onde iria por algo que queria. Chegava a ser loucura, mas para uma pessoa fora dos padrões  — Cujo muitos chamariam de louca  — igual a ela, suas loucura eram normalidades.
Ria melhorava sua auto-estima com si mesma. E daqueles trinta e um desejos de ano novo, mais da metade parecia ter se realizado. Porém ela acreditava muito na sorte, e se quebrou por inteira junto com seus pobres sentimentos. Agora trata como zero a esquerda. Mas uma coisa é certa, iria lutar pelo seu objetivo/desafio com garra, com discrição, e de maneira diferente das que já havia tentado ao longo dos anos.A partir daquela doce e alegre sexta-feira sentiu que  o mundo havia girado novamente, voltando ao seu luigar. E que a partir de agora, tudo mudaria, tudo mudou.
Abriu um sorriso e um olhar mais sorridente depois daquele dia!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Somente carnal.

Só falava e escrevia de sentimos como amor e paixão, e confusão.Agora iria ser diferente, e tratar do assunto "sentimentos" de outra maneira, tal que nunca havia expressado, seja por fala ou por escrita. Mas afinal, qual seria seria o problema de falar de sentimento carnal? "Os puritanos que saiam do meu caminho" — Pensava Maria Eduarda.
Naquele dia havia saído para lazer — como compras — e no caminho passou por lugares nostálgicos, que não só lembraram sentimentos carnais, como os puros também. Tudo parecia começar em relação a esse assunto. Nas compras, achou lingeries pretas  — sua cor favorita  — Não resistiu. Teve que comprar. Logo, mais e mais pensamentos em sua cabeça.
Chegando em casa, as experimentou com carinho, orgulho e imaginação já fértil em questão do que já passou, se olhando no espelho. Um forte calafrio vinha em suas costas a cada respiração. Fechava os olhos por mais segundos que o normal. A cada escuro, um pensamento. Um quarto, com uma leve luz. Uma cama de casal. Maria Eduarda, na porta, apoiada, com sua lingerie recente e com um toque especial. Portas e janelas fechadas. Calor... Calor humano. Beijos calientes. Mãos aos cabelos, leves puxões também. Mãos na cintura e no quadril. Calor e calafrios. Respiração ofegante. Mãos pelo corpo, de cima à baixo. Beijos no pescoço e na nuca. Lingerie no chão do quarto, na cama  de casal, entrelaçados por desejos e vontades. Janelas embaçadas. Calor intenso dentro de si. Respiração mais e mais ofegante. E abriu os olhos novamente.

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