Ele surgiu na sua frente. Repentinamente. Os olhos dela brilharam e o coração estava começando a bater mais forte. Havia cortado o cabelo, ele percebeu e elogiou. Com o elogio, Alice ficou travada, tremendo por dentro e com o coração saindo pela boca. Paralisada... Por dentro. Achava que tinha esquecido, deixado de lado, mas porque quase não o via e falava com ele. Tudo de antes voltou a passar por sua mente. Ah, cada milésimo de segundo olhando para seus olhos e sorriso. Aquele dia sem paciência dela, virou um dia melhor, mais bonito. O dia já estava ensolarado, mas antes disso, não sentia tanto o sol. Mas porque raios agora, e só com ele?


Sabe aquela vontade de ir embora? Foi embora. Ao se surpreender, como mágica. Stephanie estava sem vontade alguma, com dores, de cabeça, de cansaço e da doença. Vai e voltar, toda hora. Nos melhores momentos vai e piores volta. BOOM! Felipe aparece na sua frente, sentiu sua falta e todo blablablá. Alice está com o cabelo feio, cara de cansada e tudo que poderia dar vergonha a ela. Seu coração bateu mais forte e mais rápido. Ok, não tanto quanto antes, mas havia o sentimento enterrado.
Para quê remédio, se tinha essa mágica? Sua voz estava falhando, voltou, repentinamente. O cansaço, foi embora... Quer dizer parte dele. Tudo bem que Felipe era um remédio imprevisível e sumido. E sempre haviam drogas por aí, querendo o substituir. Mal sabem elas, que ninguém iria conseguir substituir o seu remédio, por mais que ficasse longe.


Parecia que uma luz de inspiração havia tomado parte do seu corpo.Colocou uma música dançante para tocar e se sentir livre em seus sentimentos e criatividade. Dançava olhando sua "performance" pelo espelho,como se estivesse numa festa. Logo depois, rodava e dançava com leveza no meio do quarto, imaginando estar num campo/piquenique. Piscava de novo, estava num lugar diferente, mais bonito. A imaginação fértil estava de volta. E repentinamente a inspiração também.
Será que as coisas mudariam? As positividades que tinham aparecido davam orgulho, inspiração e mais vontade de vencer. Seu objetivo era mostrar como os contos de fadas existem, os sonhos podem virar realidade e ter a felicidade interior por isso. Era amor, por sonho, arte, inspiração e imaginação. Seu coração batia como se estivesse apaixonada. Era tão bom estar no país das maravilhas de novo.


Quase um adulto convicto, quase dezoito anos nas costas. Alguns achariam que teria ao menos uma maturidade média. Pois bem, engano de todos que pensaram. Tratava os sentimentos como brincadeira. Imaturidade chegava a transbordar. Alice tinha uma qualidade-defeito ser simpática, se importar com o próximo, na frente de si mesma. E mesmo sendo difícil continuava no salto, madura.
Implorar para que alguém te ame. Achar que amor não é feito de amizade e deixá-la de lado. Tentar conquistar pelo interesse. Grudar e não desgrudar. Ter ciúmes, posse, obsessão sem ao menos ter um relacionamento, a não ser em seus sonhos. Parar e voltar de falar com seu "amor". Não conseguir compreendê-la, entender seus problemas e dizer que conhece. Fazer joguinhos infantis achando que conquista.  Esse era o insuportável ex-amigo apaixonadinho - se que é um algum dia foi amigo - de Alice.

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Raiva. Rancor. Tristeza. Indignação. Tremedeira de nervosismo. Presa num cubo, aonde estava tudo isso junto. Choro e desespero principalmente. Achava o cúmulo, uma falta de respeito com si mesmo e as pessoas envolvidas, aquilo que estava acontecendo. Que tipo de pessoa, com 4 décadas de vivência pensava como uma pré-adolescente, com sonhos reais e irreais? Achando que tudo seria como ele queria? Tudo se resolvendo como mágica? As coisas não eram mais assim, e nunca deviam ser.
Dois filhos quase adultos pra criar, que da infância até hoje, só tiveram a importância para a mãe e avó. Elas moviam barreiras, muros, e as coisas mais difíceis para o bem daquelas duas criaturas com tanto pra viver, que não mereciam tanto sofrimento. Pai? Só na hora de fazer as crianças. Porque pai que é pai, é aquele que cria, tá presente, ama  mostrando, não dizendo eu te amo, porque dizer eu te amo, qualquer um consegue — , move barreiras, trabalha duro, quer saber o que acontece, confia e pode ser confiável. Não é para ser assustador, ter a imagem de um monstro na mente deles. Era pra fazer parte da família.

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