Mudou sua vida, seus planos, em exatos 30 segundos do segundo tempo. Afinal, nunca era tarde pra mudar e recomeçar do zero, não é? Quase adulta e ainda uma criança. Tomou decisões para quando a criança já não existisse para os olhos do sociedade, apesar de ainda estar ali. Antes, seus planos eram o trabalho, trabalho e trabalho. Deixou sua vida de lado, seja a diversão ou os estudos. Para trabalhar para pagar sua faculdade. Mas será que era essa faculdade que ela queria? A paga? Que com esforço algum passa? Que o dinheiro comanda o conhecimento? Muitas perguntas vieram em sua cabeça. Inclusive sobre a escravidão que passava naquele trabalho.
Então deixou seu emprego, deixou aquele amor antigo. Jogou no lixo as coisas que não iriam  faze-la crescer, apesar de que num período de tempo, fez. Decisões adultas foram tomadas, e enxergava como o mundo adulto era realmente difícil. Tinha que ser forte na pressão. Apesar de

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E mais uma vez, ela se arrependeu de acreditar demais, não ouvir suas amigas. Porém não deixou chegar ao ponto drástico como da ultima vez que errou. Mas entristecera demais. Era a ultima vez. Terceira e ultima. Afinal, "três é demais", não é assim que falam? Cansou, precisava se renovar. E pensava bom o ano estar acabando e tudo renovar. Pessoas novas, amores novos. Parar de revirar o passado.
Ouvia indiretas de um lado e de outra, se fingia de idiota. Mas só fingia. Ele dizia de outras, e ela só queria ele, abriu mão por ele. De novo. Mas isso havia acabado. Ele reclamava de garota por garota. Cada uma dizia algo sobre ele. Quase reclamava na cara de Melina. E ela só pensava "Porque tens tantas?". Ah, queria parar de perder tempo com baboseiras como amores passados, e até mesmo com presentes. Precisava renovar.


Fazia tempo que não escrevia em seu blog. Que lia seus livros favoritos e suas séries também. Desenhar então? Chegava a dar uma dor no coração por não ter tempo nem criatividade pra isso. Costurar não estava mais em seu dicionário. Era uma sobrecarga  de coisas que deseja fazer mas não tinha como. Dormia pouco, muito pouco. Seis horas por dia pra quem estava acostumada a oito. Seus sentidos e sentimentos se confundiam dentro de si. Era estranho, era divertido. Dormia tão pouco, que as vezes não conseguir distinguir sonho de realidade. Algo bom acontecia, ou fora do padrão, e ela se perguntava se era realidade ou era um sonho. As vezes era muito bom saber que aconteceu, mas confundir coisas tão boas com mera imaginação? E quando era realmente sonho queria fazer de tudo pra virar realidade, pois se no sonho foi tão radiante, porque não?
E porque tudo isso? O que a fazia dormir menos, a inspiração a deixar de lado mais?

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Gabriela pensava o que seria da hipocrisia. A hipocrisia amorosa. Os "eu te amos" usados como "Bom dia!", "oi". A mesma que trazem milhares de discussões seja via internet ou pessoalmente. E essa discussão não fica só por aí, fica mais grave ainda, dizendo sobre "amor verdadeiro". Verdadeiro o bastante até onde? O que é verdadeiro? O que é pra sempre?
 Ela se revoltava. Se sentia mal por quebrar um coração, pois era sensível e doce demais para fazer uma maldade dessas. Maldade que já foi feita várias vezes com ela. E de repente a culpa dela, o sentimento de ter trazido dor e perdido um amigo se transforma em revolta.
Revolta por ter sido idiota o suficiente parar se importar com próximo, ser doce e sensível e querer amizade. E o próximo ser hipócrita, causar discussões e no dia seguinte, já estava amando outra. E isso se repetiria em ciclos. Até o próximo que se diz romântico, aprender o que é amor de verdade.


Ninguém concordava. Ninguém aceitava. Era o seu maior sonho que um dia já foi realizado, porém foi embora de seus braços. Podia estar triste, estressada, ou com qualquer sentimento ruim. Fechava os olhos, e o via em sua mente. Fechava mais uma vez e via momentos. E sua mente ficava impregnada dele. Era uma maldição, uma maldição boa... Ou não? A reconfortava de alguma maneira. Podia ser uma maneira certa ou errada, não se sabia. Em sua mente sempre era certo, por mais errado que pudesse parecer. Era mais que gostar, que amar, desejar. As vezes se revoltada com tanta explosão de sentimentos, quer dizer, implosão de sentimentos.
Via uma pessoa na rua, parava, paralisava, encarava. Seu coração parava por alguns segundos. E de repente, só era uma visão, uma alucinação. Não era ele. Mas e se fosse? Ah, aquilo estava a deixando tão louca. Tudo a fazia lembrar dele, de alguma maneira. Músicas, ah, músicas, principalmente. Era ligada com musica, e ligada à ele. Ah, como essas duas coisas tão importantes se juntavam e a perseguiam dia após dia. Não dizia que pensava nele 24 horas por dia, porque não tinha todo esse tempo livre para pensar. Era muito ocupada. Mas agradecia nesse quesito de ser ocupada. Pois não iria enlouquecer de vez. Se já se sente a louca com algumas horas por dia para penar freneticamente nele, imagina em 24? Pois é.


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