terça-feira, 16 de outubro de 2012

Como marido e mulher.

Não eram um casal, não mais. Foram num passado breve. Desde o dia em que se conheceram parecia que se conheciam há anos. Ela tinha medo de se apaixonar, medo de sentir qualquer sensações que viesse da paixão, como ciúmes, carência. Por mais que tivesse escondia no lugar mais profundo do seu coração. Ele também tinha, mas ela tirava todos os medos do seu doce coração. Dizia que ela era diferente de todas as garotas e no dia do seu aniversário se declarou para ela. Ela ficou sem reação.
Para ser um casal romântico, demorou cerca de seis meses. Antes disso já se tratavam como namorados sem perceber, pelo menos pelo lado dele. Com ciúmes e satisfações que de certa maneira a irritava. Pois lembrava que ela tinha esses mesmos sentimentos escondidos dentro dela. Não haviam beijos e nem atos de um namoro em si. Somente abraços, apoios e muitas brigas. Sim, naquele momento de amizade já tinha brigas.
E quando realmente viraram um casal, eram encontros a noite após o seu trabalho. Ele a esperando do lado do metrô com uma flor... E acham que é um rosa?

domingo, 7 de outubro de 2012

Fire Night - parte 3

Arthur observava detalhe por detalhe ao vê-la pelo espelho. Ela jogando a toalha no chão e colocando a calcinha semi-fio dental roxa, com rendas. E lá, se observando no mesmo espelho em que Arthur a observava. Só de calcinha, com seus seios lindos. Logo, põe o sutiã e hmm... Os realça  mais ainda. E paralisa assim, para terminar de se maquiar, empina o bumbum para pegar as coisas que estão no alto da estante. E quando está quase terminando, algo cai e e ela se agacha para pegar, ficando como se fosse engatinhar. Hm, Arthur precisava se controlar.
Então os panos começaram a cobrir aquele corpo maravilhoso, um calça jeans colorida, rosa claro; Uma regata bem decotada, deixando aparecer um pouco do sutiã, era branca com um desenho de um dente de sabre   com os dentes bem a mostra   preto e branco. Colocou seu salto alto preto, que fez com que tudo ficasse mais empinado a mostra. Fez um coque para dar forma ao cabelo, e então andou até sala.
—  Demorei?  Rachel perguntou, com um sorriso de lado. Mas Arthur

Aquele vício do passado.

Fazia quase uma semana que não perseguia o seu passado. E se sentia tão orgulhosa disso, pois era uma tarefa muito difícil, praticamente um vício. E a vontade vinha ao ouvir o seu nome — seja no dia-a-dia ou filmes, o que era bem comum — ao ouvir músicas de bandas que o passado gosta e melosas também, que por sinal eram as que mais a cativavam a voltar ao vício, e por isso se punha a escrever.
Mas o vício da sua mente não era controlável, abria o baú das lembranças e começava... Uma por uma, horas e horas com elas em sua cabeça, cada detalhe, cada carinho. Ah! Como aquilo a fazia mal, fazia com que quisesse se viciar.
Um, dois, três. Respira, dizia pra si mesma em sua mente. Achava que sumir iria ser, afinal, a melhor solução. Não ter porque lembrar, ter coisas para substituir. Porém achava vício maior querer chorar por causa de coisas perdidas, fez questão de secar esse choro. Afinal, estava ótima e a caminho de ficar limpa. Depois de três anos. Muito tempo para ser curado em pouco.

sábado, 6 de outubro de 2012

Ah, doce leitura.

Começou a ler livros que eram só para a grande prova do vestibular. Porém, antes disso, já estava ligada aos livros mais do que o normal. Digo, o normal de hoje, porque havia o normal de anos atrás que era livro atrás de livro. Devoradora de livros nata. Mas essa ideologia foi se apagando na mente dela. O que era errado, pois ela começou até que num tempo bom, na sétima série. E agora, estava com os pés entre uma linha escola e faculdade.
Algo despertou esse instinto de Victoria. Não sabia se era a mudança repentina dela. Ou de se sentir mais e mais inteligente ao ler cada palavra e cada parágrafo. Talvez seja porque agora tinha tempo. Tinha listas e listas de livros pra ler. Começava em um e terminava no outro, literalmente, pois parava na metade de um para começar o outro. Tanto que está cheia de livros pela metade em sua casa. Seu irmão também tinha esse instinto, porém, só o descobriu quando entrou na faculdade.
Ela roubava os livros do irmão, os lia pela metade e devolvia. Os que mais a interessava, deixava na sua estante. Como muitas que agora já fazem parte dela. Se sentia adulta, inteligente e tantas coisas mais. Parecia ser a vida lhe dando um empurrão. Ah, como as palavras escritas lhe faziam bem. Era inspiração para as coisas que ama. Era arte. Como a arte de escrever, de desenhar, é, desenhar com palavras, e desenhar com traços e todas as artes possíveis.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Lúcia : Selva problemática.

Se perdia e achava a cada minuto e a cada segundo da sua vida. Achando que a vida fosse longa o suficiente pra perder tempo fazendo isso. Via uma coisa que a agradava, e logo se achava. Mas era só ver uma pedra no caminho, por mais pequena que fosse, que já se perdia novamente. Não achava digno de luta e nada mais, simplesmente desistia. E jogava toda sua raiva e perdição nas pessoas que a mais amavam. Fazia planejamentos por uma vida inteira e na ultima hora, jogava tudo no lixo. Era a vida de Milena.
Tinha potencial para tudo, como todos. Aliás, tinha mais chances. Era bonita, inteligente, criativa e tinha condições para bancar seus sonhos. O grande problema era que não acreditava em nada disso, não acreditava na sua própria beleza e vivia xingando e tendo vergonha de seu corpo. E sua inteligencia, fazia questão de compará-la com a de qualquer um que tinha se esforçado mais. Ela não se esforçava. Se fazia de vítima, o tempo todo. E nem tente falar sobre a sua riqueza perto dela, porque vai repetir mais e mais vezes que não tem condições e está cheia de problemas. Sem olhar ao redor. Afinal, que tipo de problema era esse com casa grande, escola paga, faculdade paga, ser mimada, ter comida na mesa, banho, onde dormir, ter uma boa saúde, roupa e seus pais ainda darem coisas materiais como presente? Como um carro?
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