"E no último dia de aula, é que você conhece as pessoas de verdade, e quem é seu amigo". E Larissa começou a pensar e filosofar por tal frase. Aquela frase era verdadeira. Em qualquer momento, em qualquer momento de último. Seja último dia de vida, última vez que vão se ver, um adeus em si. É lá que você percebe as pessoas passam a tirar as suas máscaras. Parando de ser aquelas pessoas dóceis, para todos os momentos, amigos de verdade. Os seus inimigos passavam a ser seus amigos, e vice-versa. Mas ela queria não se preocupar com coisas como essas, já que não os veria mais, ou mesmo não queria cogitar a idéia. Quem gostaria de pessoas com tantas máscaras ao seu redor? Ainda mais no momento mais sincero que sua vida sempre foi?
Sempre tem aquele estraga prazer, que cansa as pessoas. Faz com que os cabelos fiquem brancos de estresse... E pior que há pessoas que se importam demais com a amizade. Até mesmo a amizade que não existira em nenhum momento a não ser de extrema importância material. Importância de favores. Como a frase "Amizade, amizade, negócios a parte". Porém, era tudo junto e misturado. Queria entender porque as pessoas que nunca cogitava ter a máscara de mau e de inimigo, foram pra ela, os melhores naqueles últimos dias, e os que não, foram os piores.


Passou o dia todo com sono, mas por alguma razão não conseguia dormir. Talvez porque não podia nem pensar em pensar. Fechar os olhos iria somente trazer tudo aquilo e muito mais pra desabar. Logo, tinha o dever de achar coisas para preencher esse vazio e pensamentos. Parecia ter aquele problema de ansiedade, como chama? Ah, hiperatividade. 
Foi se deitar as dezesseis, e nada, as dezoito e nada. Desistiu e foi preencher o vazio. Agora estava escrevendo um texto em plena nove da noite, sendo que foi deitar as oito. Queria entender, Porque perseguia, porque se importava, se sentia mal e ate atraída com algumas palavras e atitudes, se sentia presa. Depois de quase quatro anos. Chegava a ser cínica e dizer que nunca mais pensou sobre, nunca amou e não se importa. Mente pra si para esquecer e lembrar das coisas ruins, mas era como se não existisse.
Porque antes de dormir, tinha que ter insônia justo por causa do mesmo fanstasma? Ah, aquilo cansava... Cansada de se desabar pelo texto e finalmente fechou os olhos e dormiu.


Um período, um momento prolongado, uma fase — talvez — inesquecível, era o fim. Ela se mostrava bem com aquela situação e ansiosa para o fim da fase. Porém, por incrível que pareça, quanto mais chegava perto, à cada dia que se passasse, Amanda se sentia estranha. Antes ria dos que sentiam assim em relação à fase. O que ela não compreendia era que ele estavam apenas se preparando para dizer "adeus" mais cedo.
   Estava ansiosa, em questão de resultados, o medo de receber o pior "não" da sua vida e a pior rejeição também. Ou o milagre do "sim" e aceitação. O que a deixava numa corda bamba, já que sempre foi pessimista. Dessa vez queria tanto acreditar no milagre, mas ao mesmo tempo tinha certeza que não ia acontecer.
Não gostava de esperar para se planejar, havia medo do que podia acontecer. Finalmente a responsabilidade com muitas incertezas. A única certeza era que no próximo ano poderá ser uma "adulta de verdade", ser presa e todas as coisas de quando se faz dezoito anos. Tão esperado e tão assustador ao mesmo tempo. Assustador principalmente por suas expectativas poderem falhar.


Pois é Renato, tenho uma notícia ruim para você. Essa pergunta piorou, junto com sociedade. De "Que país é esse?" foi para "Que mundo é esse?". Que mundo é esse em que...
O certo é errado, e o errado é o certo? Que mulheres sem valor passam a ser valorizadas de alguma maneira, e as com um real valor não? As crianças tendo crianças? Crianças agindo como adultos, ou pelo menos tentando? Adultos agindo como crianças? Faculdade e escola é brincadeira? Sexo é tudo? E amor, ah, amor é nada, amor é ruim? Os padrões serem apreciados e as diferenças ignoradas? Intrigas e falta de respeito em alta? Cópias e mais cópias e falta de personalidade são um grande sucesso? Mentiras e "cachorragem" mais em alta ainda? Há mais e mais futilidades, e que realmente são fator importante?
Que mundo é esse onde tudo está de cabeça pra baixo? Há falta de valorização de si e dos outros? Onde o futuro mudou para algo precário? Algo mais para um retrocesso? Ações imprudentes e infantis? Às vezes simplesmente de existir não é? Para um lugar onde isso não existe. Que mundo é esse Afinal?


Estava cansada e aborrecida. Era como se todos os dias não significassem nada. Os seus pseudo-amigos pareciam mais como um zero à esquerda, não demonstrando o que a amizade significa. Cansada de falsidade, hipocrisia, olhar pela janela do seu quarto e lhe dar tédio. Com o dia bonito? Nada a insinuava felicidade ou desejo.
Ouviu falar várias vezes na sua vida, que só se tem felicidade quando joga fora tudo que lhe fez e ainda faz mal. E aí que ela queria esquecer certas partes da sua vida para, enfim, ter paz. Por mais que pudesse parecer errado, Sara, queria esquecer seu passado. Ela sabia que o correto era superá-lo, independente do que aconteceu, Porém, por mais antigo que fosse, as lembranças e esse passado, os fantasmas continuavam à perseguir, e assustar também. E mesmo que os guardasse em um baú, eles sempre davam um jeito de reaparecer.
Os fantasmas apareciam em músicas, filmes, maneiras de falar, fotos, lugares, perfumes, roupas, presentes. Coisas que Sara faria de tudo para esquecer, sem contar no próprio fantasma encarnado. Queria que fosse igual ao filme "Brilho eterno de uma mente sem lembrança.", onde houvesse uma máquina para fazê-la esquecer das pessoas, momentos, músicas, para então, simplesmente recomeçar sua vida, como uma, com orgulho de ser vivida cada momento.


Não era mais uma doce e inocente criança. Estava mais perto da fase adulta, à um passo. Porém, como o Natal estava tão perto, e suas esperanças estavam a flor da pele, voltou a acreditar em papai Noel. E então lhe escreveu uma cartinha, com a mesma inocência que aconteça de uma criança:

Querido papai Noel,

Primeiro, queria me desculpar por ter te esquecido por tanto tempo, pra ser sincera, parei de acreditar no senhor. Mas de repente veio uma luz de esperança em mim e aqui estou de novo.
Te peço com muito carinho no coração, paz. Paz entre povos, família, todo o tipo de paz. Queria sinceridade nos meus relacionamentos, ou pseudo relacionamentos. Que as pessoas começassem a usar o coração. Ah, isso seria tão bom. Agir com ele. Aceitaria me machucar, se a pessoa tivesse certeza pelo coração. Eu sei que são coisas muito difíceis, baseadas em sentimentos, mas eu sei que seu poder é forte. Senti sua falta papai Noel.

, Marcela.



Assistia séries que tinham todo a essência artística dentro dela. E tinha aquela fissura por arte que seus olhos começavam a brilhar mais e mais. Seu coração bater muito rápido. E sua mente explodir de tantas idéias em relação ao conceito arte. Gostava de museus. De música, e tentava explorar essa parte tão grande da arte, cada vez ficando mais focada num ponto da música. Dança, ó como aquilo a fascinava, de um tempo pra cá, mais do que o normal, pois teve uma breve presença direta com a dança, era uma junção de passos com música. Adorava teatro, já fez 3 anos de teatro - apesar de ser na escola. E a moda e desenho, que é algo que acha até desnecessário por seu amor maior.
E todo esse consumo excessivo da arte, fez com que suas escolhas ou até mesmo subconsciente se focassem em coisas do gênero. Era diferente,

Mais informações »


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...