segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Desabafo de Natal.

Esse Natal foi decepcionante. Não houve promessas, mudanças, alegria. Foi usado como mais um dia do ano, sem esperança, por sinal. Menos esperança, do que em dias normais. Uma desculpa para comer à custa dos outros familiares, encontro para contar as suas vantagens em frente a família, como se uma competição, mas de quem mente mais para impressionar. Talvez o Natal tenha sido assim, pois esse ano, 2012, foi um dos mais decepcionantes, desde que me conheço por gente. Não houve fogos, houver consumismo. Papai Noel não realizou meus desejos de Natal, minhas "preces", pois só algo mágico para realizar milagres. Era como se quisesse que acabasse logo. A partir do momento em que o próximo ano chegasse, tudo ia melhorar. Dormir seis dias seguidos, piscar e num passe de mágica tudo recomeçar e tudo ser uma belo recomeço.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Move on.

Estava uma tempestade lá fora. A maior tempestade que já vira. Mas, ela simplesmente não se importava. Pegou o seu guarda-chuva roxo com bolinhas amarelas e saiu correndo de casa. Mas saiu preparada, além do guarda-chuva, colocou suas galochas, um sobretudo cinza, calça de montaria e um belo cachecol e gorro. Apesar de ter o senso de que isso não adiantaria muito e iria se molhar da mesma maneira. Iria se molhar correndo por essas ruas. Porque a situação merecia isso.
Logo que abriu seu guarda-chuva, machucou um alguém e quase a cegou. Ah! Como aquela garota era desastrada. Se desculpou como nunca tinha se desculpado antes. Afinal, o seu caminho para ser livre podia melhor ou continuar por ali. Mas continuou seu trajeto, sem parar pra pensar, senão ela iria começar a pensar e repensar, desistindo como inúmeras vezes. Atravessou a rua com o sinal verde e todos os motoristas a xingaram com um prazer exuberante. De onde vinha esse prazer estranho de xingar, difamar e fazer mal? E ainda mais para um desconhecido. Úrsula passou por muitas coisas como essas no seu trajeto, mas essa não era a parte mais difícil, por mais que parecesse.
Chegou ao seu primeiro destino de muitas. Começou pela parte feminina, apesar de não saber qual seria mais difícil. Foi-se então fazer as pazes com a melhor amiga dela na adolescência, aonde as coisas saíram do controle. Tudo correu bem, não houve tapas, briga e ela até a convidou para voltar. Apesar de Úrsula se assustar bastante com as reações de ambos os lados. Mas a próxima visitar era Angela Avancini, sua inimiga, por alguma razão por parecer roubar tudo ela. Na época, roubou o amor da sua vida, e isso foi doloroso. Talvez ela nem soubesse quem ela era. Nem soubesse que havia roubado algo de alguém. Mas algo devia ser solucionado, pelo menos no seu coração. 
Tocou a campainha, ninguém atendeu. Tentou ligar no celular dela, ninguém atendeu. Bateu na porta, ninguém atendeu. E tentou pela última vez, aliás, vai que ela estava no banho. E nada, pois então achou que não era o que fazer e virou as costas para ir embora. Ao dar três passos em direção à porta,

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Uma onda de milagres perto do Natal.

Andava pessimista em questão das coisas realmente acontecerem. Das coisas mudarem de verdade e ter outra vida. Pois não aguentava mais aquela sua vida pacata. Aquelas histórias e aqueles inimigos e confusões. Pensava que se fosse para ter alguma dessas coisas, fosse num recomeço, num lugar diferente, com atitudes e vivência diferente também. Outras pessoas, outro lugar, outra vida. Parecia querer explodir. E havia muita coisa em jogo sobre sua nova vida. Ela iria mudar de forma extrema. Teria duas formas extremas, se passasse no vestibular ou não. Para ser bem sincera, não acreditava muito que iria passar, e sentia que era o acerto a pensar. Quanto mais expectativa, quanto mais acredita, mais chances de ter uma grande decepção e preferia se surpreender com o seu pessimismo
Até que a sua vida começou a mudar repentinamente naquela semana, e muitas coisas que nem ela mesma acreditava, começaram a acontecer. Aconteceram milagres, coisas improváveis, como se fosse um submundo, um mundo paralelo que muitos cogitam a respeito. Mas não foi só um milagre, foram vários, um atrás do outro. No mesmo dia, na mesma hora, na mesma semana. Acreditava em coincidências, mas dessa vez não queria acreditar. Será que tinha ido para um vida paralela enquanto dormia? Era muito improvável. Mas queria que essa improbabilidade continuasse pelo menos até o grande resultado.
É, o resultado que a fez dormir pouco, ou ficar acordada demais. E nos pequenos relances em que fechou os olhos,
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