quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Move on.

Estava uma tempestade lá fora. A maior tempestade que já vira. Mas, ela simplesmente não se importava. Pegou o seu guarda-chuva roxo com bolinhas amarelas e saiu correndo de casa. Mas saiu preparada, além do guarda-chuva, colocou suas galochas, um sobretudo cinza, calça de montaria e um belo cachecol e gorro. Apesar de ter o senso de que isso não adiantaria muito e iria se molhar da mesma maneira. Iria se molhar correndo por essas ruas. Porque a situação merecia isso.
Logo que abriu seu guarda-chuva, machucou um alguém e quase a cegou. Ah! Como aquela garota era desastrada. Se desculpou como nunca tinha se desculpado antes. Afinal, o seu caminho para ser livre podia melhor ou continuar por ali. Mas continuou seu trajeto, sem parar pra pensar, senão ela iria começar a pensar e repensar, desistindo como inúmeras vezes. Atravessou a rua com o sinal verde e todos os motoristas a xingaram com um prazer exuberante. De onde vinha esse prazer estranho de xingar, difamar e fazer mal? E ainda mais para um desconhecido. Úrsula passou por muitas coisas como essas no seu trajeto, mas essa não era a parte mais difícil, por mais que parecesse.
Chegou ao seu primeiro destino de muitas. Começou pela parte feminina, apesar de não saber qual seria mais difícil. Foi-se então fazer as pazes com a melhor amiga dela na adolescência, aonde as coisas saíram do controle. Tudo correu bem, não houve tapas, briga e ela até a convidou para voltar. Apesar de Úrsula se assustar bastante com as reações de ambos os lados. Mas a próxima visitar era Angela Avancini, sua inimiga, por alguma razão por parecer roubar tudo ela. Na época, roubou o amor da sua vida, e isso foi doloroso. Talvez ela nem soubesse quem ela era. Nem soubesse que havia roubado algo de alguém. Mas algo devia ser solucionado, pelo menos no seu coração. 
Tocou a campainha, ninguém atendeu. Tentou ligar no celular dela, ninguém atendeu. Bateu na porta, ninguém atendeu. E tentou pela última vez, aliás, vai que ela estava no banho. E nada, pois então achou que não era o que fazer e virou as costas para ir embora. Ao dar três passos em direção à porta,
Angela abre a porta. Observa Ursula. As duas mudas por um momento. Parecia pura tensão para Ursula, ou para as duas. Então, Angela solta enfim palavras de sua boca:
— Quem é você? — Curiosa e ao mesmo tempo confusa, pois Ursula estava tremendo de nervoso, sem saber o que fazer, falar e parecia um fantasma. 
— Ah, aqui é o número 350? — Falou de propósisto, sabia que era 347, estava na sua cara. Mas porque perderia seu tempo dizendo quem é? Afinal, se ela não sabia, não iria criar um possível momento de raiva. Agora podia ter paz e continuar indo em frente. Era melhor do que pensava, uma simples desconhecida. 
— Não, é 347. — Indagou, um pouco confusa. 
— Ah, errei o número, me desculpa, mesmo.

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