sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Aquele presente de natal : Você.

Com tanta coisa acontecendo na vida de Larissa, parecia deixar de lado seus sentimentos, seu lado fofo, o lado escritora até, e principalmente o texto para o seu futuro namorado, não digo futuro amor, porque já é amor presente e presente amor. Problemas na família caindo e desmoronando em sua cabeça e corpo inteiro, a cada segundo sendo sugada por um buraco negro aterrorizante. Como pegaria forças o suficiente, e até inspiração para falar de amor? Porém, agora, algumas coisas se resolveram, não por completo, mas já consegue dormir sem chorar, respirar sem fortes suspiros de preocupação.
Estava preparando presentes de Natal para seu amor, um já estava pronto, outro quase faltando somente alguns pingos no i, que só com a ajuda dele, com uma certa ajuda daria certo. Seria aquilo tipo de presente adiantado porque não conseguiria esperar tanto tempo para explodir de felicidade com ele. O já pronto, ela estava usando, vendo, testando - palavras vagas como essas, pois era uma surpresa, então o sigilo tem de ser total -, e seus olhos se encheram de lágrima, seu coração bateu mais forte, aquele sorriso de canto extraordinário apareceu, fechava os olhos, e sorria com os olhos, pensava em cada  momento juntos, poderia parecer pouco, para o tempo juntos, mas se fossem pouco valiam como muitos, se conheciam como se fossem amigos de infância, amores de infância. Aquela sinceridade a cativava mais, mais e mais. Sem contar o fato, de que com ele têm coisas que nunca tivera com outros caras, uma vergonha absurda, apesar do tempo que passou, medo de falar com a sua mãe sobre, medo de falar que vai sair com ele, queria que tudo fosse perfeito, de tantos "perfeitos imperfeitos" em sua vida, tantos " príncipes que viram sapo".
Ah! Aquele abraço, a risada, as brincadeiras, será que tinha reconhecido o amor de uma maneira diferente, maneira nova? Não queria ser exagerada nos seus sentimentos para não se machucar, mas nunca teve uma certeza tão certa - certa a ponto de usar um pleonasmo. - A maneira como ele passava a mão em seu rosto, pegava um fio de cabelo e colocava no lugar, beijo na testa, carinho e respeito, que queria estar com ele todos os dias, dormi nos seus braços e acordar com seus beijos. E no dia que isso acontecer, sabe que pensará que nem aquela  música "Ele dormiu no calor dos meus braços, e eu acordei sem saber se era um sonho".

sábado, 23 de novembro de 2013

Secretamente apaixonante.

Aperte play e comece a ler.

Queria acreditar não estar apaixonada, mas era impossível seus olhos já diziam por si. Era um brilho inigualável, um sorriso e um ar romântico... De tantos sintomas, assumiu para si "De fato estou apaixonada" - não se permitira se apaixonar tão rápido há um tempo longo, mas fora tão natural, como se o casal se conhecesse há anos - mas era uma paixão tão inocente e sorridente quanto aquelas de criança. Para se apaixonar dessa maneira, tinha se der inovador. Ah! Aquele garoto a elogiava, apreciava de maneira que nenhum antes, nenhum amor, namorado, desde o seu primeiro beijo. Se sentia protegida e tão bem com tudo, cada coisa simples que ele fazia virava algo importante e amoroso pelo fato dele saber surpreender e de ser ele mesmo.
Logo após, criou coragem, quando cantavam a sua versão modificada de "Eu me lembro" da Clarice e no verso "E foi assim que eu vi que a vida colocou ele pra mim ali naquele sexta-feira de novembro", com um sorriso no rosto, sussurrou o segredo de estar apaixonada para Jonh.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Romance do século passado.

Aquele possível romance era contemporâneo, século XXI, mas parecia tão XX, anos 70 ou 80. Demonstravam os sentimentos através de cartas que trocavam cada vez que se viam, escreviam textos românticos para se expressar. Eram amigos, riam, davam as mãos e sentiam uma vergonha e timidez que dava uma simplicidade tão doce para o que estava acontecendo. Não era uma paixão... Ou era? Cada piscadela era uma cena mais romântica, simples, compreensiva, feliz, que se passava pela cabeça de Julia, aquele abraço de urso gostoso, aquele sorriso, aqueles olhos verde ao estar feliz, e azuis quando chora, aos poucos a fresta em seu belo coração estava ficando maior.
Devagar e sempre. Que pessoas se conhecendo em pleno 2013 pensam assim? Acham cada detalhe, cada passo a mais, importante? A cada olhar, a cada beijo, a cada brincadeira?
 Era tão conto de fadas, tão princesa e príncipe dos contos da Disney, que Julia estava esperando acordar na melhor parte. Cair da cama, levar um beliscão. Cada solitário bichinho que visse perto dela, sorria com os olhos, como se fosse a Branca de Neve. O cantos dos passarinhos passou a ser mais bonito, o sol, a natureza, até mesmo o sentido de algumas coisas. Achava que esse lado romântico tivera extinto de si mesma e da sociedade em si, até de se encontrar em alguém, de repente.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Parque de Bairro.

Estava tentando achar a paz naquele parque de bairro. Fugindo das regras e padrões machistas impostos pela sociedade e família. Ah! Marcela era tão feminista, humanista, igualitária, seu pai tão machista, super religioso, preconceituoso, estressado, e parecia não saber o valor do amor, ou até o significado. Amor próprio e ao próximo parecia tão difícil de entender.
Ele achara que ia enganá-la, com aquele papo de "eu mudei", por um segundo ela acreditou, e se arrependeu de tal feito, ao ver que o machismo estava impregnado em cada do corpo dele. O que restava a Marcela? Fugir. Tentar achar algum lugar que lhe desse a liberdade das suas idéias, o coração livre.
Aquele parque estava passando cada sentimento libertário maravilhoso, sem contar com o repertório maravilhoso do momento, lápis e papel em mãos, Clarice Falcão em seu ipod, a carta do seu possível amor em seu bolso, lembranças do dia anterior, uma brisa refrescante junto de um sol escaldante, borboletas se divertindo pelos ares, crianças rindo, brincando e Marcela se apaixonando por aquela situação. Teve a oportunidade de ser ouvir, de ouvir seus pensamentos, seu coração e alma. Saindo daquele breu intenso que seu pai passava.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Máscaras supostamente escondidas.

Qual o intuito de se fazer personagem para alguém? Para a vida? Ou até para você mesmo e acreditar esta é a realidade? Vamos dar cara a tapa, mostrar quem somos de verdade, por mais que desgostem, doa, machuque você e aos outros, uma hora a verdade vem a tona,  por mais que seja bom nas artes cênicas ou criativo com suas histórias.
Marcelo era um desses, há vários personagens em si, que nem ele próprio sabe quem ele é. Conta histórias que não condizem com as suas atitudes, um hora é o romântico incorrigível, a procura do amor, que só faz as coisas corretas. Outra, o típico "pegador" que quebra corações e não se importa com os sentimentos dos outros à não ser os próprios prazeres. Também existe o clássico psicólogo melhor-amigo de qualquer um, seja de desconhecido à melhor amigo de fato, o sabe-tudo dos conselhos. Marcelo só esqueceu de o psicólogo de si e retirar as máscaras de seu rosto, antes que tais passem a fazer parte da sua vida.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

(re)nascimento de Bianca.

Haviam rascunhos espalhados por seu quarto. Aqueles rascunhos de amor a qual na primeira piscadela não significa mais nada. É incerto, é rápido. Assim destruíra esses rascunhos das folhas e da sua vida, por mais que essa parte apaixonada aparentasse um pedaço desconhecido de si mesma, não queria viver essa mentira. Ouvira de um pseudo-amigo "você tem que focar em outras coisas na vida" e isso chateou Bianca, como se sua vida se resumisse na tal "metade da laranja" e ela sempre fora muito mais do que isso, apesar da romântica incorrigível que sempre fora. Acreditava nas pessoas, nos sentimentos, sempre foi uma garota doce, assim esses pseudos confundiam com boba, sem objetivos e sonhos, uma garota sem conteúdo.
Cansou! "Não vou ser mais boazinha", enquanto considerava X o amor da sua vida, ela era só mais uma para ele. Y era o seu melhor amigo, para ele era a conhecida ou amiga no conceito errado, vulgo os 350 da rede social. Que seja recíproco enquanto dure, se algum dia foi. Os rascunhos se foram e as melações também. Um novo renascimento de Bianca

domingo, 10 de novembro de 2013

O "não" mais doloroso.

Há quem dê palpites sobre o pior momento da vida. Mas de fato, o pior é o vestibular... Não diria é que a primeira decepção de um semi-adulto ou de um adolescente, porém é o mais forte. Depois de anos, uma década no colégio e às vezes mais alguns anos de cursinho, várias tentativas, de seis em seis meses, lá vem a sua maior decepção... O não, você já ouvira vários "não's" em sua vida, aquele da sua mãe, do menino que você gostava, o presente que queria, mas nenhum doeu tanto quanto esse, nenhum te destruiu o bastante para chegar aos pés deste, tirou seu chão, seu muro de proteção, destruiu seu sonho, sua esperança, sua confiança e sua capacidade, secou os seus olhos de tantas lágrimas, e estraçalhou seu coração de tanta dor. Nada, nem ninguém foi como esse não tão doloroso, "desaprovado", o que lhe soava como fracassado, como incapaz, como não ser bom o suficiente, como burro, ignorante. Depois de noites mal dormidas, finais de semanas perdidos, livros e mais livros para entender cada coisa do mundo, a história, a biologia, a quimica, tentando ser o melhor dos melhores, para no fim, cair num poço sem fundo e afundar mais ainda em suas próprias lágrimas. Talvez, tenha tropeçado em sua própria confiança, que antes, essa não tinha para não se decepcionar, sempre com o pessimismo das cabeças aos pés, pois achava bem mais seguro. Quando resolve ser algo diferente, recebe um machucado enorme, uma cicatriz, que não iria curar tão fácil.
As lágrimas estavam contidas, mas a cada abraço as sentia escorrer por seu corpo. Era imensa aquela dor, um não nunca doera tanto. Estava sendo sugada por um buraco negro chamado mundo. Se perguntava qual seria seu futuro indo no final para aquela faculdade que prometeu a si que nunca iria. Se perguntava se seria feliz no seu trabalho, se conseguiria chegar até onde seu sonho queria, se ainda existia um sonho depois de tanta patada da vida. Tinha que erguer forças de alguma lugar

"Você estudou tanto tempo pra isso? Não consegue nem passar no vestibular?"

sábado, 19 de outubro de 2013

Ah, esse papo contemporâneo.

Santa ignorância! Que de "santa" nada continha... Leila estava se sufocando, estava cercada por essa humanidade medíocre e hipócrita. Olhara para o leste, sem saída. Oeste, dera dois passos e se sufocara novamente. Norte, tentara passar engatinhando discretamente, mas a ignorância não era tanta nesse quesito, e logo perceberam... Só restara o sul, ela mal tentara, já sabia que seria em vão.
Queria deixar a "doce educação" de lado, e dizer palavras de baixo-calão, como revolta e lição de moral! Queria protestos, ser cara de pau, enfrentar a ignorância com ela própria. A educação a segurava com rédeas fortes. Estava tão cansada de tão baboseira, que as rédeas passaram a ser inúteis, quase desistira da humanidade. Se dizem "seguidores da Bíblia", "adoradores de Deus", mas não conseguiam simplesmente se importar com o próximo e com sua vida? Que tipo de "religioso" você é? Que tipo de pessoa sem princípios, aliás?
Cansada de ouvir sobre política de leigos sem informação, de ouvir sobre a mídia dos próprios manipulados por ela, ouvir sobre preconceito do próprio preconceituoso enrustido, ver pessoas que não dão valor ao que Leila daria a vida para ter. Demasiadamente cansada de ver "filhinhos de papai" entrar na faculdade  mais cara, paga pelos pais e ainda ganharem um carro. Só queria fechar os olhos e sonhar, para se dispersar nesse mundo tão errado que se diz certo, essa evolução contemporânea que parece mais involução pré-histórica. De quem espera a salvação? Jesus que foi apedrejado que nem apedreja o próximo?

domingo, 6 de outubro de 2013

História de vidente.

Jess era cética, quer dizer quase cética, por ser tão medrosa em alguns aspectos. E certo dia, resolveu testar essas magias sobrenaturais ou pra ela baboseiras que ainda sim a amedrontava. De fato quem testou fora sua mãe Catarina, visitou uma vidente muito desbocada como ela mesma indagou para filha, porém não era aquela com cartas de Tarô, que joga dados na mesa e usa turbante e sim um tipo raro que recebe espírito que lhe diz o futuro das pessoas, o que ela dissera de Jess?Hahahahahaha, só fizera com que ela acreditasse menos nessas coisas... Soltara a seguinte piada: "Jess irá encontrar alguém logo, se apaixonr e até chegar a morar junto".

Ela pensara com si mesma, como uma garota tão diferente, fora dos padrões, com suas neuras e jeitos de ser conseguiria tal proeza? Todos os seus pseudo-relacionamentos deram tão errado durante longos três anos, não aceitaram suas neuras, ela se iludia, não aceitavam a diferença, se iludia de novo, não aceitavam o fato dela ter amigos homens e sair muito com eles, e de novo se iludia, quando ela queria algo de verdade, eles não, quando não queria, eles sim, era um eterno conflito de opostos, sem contar com a pobre distância.

Todo esse blábláblá de "os opostos se atraem" não a convencia na vida real e contemporânea, só na Física isso dava certo. Agora, com tantos conflitos para um simples amor, namoro, nada fluía, com que "milagre" - se é que isso existe - Seria possível morar junto de uma outra pessoa, como união estável? Jess aceitava esse desafio, nem acreditava para se iludir, e desacreditava para desiludir. Vai que tropeça no caminho como nas outras vezes, e tudo dá errado ou vai que escala qualquer obstáculo e se surpreende?

Madrugada do amar.

Era mais uma daquelas noites mal dormidas por conta de amores mal resolvidos. Mas não era um amor qualquer, era o amor que deu errado, que ela pôs expectativa e quebrou por inteiro. Porque oensa nisso então? É... Ele voltou, mexendo mais com seu coração e mente do que antes. Ah! Era uma angústia não lhe fornecer a palavra, beijo, toque... Mas que toque! Tentou esquecê-lo, achou ter esquecido, era quase uma certeza, porém todos que beijavam, tocava, se envolvia, em sua mente estava ele, rolava comparações.

Broxava discretamente, se desapontava, pelo simples fato de ninguém chegar aos pés dele. Tesão? O que era aquilo? Sua percepção sexual, seus sentidos mudaram completamente... Ao descobrir o que significa fazer amor de verdade, ao se (re)descobrir. Não havia êxtase, ansiedade e alegria ao pensar em outro alguém. Ele nem imaginar desde que voltou que ela voltara com esse sentimentos e até mesmo ilusões por parte dele, coisas de antes de tudo acabar, se soubesse... Lhe daria um adeus não muito educado, dando o toque de que estava errando de novo. Mas é tudo culpa desse coração desmiolado, com camisa de força e ainda não interno nos fundos de si mesma. Assim, enlouquecendo a dona, com intuitos de levar a mente junto. Era muito mal resolvido para um amor pelo simples ato de amar.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Lost the battle, win the war

Ficara um tempo longo dispersa de suas artes e dons, estava sem rumo dento de suas próprias neuras. Cansada de batalhar, como se estivesse com ferimentos leves que a levassem a acreditar que eram sérios a ponto de não ter como continuar a guerra. Eram questões de existência, estudo, segurança e insegurança, e se realmente conseguiria chegar aonde tanto desejava. Parecia só focada no ócio, é, ócio do entretenimento tecnológico, tantos Gadgets, meio de entretenimento, de uma forma "glamourosa", que então ela se perdeu de tanto procrastinar. 
Porém, sempre há um porém... Poucos minutos atrás, jogada em sua cama, envolvida com a preguiça e o sono, tomou uma decisão de jogar uma água no corpo, para despertar desse mau e afugentá-los, não achara que teria êxito - pois teve. - Mas não foi só isso que lhe deu ânimo, sua visita na faculdade dos seus sonhos fez com que tudo mudasse, percebeu o que realmente queria, e, de fato, era aquilo. Aquele lugar a pertencia e ela pertencia àquele lugar.  Achou um sentido, um foco, para seguir.
Voltara a ter vontade, se inspirar, lembrar do seu lado artístico, a se esforçar, estudar com foco e reabrira seu blog, seu estudos, sua mente, coração, e alma para o que estava por vir. Agora, tinha certeza e confiança suficiente pra vencer.

sábado, 24 de agosto de 2013

Fim perturbador

Nicole se achava louca. Queria poder ter um psicólogo ou um psiquiatra com ela em todos os momentos, a ajudando a dar todos os passos, dos primeiros aos últimos. Os últimos que não queria que chegasse nunca. Tinha medo. Medo de dormir. Medo de morrer. Medo de não conseguir acreditar e de acreditar ao mesmo tempo. Se confundia o tempo todo. Ao fechar os olhos, parar para pensar no futuro, vinha as dores, o choro reprimido e o medo escondido. Tinha vontade de chorar o resto de sua vida só de imaginar. Se sentia uma filosofa com tantas perguntas sem respostas. Seu estomago embrulhava tanto, como se quisesse regurgitar todo o medo, o pavor que passava por todos os ossos e sangue. Queria nunca ter ouvido a palavra morte, e nem saber o significado. “A única certeza no mundo é a morte”, mas que certeza filha da puta, me desculpe as palavras. Pra que Nicole iria querer essa certezas? Para se auto flagelar até esse momento chegar? Podia pelo menos saber quando seria pra se preparar psicologicamente? Como seria? Com um tiro, afogada, num acidente, de câncer, de aids, de velhice, de coração, na mesa de cirurgia, engasgada e tantas outras maneiras inusitadas. Podia dormir, e de repente não acordar mais. E sabia que não era questão de idade. Pode ser agora, já já ou daqui a pouco. Escondia suas lágrimas com tanta força que era como se o seu coração chorasse e seu corpo enfraquecesse. Ela era forte pra vida, mas não para a morte, para o fim.
Ela sempre foi uma menina controladora, planejava tudo, dos pequenos detalhes aos maiores. Não conseguia lidar com o desconhecido, a amedrontava não saber o que iria acontecer. Não seguia nenhuma religião, e nem acreditava. Mas como queria ter a fé de algumas pessoas, somente para viver em paz e segurança em relação ao futuro. Queria acreditar em reencarnação, céu e inferno, volta a vida. Mas não sabia, só podia acreditar no fim. E a cada ano que passa, desde que descobriu essa existência, que diga-se de passagem completamente desnecessária na vida do ser humano porque alguns segredos têm que se guardar para o bem estar, sua vida nunca mais foi a mesma. Fora focada na sua futura morte.
Ah! Corroía todas suas entranhas, todas suas veias, seu sangue, seu coração e todas as partes do seu cérebro. Era como um pequeno verme, um pequeno vírus sem cura, que entrava pelos seus ouvidos e se impregnava para sempre. Destruindo pouco a pouco todas suas esperanças, seus sonhos, sua coragem. Medo, o medo a consumia. Até choraria para ver se passa, mas já sabia que daqui um mês ou dois teria outra crise. Queria remédios controlados, ou até descontrolados. Queria tarja preta. Drogas, das mais simples até as mais alucinógenas para esquecer desse problema maior. Queria sexo, hetero, gay, bi, ménage, em vários lugares, dos mais sem graça até os inusitados. Era o prazer de viver que em poucas meias horas, ou horas a fariam esquecer dessa tal de morte. Já era uma semi-alcoólatra de plantão, que se envolvia nas drogas, apesar de lícita, o que fazia perder a graça por não ser proibida. Eram drinks e mais drinks diferentes, vodca, rum, absinto, Chopp, tequila que era sua preferida, vinho e champanhe nas ocasiões especiais.

As vezes pensava se realmente colocaria crianças do seu mesmo sangue no mundo, para sofrerem igualmente. Nicole sabia que não iria ignorar seu sofrimento diante dos seus filhos. Que não conseguiria protege-los das perfídias do mundo. E mesmo se tentasse, a própria vida iria lhe mostrar. Iria ouvir dar vida sobre a morte, iriam saber a respeito e a dor seria maior ainda. Devia ser proibido saber que ela existe, deveria ser proibido agir como se fosse natural enquanto você é destruído por esse verme.

sábado, 17 de agosto de 2013

Desesperança social.

Joana era uma garota simples e humilde, com seus sonhos e ambições. dava valor a cada oportunidade e crescimento pessoal. Era comprometida com estudos e objetivos. Nunca nada fora de "mão beijada" e sempre foi que ensinada que "dinheiro não nasce em árvore", aprendera também com sua doce vó a dizer obrigado as coisas mais simples, e disso vinha o valor de gestos também. Sua educação fez com que fosse diferenciada e à frente das pessoas da sua idade, mais madura e responsável. Fazia dela também uma pessoa pensante e até mesmo crítica.
Aos dezoito anos de idade que vivera, agora se indignou e perdeu as esperanças com sociedade. Tanto egoísmo, egocentrismo que a enojava. Contrário de Joana. Não davam valor e não diziam obrigado nem mesmo para um migalha de pão. Ela sentia uma dor no coração, uma raiva ao perceber a existência de pessoas assim. Tinham tudo de "mão beijada" e achavam fielmente que "dinheiro nascia em árvore" sim. Enquanto ela sonhava com a sua bolsa de estudos na faculdade, essas pessoas já ingressaram, pagando uma nota e faltando, se atrasando mais do que ia, dando um valor mínimo, porque há quem pague. Ela fazia curso pré-vestibular há quase um ano para ser a "merecedora" de estar lá, acordava às 4 da matina e estudava e lia bastante. Porém os com "posses" sempre ganham. Como acreditar nessa sociedade?

sábado, 10 de agosto de 2013

Se não fosse a tatuagem de cabide na nuca...

Um museu cheio de pó de tantas memórias guardadas relembradas e vividas, não seria eu. Se não fosse meu otimismo pessimista ou pessimismo otimista, minha ilusão quando dá tudo errado, ou minha falta de segurando quando tudo está dando tão certo, não seria eu. Se não fosse o cheiro do café na xícara de manhã, cheiro das páginas do meu livro favorito no fim de tarde, meus traços ao desenhar, viajar à outro mundo ao escrever, não seria eu. Se não fosse meu dedo podre, minha esperança, minhas contestações, minha crença no amor, não seria eu.
Se não fosse minha timidez, meu medo de escuro, meu medo de falar no telefone com desconhecidos, amar desenhos tantos quanto as crianças, não seria eu. Se não fosse o tipo de pessoa que se enjoa fácil de tudo e todos, querendo novidades e o surpreendente, alternativo, tanto nos amigos, na aparência, nas idéias, nos livros, não seria eu. Se não fosse minha bagunça arrumada, meus livros de moda, meus lápis de cor, meu amor-ciumento com meu irmão mais novo, não seria eu.
Se não fosse minha impaciência com pessoas que se atrasam, não se importam, não fazem arte não seria eu. Se não fosse as brigas que eu tanto odeio, os abandonos sem querer dos meus amigos, as mudanças, a teimosia, a saudade, o drama e o amor por chocolate não seria eu.

Tá rolando há um tempo já, o meme baseado na música Capitão Gancho da Clarice Falcão, que a minha mana ale me indicou. Eu indico a Mayra do era outra vez amor, Italo do Manuscrito e Beatriz do Alacazam.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Viciada no amor.


Amar é uma droga. A droga mais viciante e cativante de todas. Samanta era claramente viciada e assumida como tal, não precisava de drogados anônimos ou coisa assim, porque nem anônima era e aquela droga, era uma droga diferente, tão difícil de largar. Tivera uma overdose tão dolorosa, já tivera antes no passado, em que o coma durou muito mais tempo, mas o sofrimento... Ah, nem se compara. Aquela overdose, agora, era diferente, o coma durara dois meses, sem contar a depressão pré e pós overdose. Logo, tentou várias técnicas para melhorar, pensou estar bem.
Quando menos esperava, o pior aconteceu... O válvula de escape para essa droga, o motivo, ressurgiu. Ah, merda! Tudo estava dando tão certo sem ele. E os sintomas da doce abstinência começaram a aparecer, sua mente pensar, pensar e imaginar. Imaginar cenas, o passado delicioso com aquela droga em seus lábios, passando em seu sangue e lhe deixando mais quente e feliz. O seu coração pulsando mais e mais rápido, o sorriso aberto que há muito tempo não mostrava a ninguém, parecia sentir que realmente tinha um coração. As sensações que lhe deixavam ansiosa, suando quente, suando frio. Ah, como desejava aquela droga...

terça-feira, 23 de julho de 2013

Procrastinação Invernal

Piper era apaixonada pelo clima de inverno. Todos usando roupas estilosas e pesadas, casacões, sobretudos, botas, gorros e boinas, cachecóis e alguns com vestidos, meia-calça e casacões. Era como um desfile de pura inspiração e miscigenação pelas ruas.
A alegria dos casais, abraçados, dispostos a se esquentar com o calor humano. Fumaça saía de suas bocas, esfregavam a mão que estavam no bolso ou segurando um copo de chocolate quente. As crianças eram as que mais se divertiam, empacotadas de tanta roupa de frio, gorros e luvas, se divertiam nas montanhas de neves e anjo na neve. 
Ela se considerava uma criança, apesar de duas décadas e meia em suas costas. Adorava neve, guerra de neve, brincar com as crianças e observar os desfiles gratuitos à sua volta. Mas tinha dias de inverno, tão intensos que se sentia uma senhora idosa que precisava de cuidados. Que ao acordar e abrir as persianas do quarto lhe dava tristeza ao ver tanta neve e frio. Inventava uma doença comum em dias frios para faltar ao trabalho, se enrolava mais ainda em seu edredom e passava o dia com seu pijama de flanela listrado. Só ia na cozinha para fazer seu chocolate quente, a comida era por conta do delivery. E quando lhe batia inspiração, trabalhava em suas artes, enrolada em seu cobertor. Ah! Doce inverno...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Trágica vida de uma mente conturbada.


Desejava a morte. O que tocava, morria. Todos e tudo em sua volta virava morte. Talvez a própria dona morte tinha medo e pena daquela pobre menina. Sua família fora extinta por ela mesma. Era uma típica relação de amor e ódio, até o amor morrer, o que foi breve, bastou um leve suspiro antes da morte do amor. Junto do amor foram aqueles requisitos básicos para se tornar família, como o carinho, cumplicidade, apoio e conversa. Qualquer vínculo ou relação familiar foi-se também. Ah!sem contar suas crise alternadas de nervosismo, insegurança e depressão. O passado ainda não morrera de sua mente conturbada. "sua vida é ótima", hahaha, queria ela acreditar em tal mentira absoluta.
Matou todo possível relacionamento amoroso, asfixiou, estrangulou, esfaqueou e assassinou qualquer vestígio de amor ou relacionamento, que nunca durara mais que alguns meses, e seu vazio ficava cada vez mais profundo e doloroso a cada toque e nova ferida. Nem cinzas ou ossos de amizade sobravam de mortes tão brutais, aos poucos ia matando amizade por amizade. Matou a confiança e qualquer gota dela para ajudar nessa jornada de "ceifadora" ( ou sofredora) e as amizades foram jogadas da janela do oitavo andar e da escada do décimo terceiro, algumas entravam em coma, outras morte súbita, mas todas morriam no final das contas.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Em dias frios...


Tinha medo de amar, amou e teve fobia. Tinha medo de se apaixonar, apaixonou e se traumatizou. Não entendia muito bem o que era esse tal de "amor" e "paixão", tinham tantas variáveis e tipos. Para ela, inclusive, uns eram mentira, como "amor incondicional", "amar para sempre". Teve medo do desconhecido e mais por conhecer. Amor e paixão só lhe davam dor de cabeça, noite mal dormidas e aquele aperto no coração de borbulhão de sentimentos. Do começo ao fim, do pior ao pior. Deixava o coração aberto para sair despedaçado. Não havia superado tanta negação. não! nÃo!Não! NÃo! NÃO! NÃO!

"Ah, cansei, vou amar meu cobertor, chocolate, sorvete e livro, se amor virar meu amigo, quem sabe"

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Exímia artista-leitora.

Alice tinha deixado de lado a arte de escrever. Pois a arte de amar estava extinta em seu pobre coração. Só restavam lágrimas e não queria falar de amor relacionado a tristeza, apesar de ter acreditado nisso nesse tempo sem escrever. Necessitava acreditar no amor, em si e suas capacidades.
Nessa isolação, nesse próprio exílio virava uma leitora mais exímia ainda. Devorado livros e mais livros de uma vez só. Ajudou na cura de seu coração estraçalhado e triste. Lera tanto que percebeu que a leitura é mais interessante que a realidade, os personagens eram tão vivos, cheios de personalidade, cultos, artísticos, únicos com seus defeitos-qualidades, que os personagens de sua vida ficaram entediantes e sem graça.
Sempre o mesmo drama parental, sem motivo. Não havia novidades, aventuras. Era a mesma rotina, em que todos os personagens pareciam iguais, idênticos, até mesmo seus dramas. Cansada desses personagens decidiu escrever sua própria aventura, história e futuro, e se ainda restasse algum personagem interessante, que a seguisse rumo ao futuro.

sábado, 1 de junho de 2013

Aquela rotina em se machucar...

Estava acostumada com despedidas. Despedidas fofas, tristes, sentimentais, até com raiva, mas havia de ter uma despedida. Mas dessa vez, tudo saiu do planejamento, saiu da rotina, não houve despedida. Porém, ela sabia que havia acabado. Estava distante, já havia se desprendido dela, talvez nem lembrasse dela como antes, só como uma chata que forçava o que não dava mais. Para Amanda se desprender não parecia tão fácil, na teoria sim, mas na prática... No momento em que tentou seguir em frente parecia ter algo mais forte possível preso dentro de si, e era ele. Ela estava com um antigo amor, num momento que nunca acontecera, com romance, e o seu pensamento estava nele.
Ah! Como estava arrependida... Ele lá merecia? Fora desvalorizada, colocada de lado e nem uma despedida ele achava que ela merecia, a tirava do sério, tirava a segurança também. Se sentiu um lixo, mais uma, desinteressante. Gastou palavras, sentimentos, desabafos de uma paixão ou grande aventura, expectativas em alto, ah, como sempre... Queria não ter acreditado em contos de fadas, depois de tanto tempo já sabendo que não existe, ou no homem certo. Pois agora só sobraram lágrimas, falta de segurança e o seu poder de ser uma fênix como sempre era, de não querer nada sério, fora embora. Só sabia achar defeito em si e perguntar "O que há de errado comigo?", tinha de se levantar, e mudar a sua rotina amorosa, de paixão de conquista.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Tic Tac silencioso

"O tempo dirá", tudo se resumia em suas palavras, porém nada dele saía, estava tendo um caso com o silêncio, não havia sequer sussurro, espirro, tosse ou qualquer onomatopéia que pudesse dizer algo. Se sentia idiota ao estar no mesmo lugar de sempre ou até outro ponto de encontro que ele passa todos os dias, para nem mesmo ouvir um ruído, com o silêncio predominando. Tinha que pegar uma fila de espera para ouvir as sábias palavras do tempo sobre o que estava por vir e o que seria daqui pra frente. Estava numa sala de espera lotada, em pé porque já não havia lugares, os bilhetes tinham quase esgotado, pegara o penúltimo em mãos, o qual o número escrito era um bilhão, o bilhete inicial por sinal não era o número um, diga-se de passagem para os otimistas de plantão, e sim o 0,001.
Como sabia que ia demorar, dera uma volta e depois retornaria para checar em qual número estava. E ao esquecer do tempo e das suas decisões, o silêncio se soltava aos poucos, fazendo com que o tempo soltasse pistas pedaços de palavras aleatoriamente, como uma pista, mas uma pista para um Sherlock, o que complicava, confundia e capaz de ter qualquer interpretação que convém. Porém o Doutor Tempo sempre alertava "Espere ser atendido para tirar qualquer conclusão". Espere, espere, espere! NÃO QUERO ESPERAR O TEMPO! Gritava no meio da sala e todos olhando com cara de espanto. Mal sabia que muitos dariam tudo para ao menos ter um daqueles papéis em mão, mesmo que fosse o um bilhão. Queria tomar suas atitudes sem o tempo para lhe "atrapalhar" ou controlar, saber a resposta sem ele.
Mas qualquer passo que tomasse, maneira que agisse, um pingo do tempo estaria lá. O Doutor mesmo se indagava "Vocês mesmo ficam tanto tempo nessa sala querendo respostas, mas afinal, qual a pergunta? Vocês sabem? Não há maneira d'eu responder afirmações". Era por isso que aquela fila demorava tanto?

domingo, 14 de abril de 2013

Metas (in)alcançáveis


Mudou de casa há quase dois meses e por incrível que pareça, tudo estava entrando nos eixos, como nunca antes. No fim do ano passado Clarice prometera que aquele ano que estava por vir seria de grandes mudanças e conquistas, que tudo iria enfim dar certo e prometeu com todas suas forças que restavam depois de tanta batalha perdida que houve em sua vida. Sem pretensão alguma, sem sua lista de metas como todo ano e planejamentos, tudo que ela prometera estava virando realidade, simples obra do destino. Metas maiores que ela imaginara um dia alcançar a ponto de riscá-las da sua mente e suas listinhas de começo de ano, enfim elas estavam se tornando realidade. A felicidade a contagiava, junto a confiança e pensamento positivo.

Mas ainda faltara duas coisas, que realmente havia traçado como uma meta com toda força. Uma era meta desde muito muito pequenina, apesar de nunca ter crescido muito e continuar pequena, tal que relacionada à sua faculdade, seu sonho, queria passar com bolsa na Universidade renomada de Moda da sua cidade e como tantos sonhos inalcançáveis estavam passando a ser alcançáveis, por que não esse?

O segundo, ah, tinha relação com sentimentos, paixão, com o garoto que mexeu com Clarice como nenhum outro em anos, mas tinham de ir devagar, para preservar cada momento e sua amizade também, deixar o destino pregar as cartas finais em cima da mesa, não pregar uma peça, esperava ela, até porque o destino já havia pregado peças demais em Clarice, o suficiente para se divertir e ter ataques de risos com os resultados. Ela queria ouvir sentimentos mais fortes, paixão, ciúme, indiretas sobre o que ele sente, um pouco mais de certeza e recíproco  porque afinal, estava tudo tão bom, por que não tentar e quem sabe melhorar mais ainda?

terça-feira, 2 de abril de 2013

Ser você em alguém.

Tinha se dado conta que havia deixado de lado o desinteressante que dizia coisas sobre ela tal que "Você é muito complicada", não sabendo lidar com a diferença, o fato de se expressar, ser independente, tomar a atitude e Lúcia ser uma mulher tão interessante do seu lado, que ele sumia com o seu brilho. Logo, ela encontrou o interessante, Paulo.
Lúcia não queria viver uma mentira, nem mesmo acreditar que ela pudera ser verdade, mas essa missão parecia uma tanto quanto complicada ao observar os fatos e acontecimentos. Paulo era artístico, envolvente, amigo, carinhoso, não via problema em cuidar dela e se importar principalmente com seus sentimentos, contar piadas e achava até mais interessante ela ser tão interessante, diferente e cheia de atitude. Ele já havia a apresentado à sua família na páscoa, dera presente, conselhos e elogios. Se comunicavam todos os dias,  sentiam a química em seus corpos, tinham até "pseudo-planos" para o possível futuro próximo.
Ela não sabia o que estava por vir e assim como a música "Te ver e não te querer é improvável, é impossível, te ter e ter que esquecer é insuportável dor incrível" era impossível acreditar que tudo aquilo era mentira, ou pudera ser. Seus próprios pensamentos a enganavam e trapaceavam para ficar mais difícil distinguir o que de fato era aquilo o que estavam vivendo, cada parte do seu corpo dizia uma coisa, mas ela estava feliz como nunca, e isso que importava.
Lúcia era uma mulher de atitude, opinião forte e que gostava de se expressar, ele não tentava vetar ou censurar suas opiniões, sempre de ouvidos à escuta, braços abertos, cabeça aberta para entendê-la.  Podiam conversar normalmente, sem medo de serem eles mesmos, afinal eram tão parecidos e tão diferente, e essa diferença louca que é divertido.

terça-feira, 26 de março de 2013

You know ...

Você sabe que é o cara certo quando parece um filme e aquela típica cena em que a mocinha conhece um cara que mostra que o seu relacionamento com o pseudo-mocinho era uma droga, dando valor ao mocinho de verdade, o tal que ela conhece... Acontece. No momento em que seu coração bate muito forte por ele e não pelo outro, pensa nele, em seus beijos, suas carícias, seu abraço e ri de suas piadas com piadas com aquele sorriso no rosto, sabe? Quando você não se importa com a opinião e críticas dos demais; sua irmã de consideração e melhor amiga que tanto diziam de você ter dedo podre, falar que dessa vez acertou em cheio. O fato do próprio cara querer cuidar de você e dizer isso com um sorriso, ser um amigo e mais que amigo ao mesmo tempo.
Você se apaixona por esse cara certo no momento em que ele se apaixona pelo seu corpo por completo como nenhum outro se apaixonou, e nem mesmo você. Aos dois ficarem sem graça com elogio um do outro. Quando tem o melhor  fim de semana com ele, ao qual fizera tempo que não tinha igual tão bom e a melhor noite, com carinho, sendo envolvida, acordando na manhã seguinte com um sorriso ao vê-lo ao seu lado. Ele dizer que pensou em você a semana inteira, e estava ansiosa para o final de semana por sua causa.
Você acredita no cara certo quando ele quer fazer passeios diferentes com você, conhecer lugares e os que já conhece, lhe apresentar. Quando a mãe dele já te conhece e gosta de você, convida para almoçar  num restaurante depois de passar a noite na casa dele, e te surpreendendo ainda sim te convida para almoçar na casa da avó dele na outra semana.
Era o apaixonante, acreditável e o certo, mas ia dar certo? Só deixando rolar para saber, só o tempo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Pequenos grandes detalhes.




Havia comparações no seu cérebro e coração, entre "A" e "B". O garoto que dizia que amava, sentia e movia montanhas comparado ao que devia faltar na parte "amor/amizade" , pois esses deviam andar juntos como um casal. Ah, então Renata e o tal garoto eram um pseudo-casal? Isso era o que ela tinha medo de descobrir.

Eram vários versus em sua cabeça, A x B. Ver uma chuva, quase enchente, com Renata doente e não oferecer  um guarda-chuva ou arranjar um, fazendo com que ela peça ao invés de simplesmente oferecer o guarda-chuva e receber um sorriso. Sua namorada está sem roupa de frio e você veste sua blusa na frente dela e diz "vamos?", fazendo com que ela fique irritada perguntando se está falando sério e se o braço cairia se emprestasse à ela a blusa, quando podia simplesmente ter emprestado por livre e espontânea vontade.
Sem contar versus com um lado só, o da amizade, que faltava e talvez nem passasse pela cabeça do garoto.

sábado, 9 de março de 2013

Lidando com a fase adulta.


Já fazia três semanas que fizera dezoito anos, era hora de mudar alguma atitudes, ao qual devia ter ficado na adolescência. Nesse tempo de adulto não podia existir estresse em excesso, devia aprender a lidar com a situação, pressão, críticas e problemas, sem fugir, tomar sua dose de juízo antes de sair de casa.

Ainda estava confusa com essa mudança de fase, certo e errado mudou, devia aprender a ter controle de si mesma, suas emoções, sua vida. Só planejar não é um sucesso. Ouvia conselho de seus amigos adultos há mais tempo, tentando se transformar aos poucos nessa adulta com controle,  estava antes com tanto estresse,  problemas, pressão, falta de controle, o que mais despreza estava contido nela.

Agora se dava conta de tudo, das dificuldades e no que estava se transformando, prometeu a si mesma que isso ia mudar. Estar na vida adulta não sabendo lidar com essas coisas é motivo para deixar de viver sua vida como deveria e enlouquecer pelo simples fato de não lidar.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pseudo comemoração.

Aquela noite fora a comemoração do seu aniversário, em um bar renomado da cidade. No fundo, sabia que não haveria de fato nada de comemorativo ao acordar na manhã seguinte com ressaca, estômago borbulhado, se perguntando sobre os poucos flashes do que lembrava, julgamentos ao se redor do que não lembrava e devia esquecer e arrependida do que fizera. Mas a chamava de algo feliz, de se comemorar e seguiu em frente como alguns amigos. Bebeu todos os drinks do cardápio e beijou todos os caras da mesa, os tratando como cardápio também. Porque agora ela podia, fizera dezoito anos. Porém, não era bem assim, deixara todos as coisas mais importantes de lado achando que aquilo era se divertir. Mas em que mundo? Ela estava no lugar errado, no mundo errado e no momento também.
Nunca acreditou sobre as responsabilidades e aprendizados que as pessoas tantos diziam e mudanças ao fazer dezoito anos, até porque já havia passado por cada coisa que achava até injusto ter mais por aí. Marcela não só acreditou, como viveu e sentiu na pele todos esses cuidados que lhe avisavam, foi o tal do "aprender por mal" que os seus pais tanto falam. Se sentiu de mãos atadas, era demais para conseguir lidar, só se colocava aos prantos, parecia a sua única saída. Passou a madrugada inteira pensando no "nós" ou quase um "nós" que pudera estar prejudicando, e lá se iam os prantos novamente. Sua auto-estima sumiu junto com o juízo e felicidade. Se sentia caindo num poço sem fundo, se afundando mais e mais, algo sem fim. Tentando agora usar uma super cola pra consertar tudo que quebrou e curativos para o que machucou.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Enfim Eighteen!

O relógio bateu meia-noite. Muitos dezoitos em sua vida, fazera 18 anos no dia 18 daquele mês,e no mesmo fará uma tatuagem às 18 horas. Passara os primeiros minutos  triste e decepcionada, dava uma importância ao extremo, a qual seus pseudo-amigos não moviam um fio de cabelo para "lembrar".
Poucos se salvaram e a surpreenderam nessa enorme lista dos que a ignorava, pra variar. Mas dos poucos, foram os que a fizeram chorar de alegria, sorrir absurdamente e poder tirar esse sentimento de vazio no primeiro dia com 18 anos. Foi sendo completo de amor, carinho, felicidade e apoio dos que eram não só amigos, mas amores e irmãos de consideração.
Sabia que naquela madrugada iria chorar com a declaração de aniversário  de alguém, que as coisas iam mudar. Começava aos poucos se sentir mais segura em relação àquela data, aparecendo de leve um sorriso no canto da boca. Tentando simplesmente não pensar em quem a esquecerá,, mas sim de quem lembrou com muito orgulho e a emocionou. Essa doce garota tão sensível? It's me. E agradeço a todos que tiveram o mesmo carinho por mim que sabem que tenho por vocês. Espero ser inesquecível para vocês, como vocês para mim.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Típico de valentine's day


Naquele fim de tarde chuvoso lá estava Laura, deitada em sua cama ouvindo Animal do Neon Trees, na música a que escutava, achou algum sentido, alguma breve coincidência com a sua vida e o momento em que estava passando. "Here we go again, i kinda wanna be more than friends, so take it easy on me". O que a fazia pensar mais ainda, era muito cedo, muito tarde ou só o momento certo? Havia passado quase três anos que não se sentia daquela maneira, passando os dias presa e iludida à um amor que um dia já fora real,  mas não existira mais.
Respirava fundo, se achava rápida demais. Fechava os olhos, sentia o corpo responder a paixão. Suas costas arrepiavam por completo, coração acelerado, pensamentos long e pupilas dilatadas. E os sinais? Ah, os sinais... Eram explícitos. A alegria exorbitante, uma gota de ciúmes — o que sempre esteve em falta nela — , sorrisos bobos sem explicação, aliás, com uma só, focada em cada lembrança que pudesse ser ligada a ele. Não queria se precipitar já se precipitando. Sempre esteve disposta a se arriscar, mas mais se arriscou em todo esse tempo fora o seu coração.  Era medrosa, e um de seus maiores medos era se apaixonar, amar e ser só mais uma.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Re-Post : Um despertador que cria arte.

Primeiramente queria dizer que vou repostar esse texto porque estava arrumando a cara do blog, as tags e etc, e fui muito anta e deletei o post. Procurei em vários sites como recuperar, nada deu certo, estava prestes a chorar e vi que tinha um rascunho em um caderno meu.
Naquele dia a criatividade e inspiração se apossaram de Luana. Começaram entrando pelas frestas da porta e janelas, logo vieram com tudo batendo três vezes, para entrar e ao ataque. O quarto transbordava idéias, inovações e pensamentos. Tudo que havia reclamado de faltar o mês inteiro ou talvez o começo desse ano, apareceu para no minimo marcar presença e que presença!
Ao acordar já tomou um susto,

Mediocridade em pessoa.

Só por que o seu coração foi destruído você tem que fazer pouco caso no dos outros? Não dar valor? E os destruir também? Errar é o humano, usamos isso como desculpa para nós mesmos para perdoar erros imperdoáveis e para pedir desculpas e perdão por eles. Mas persistir no erro é burrice e todos estão cientes dessa frase. Por que erram na escolha tanto? Para sofrer mais? Se humilhar? Ser gato e sapato? Submisso a alguém pela aparência e pela forma que ela é sensual? A mesma a que diz eu te amo sem motivo e razão, se faz de louco? Será que sou muito pra trás para uma sociedade moderna ou eles estão inventando problemas pra si mesmo? O que é gostar do seu jeito certo se não estar junto e se aproveitar da companhia do outro? Poder ficar com outras pessoas, ser humilhado, pisado, e jogado no lixo como estrume é o jeito certo?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Dois anos de amizade.

Foto de julho do ano passado.
Uma semana antes do meu aniversário, há dois anos atrás, ganhei o melhor presente adiantado, minha melhor amiga. Andressa Moussa Chammou, nome engraçado, de fato, com muitas piadas por volta dele. Desde o começo já achamos a outra completamente doida, o que não passou com esse tempo. Só aumentou e rimos muito juntas. É uma amizade tão forte que nem a distância pode separar, apesar de chorarmos bastante ao descobrir que ia haver essa distância. Demos um jeito. Nos víamos nos finais de semanas possíveis, ríamos, reclamavam, saímos para nos divertir, e quando estávamos longe ficávamos no celular horas e horas, ou até mesmo conversando pela internet.
Sabe aquele parte da família que nunca teve ou nunca sentiu que teve de verdade? Tudo isso junto estava nela, a irmã que nunca tive, o apoio de muitas as partes que nunca tive, alguém pra desabafar e contar meus problemas que me entenda. Era meu ponto de paz, de família. Já houve tempos que chorei de saudade como acredito que ela também, muitos planos em cima dessa amizade. Uma amizade de dois anos que parece que somos amigas desde que nascemos. Tantos segredos entendimentos. E aquela frase "Fala a verdade, eu te conheço" e realmente conhece, muito bem.
Tantos momentos juntas, o ano novo, ah, o ano novo... Foi incrível e nunca vou esquecer. Quando estudávamos juntas. Quando me ajudou com um problema que não sabia pra onde ir e o que fazer. Chegava a ser uma segunda mãe com frases de "Vai dormir menina, você tem que acordar cedo", "Come, por que você não come? Vai lá agora". Dá um aperto de saber que estamos longe, mas nada mata tão fácil uma amizade tão forte. Te amo Andressa, muito, vaca. hahaaha

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Minutos antes da liberdade.

Era uma migalha, tão pequena a ponto de ser invisível. Porém, fazia questão de aparecer somente para Mônica. Era uma criança sombria, com risos irônicos e discussões de pseudo-adultos. O coração dela doía só de avistar seus olhos e sorriso falso.
"Ah, mas você já foi criança", de fato, mas não esse tipo pseudo-adulta sombria. Era uma criança normal e não tinha tanta bizarrice e ódio por flechas jogadas em você. Aquela criança era mal educada, se achava a sabida de tudo e dizia coisas impróprias para a idade.
Mônica tinha vontade de fazer coisas horríveis que pareciam boas para ela. Imaginava flechas, facas, armas, socos e chutes de tanto ódio e raiva dentro de si. Não vi a hora de se livras daquilo e ter liberdade e paz.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Subitamente's e repentinamente's

Repentinamente tudo mudara. Cristiana havia se desfocado dos seus reais objetivos nesse tempo de descanso, em suas férias. Andava por linhas tortas achando que estavam retas. Tomou alguns opiniões precipitadas e escolhas, que duraram tão pouco quanto o tempo para isso acontecer. Não podia negar que realmente se sentia estranha, a ficha tinha caído. Queria mudar por alguém ou por um conceito. A necessidade de "dar certo" era tanto para se perder no caminho? Respirava fundo, e repensava com todos os "e se..." em sua cabeça. Por que tinha que parecer tão moderna? Tão diferente? Poderia ser tudo isso, desde que não se perdesse de si mesma, e quando tudo explodiu e voltou ao normal, ela percebera que estava por um fio dela mesma. O que faria ao se perder no caminho? Era um labirinto a volta. Ao estar por um fio, criou atalhos para se reencontrar.
Aquela ânsia pelos seus dezoito anos ainda estavam lá, mas era uma ânsia diferente de um mês atrás

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Seus olhos queriam fechar e sua mente se abrir.

Amar pessoas inamáveis. Se apaixonar por pessoas inapaixonáveis. A lei da Inércia era real? Ação e reação? Que reação? E aquela lei "tudo que vai volta"? Volta mesmo? Pra onde? Pra mim? Ou todas as minhas voltas se perderam no caminho, como todas as outras? Tudo parecia estranho, aquela doce menina que não se aguentava de sono, estava mais uma vez perdida em seus sonhos e pensamentos, escrevendo no escuro em seu caderno de anotações.
Era já o primeiro dia do mês. Mês do seu aniversário. E instigava confusão, raiva e mágoas que o próprio anseio da felicidade.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Best life with him



Demorariam para se ver pessoalmente. Haviam planejado vários encontros, foram falhando, assim, conseguindo realmente confirmar um, porém quase no meio do ano. Sonhavam tanto com aquele dia, seriam apenas três dias juntos. Mas para eles soava como um paraíso. Ela, tinha insônia todas as noites pensando nele e no esperado dia. Ele, sempre que conversava com Fernanda, lembrava como seria mágico o encontro que os esperava. A mesma reação ao pensar no encontro e um no outro: Um sorriso de orelha a orelha, batimentos cardíacos acelerados e olhos brilhantes.
Queriam estar um no braço do outro, abraçados e rindo naquela noite maravilhosa e fria. Embaixo das cobertas, usando o calor humano, o sentimento que sentiam pra se esquentar. Era complicado, era difícil. Tinham que saber superar a situação juntos, serem fortes, ainda mais com a saudade e a vontade de pegar uma bicicleta e sair com ela para ver então um ao outro. Ele dizia coisas como "As meninas daqui não chegam nem aos seus pés, você é linda, linda mesmo, demais", "Olha como a vida é injusta comigo, enquanto têm essas meninas aqui, eu tenho a menina mais linda  em outro estado, complicado". E ela respondia com uma risada, super envergonhada, vermelha de vergonha, coisas como "Quem é a menina mais bonita?" talvez só pra ouvi-lo dizer "É você".
Rafael chegava em casa de suas saídas com os amigos, ao qual às vezes, chegava um pouco alterado por causa do álcool.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Redescoberta do que é paixão.

Rebecca queria saber como era se apaixonar de verdade depois de tanto tempo em conserva. Mas era uma paixão real, com desejo, sem frescuras e padrões da sociedade. Era uma coisa diferente e forte. Haviam barreiras maiores do que se imaginava. Como também haviam fronteiras entre eles. O que deixava tudo mais  difícil. Porém, havia aquela adrenalina, aquela vontade de se ver. Expectativa de ver o outro, de abraçar, de conhecer lugares juntos e as suas terras natal. Sem contar com os planejamentos que faziam de quando se vissem e ficassem propriamente juntos, podia parecer um sonho, mas para aquele casal parecia que uma hora ia funcionar.
Além daquela paixão havia uma amizade e uma paixão passada de cerca de quatro anos. Um tempo sem se falar, um rumo diferente, mas sempre se reencontravam e voltavam a se falar. Rebecca as vezes tinha medo de tudo isso, como se fosse loucura da sua cabeça e tudo aquilo não existisse. Era esquisito, uma pessoa que está tão longe saber tanto, entendê-la tanto e aceitá-la. Do mesmo jeito que elogiava seus pontos fortes e fracos também, e dizia coisas que outro alguém jamais fez. Se sentia bem como nunca, mesmo com ele longe, a quilômetros de distância. Parecia impossível, mas para ela era.
Sentia calor em seu corpo todo ao falar com ele, ao pensar nele. Borboletas no estômago, sorrisos bobos de um lado para o outro, e se perguntava se aquilo estava certo. Fechava os olhos e imaginava o encontro dos dois, mais belo do que nunca. Imaginava o seu sorriso, seu olhar, sua mão encontrando com a dela, seus lábios se encostando.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

De repente saudade ...

Saudade do ensino fundamental com seus amigos e brincadeiras o tempo todo. Do ensino médio aonde tinha a sala mais chata, mas tudo parecia ser tão mais fácil. Saudade de infância e da adolescência, que dela pouca restava. De abraçar ou ter amigos sem te julgarem. O que ainda estava por vir e não veio. Planejamentos que falharam, ou supostamente fizeram isso. Principalmente a falta e a saudade de não ter que pensar tanto antes de agir, ou ter tanto orgulho pra agir os que seus próprios impulsos diziam para fazer. Podia dizer sentir falta da inspiração e de desenhar, mas de tempos em tempos as duas davam um sinal de vida em sua vida. Mas sentia falta do perfeccionismo, do seu talento à tona e sua batalha para conseguir, apesar de odiar amar o perfeccionismo.
Saudade de pessoas, de momentos e até de mudanças. Pessoas da família e atitudes delas, principalmente de sua mãe. De amigos que já se foram, por não serem mais os mesmos. Especialmente aquelas pessoas que não esquecemos tão facilmente, um amor de verão ou de inverno, um namoro prolongado ou curto, ou até algo que estava para começar com todos aqueles sentidos esquisitos. Sentidos esquisitos que também sentia falta, tremedeira, coração acelerado, e até ciúmes que tinha pouco. Saudade do que poderia acontecer se escolhesse um caminho invés do outro e vice-versa. Do cabelo grande e até um pouco da confiança que parecia uma montanha russa. Ah, da animação, diversão, e falta de vergonha na cara também.
Não sentia falta do calor no corpo de paixão

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Qual sua missão?

Letícia já ouvira muitas pessoas dizerem que todos têm um propósito/missão na vida. Mas quem inventou que necessariamente seria algo bom? Poderia haver missões maléficas. Como a de seu próprio pai, Marcello. Se dizia "de Deus", "da paz", "zen", mas se demonstrava do Belzebu, como se estivesse possuído, e sua missão? Acabar com a vida das pessoas, destruir tudo que há de alegre e esperançoso. Todos fugiam dele e o temiam. Ela o enfrentava, jogava seus erros em sua cara, tinha as armas certas, mas ainda assim, os que o temiam a censuravam a usá-las.
Marcello era aceito, por medo. O seu coração, isso é se tiver um, era o mais obscuro e breu que se possa imaginar. Sabia a fraqueza dos humanos, a maior, o choro de uma pessoa. Se fingia de bonzinho e vítima, logo após acabar com mais uma vida da sua lista. O sonho de Letícia era acabar com esse inferno com suas próprias mãos, tinha mil planos em sua mente extraordinária, em como por prática, mas lá vinha a censura novamente.
Ela e todos tinham certeza que em seu enterro, de Marcello, não haveria uma alma viva pra chorar, representar algum amor por ele e muito menos sentir saudade. Alguns podiam ir, mas para comemorar que finalmente aconteceu e transformar aquele enterro numa festa. Tétrico, mas estariam comemorando pela paz que conquistaram sem ele.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Mais perigoso do que a selva.

Ela sonhava com um mundo em quê as pessoas fossem corretas. Ele, incorretas. Ela, perfeccionista. Ele, anhm, lixista? Ela queria fazer a diferença, enquanto ele queria ser só mais um seguindo padrões da sociedade.  Nicole, não queria escrever sobre ele, não merecia, imaturo que se achava adulto pela idade, sempre elogiada pela idade cerebral avançada, sem contar que havia estudos científicos provando o atraso da idade mental dos homens, que Maurício provava aquilo com todas as letras. O certo dele, era o errado dela e vice-versa. Brigavam igual cão e gato, quem diria que um dia quase foram um casal sem se matar.
Os dois tinham algo em comum, odiavam os padrões da sociedade, mas só um seguia esse conceito a risca. Óbvio, Nicole. Ela pensava diferente. Se todos se fazem de burro por dizerem que inteligente é ser exibicionista, me exibirei para sempre. Pensava com todo orgulho. Enquanto Maurício, dizia como se tivesse ocasião certa pra ser burro e inteligente. Confuso, estúpido e ignorante. Como as pessoas que nem a Nicole pensariam.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Os olhos da alma.

Depois de muito tempo sem desenhar, enfim voltei a demonstrar meu dom e minha criatividade. E descobri algo que gosto igual ou mais do que sorrisos. Ah, os olhos, o olhar. Era e sempre foi inconsciente na minha mente. A partir do momento em que comecei a desenhar, prezava pelos olhos. Passava horas com meu doce perfeccionismo os deixando reais e com emoções suficientes, ao desenhar um rosto. O tempo se passava e a minha adoração por olhos continuava mais forte. Agora, desenhava um olho ou olhar, somente, no infinito do papel. Mas por quê? Por que o meu inconsciente pensava assim?
Sempre que uma emoção estava transbordando de mim, lá estava eu desenhando um olhar com essa emoção. Um olhar apaixonado. Um olhar solitário nesse mundo tão grande. Um olhar amedrontado pelo futuro ou passado. Um olhar triste pela guerra, sofrimento ou até pelos próprios pensamentos. Era como se ao olhar naqueles olhos, neles sim, eu poderia confiar. Contar as minhas angústias, medos, traumas; Meus segredos, minhas alegrias e paixões. Era sincero todo o tempo, mesmo sendo só um simples desenho para alguns. Os olhos  são a janela da alma, a porta para uma paixão e todos seus sentimentos. Ao olhar neles, não há escapatória das mentiras.
Os próprios sentimentos não aguentam ficar aprisionados ao corpo e coração e tentam escapar pelos olhos. Revelando então a identidade mais secreta que há dentro de uma pessoa. Arrepiando-se dos pés a cabeça no momento da fuga de seus sentimentos pelos olhos... Chamado lágrima.
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