Demorariam para se ver pessoalmente. Haviam planejado vários encontros, foram falhando, assim, conseguindo realmente confirmar um, porém quase no meio do ano. Sonhavam tanto com aquele dia, seriam apenas três dias juntos. Mas para eles soava como um paraíso. Ela, tinha insônia todas as noites pensando nele e no esperado dia. Ele, sempre que conversava com Fernanda, lembrava como seria mágico o encontro que os esperava. A mesma reação ao pensar no encontro e um no outro: Um sorriso de orelha a orelha, batimentos cardíacos acelerados e olhos brilhantes.
Queriam estar um no braço do outro, abraçados e rindo naquela noite maravilhosa e fria. Embaixo das cobertas, usando o calor humano, o sentimento que sentiam pra se esquentar. Era complicado, era difícil. Tinham que saber superar a situação juntos, serem fortes, ainda mais com a saudade e a vontade de pegar uma bicicleta e sair com ela para ver então um ao outro. Ele dizia coisas como "As meninas daqui não chegam nem aos seus pés, você é linda, linda mesmo, demais", "Olha como a vida é injusta comigo, enquanto têm essas meninas aqui, eu tenho a menina mais linda  em outro estado, complicado". E ela respondia com uma risada, super envergonhada, vermelha de vergonha, coisas como "Quem é a menina mais bonita?" talvez só pra ouvi-lo dizer "É você".
Rafael chegava em casa de suas saídas com os amigos, ao qual às vezes, chegava um pouco alterado por causa do álcool.
Era uma situação engraçada, Fernanda dava muitas risadas. E sorria por estar falando com ele, e pela graça. E falava coisas, soltando informações que a fazia rir de alegria e de engraçado. O coração dela batia mais e mais forte, e sorria cada vez mais. Ele dizia "você acha que se eu tivesse em condição de estar perto de você eu ia pensar em outra coisa além de ti?", Fernanda sorria e sempre pegava esses momentos pra fazer graça. 
Nem tudo era flores. Havia saudades, vontade de se ver. O medo, de quê afinal? Rafael, tinha medo de vê-la, era tão diferente, e íamos ficar juntos algum dia e então o que aconteceria com aquela vontade e saudade? Ela também tinha esse medo, mas não tão grande. Os dois tinham um medo em comum, não dar certo, o outro se apaixonar e de repente arranjar alguém; Ele chegou a dizer que não daria certo, pois é o que o mundo diz. E Fernanda? Simplesmente respondeu : "Eu não ligo para o que o mundo diz! Eu quero você, eu dito as regras da minha vida, não o mundo. Então vai dar certo!" , muito decidida em suas palavras.
Eram muitos "e se...", "e se isso, aquilo e blablabla". Para Fernanda as regras estavam em suas mãos, iria pensar no agora, sem no que pode ou não acontecer. 
O seu dia poderia ser o pior de todos, mas sabia que no fim do dia tudo melhoraria por causa de Rafael. Ele a alegrava, deixava viva novamente a ponto de ouvir seu coração pulsando, batendo. Falava coisas animadoras, bonitas, engraçadas. Passava sua madrugada rindo e sorrindo. Era uma terapia da paixão? Era um remédio? Por mais que descrevesse, era ainda sim, indescritível, nunca havia sentido nada igual, era estranho, diferente, mas era bom. 


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