quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

De repente saudade ...

Saudade do ensino fundamental com seus amigos e brincadeiras o tempo todo. Do ensino médio aonde tinha a sala mais chata, mas tudo parecia ser tão mais fácil. Saudade de infância e da adolescência, que dela pouca restava. De abraçar ou ter amigos sem te julgarem. O que ainda estava por vir e não veio. Planejamentos que falharam, ou supostamente fizeram isso. Principalmente a falta e a saudade de não ter que pensar tanto antes de agir, ou ter tanto orgulho pra agir os que seus próprios impulsos diziam para fazer. Podia dizer sentir falta da inspiração e de desenhar, mas de tempos em tempos as duas davam um sinal de vida em sua vida. Mas sentia falta do perfeccionismo, do seu talento à tona e sua batalha para conseguir, apesar de odiar amar o perfeccionismo.
Saudade de pessoas, de momentos e até de mudanças. Pessoas da família e atitudes delas, principalmente de sua mãe. De amigos que já se foram, por não serem mais os mesmos. Especialmente aquelas pessoas que não esquecemos tão facilmente, um amor de verão ou de inverno, um namoro prolongado ou curto, ou até algo que estava para começar com todos aqueles sentidos esquisitos. Sentidos esquisitos que também sentia falta, tremedeira, coração acelerado, e até ciúmes que tinha pouco. Saudade do que poderia acontecer se escolhesse um caminho invés do outro e vice-versa. Do cabelo grande e até um pouco da confiança que parecia uma montanha russa. Ah, da animação, diversão, e falta de vergonha na cara também.
Não sentia falta do calor no corpo de paixão
, pois, por incrível que pareça ainda sentia. Mesmo tendo prometido não sentir nada disso, passou a sentir, infelizmente. 
Havia saudade dos defeitos que queria tanto esconder agora, aquela vontade de ser chata, não ter vergonha na cara, e sair por aí sendo você mesmo, e o mundo que se dane. Momentos faziam falta, e lembrava de cada um com muita cautela e detalhes, o primeiro beijo, primeiro namorado, um amor de verão, um briga com o melhor amigo, um sorriso inesquecível, um abraço inesquecível, um filme, uma data, um segundo. De discutir por inteligência, assuntos polêmicos ou sobre o que tá acontecendo pelo mundo. Ler, ah, ler, começava com todo esforço e inspiração e de repente parava, saudade da vontade que da leitura. Parecia uma confusão, ou uma crise sobre ela mesma. Mas eram incontáveis saudades.

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