Letícia já ouvira muitas pessoas dizerem que todos têm um propósito/missão na vida. Mas quem inventou que necessariamente seria algo bom? Poderia haver missões maléficas. Como a de seu próprio pai, Marcello. Se dizia "de Deus", "da paz", "zen", mas se demonstrava do Belzebu, como se estivesse possuído, e sua missão? Acabar com a vida das pessoas, destruir tudo que há de alegre e esperançoso. Todos fugiam dele e o temiam. Ela o enfrentava, jogava seus erros em sua cara, tinha as armas certas, mas ainda assim, os que o temiam a censuravam a usá-las.
Marcello era aceito, por medo. O seu coração, isso é se tiver um, era o mais obscuro e breu que se possa imaginar. Sabia a fraqueza dos humanos, a maior, o choro de uma pessoa. Se fingia de bonzinho e vítima, logo após acabar com mais uma vida da sua lista. O sonho de Letícia era acabar com esse inferno com suas próprias mãos, tinha mil planos em sua mente extraordinária, em como por prática, mas lá vinha a censura novamente.
Ela e todos tinham certeza que em seu enterro, de Marcello, não haveria uma alma viva pra chorar, representar algum amor por ele e muito menos sentir saudade. Alguns podiam ir, mas para comemorar que finalmente aconteceu e transformar aquele enterro numa festa. Tétrico, mas estariam comemorando pela paz que conquistaram sem ele.


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