Aquela noite fora a comemoração do seu aniversário, em um bar renomado da cidade. No fundo, sabia que não haveria de fato nada de comemorativo ao acordar na manhã seguinte com ressaca, estômago borbulhado, se perguntando sobre os poucos flashes do que lembrava, julgamentos ao se redor do que não lembrava e devia esquecer e arrependida do que fizera. Mas a chamava de algo feliz, de se comemorar e seguiu em frente como alguns amigos. Bebeu todos os drinks do cardápio e beijou todos os caras da mesa, os tratando como cardápio também. Porque agora ela podia, fizera dezoito anos. Porém, não era bem assim, deixara todos as coisas mais importantes de lado achando que aquilo era se divertir. Mas em que mundo? Ela estava no lugar errado, no mundo errado e no momento também.
Nunca acreditou sobre as responsabilidades e aprendizados que as pessoas tantos diziam e mudanças ao fazer dezoito anos, até porque já havia passado por cada coisa que achava até injusto ter mais por aí. Marcela não só acreditou, como viveu e sentiu na pele todos esses cuidados que lhe avisavam, foi o tal do "aprender por mal" que os seus pais tanto falam. Se sentiu de mãos atadas, era demais para conseguir lidar, só se colocava aos prantos, parecia a sua única saída. Passou a madrugada inteira pensando no "nós" ou quase um "nós" que pudera estar prejudicando, e lá se iam os prantos novamente. Sua auto-estima sumiu junto com o juízo e felicidade. Se sentia caindo num poço sem fundo, se afundando mais e mais, algo sem fim. Tentando agora usar uma super cola pra consertar tudo que quebrou e curativos para o que machucou.

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O relógio bateu meia-noite. Muitos dezoitos em sua vida, fazera 18 anos no dia 18 daquele mês,e no mesmo fará uma tatuagem às 18 horas. Passara os primeiros minutos  triste e decepcionada, dava uma importância ao extremo, a qual seus pseudo-amigos não moviam um fio de cabelo para "lembrar".
Poucos se salvaram e a surpreenderam nessa enorme lista dos que a ignorava, pra variar. Mas dos poucos, foram os que a fizeram chorar de alegria, sorrir absurdamente e poder tirar esse sentimento de vazio no primeiro dia com 18 anos. Foi sendo completo de amor, carinho, felicidade e apoio dos que eram não só amigos, mas amores e irmãos de consideração.
Sabia que naquela madrugada iria chorar com a declaração de aniversário  de alguém, que as coisas iam mudar. Começava aos poucos se sentir mais segura em relação àquela data, aparecendo de leve um sorriso no canto da boca. Tentando simplesmente não pensar em quem a esquecerá,, mas sim de quem lembrou com muito orgulho e a emocionou. Essa doce garota tão sensível? It's me. E agradeço a todos que tiveram o mesmo carinho por mim que sabem que tenho por vocês. Espero ser inesquecível para vocês, como vocês para mim.



Naquele fim de tarde chuvoso lá estava Laura, deitada em sua cama ouvindo Animal do Neon Trees, na música a que escutava, achou algum sentido, alguma breve coincidência com a sua vida e o momento em que estava passando. "Here we go again, i kinda wanna be more than friends, so take it easy on me". O que a fazia pensar mais ainda, era muito cedo, muito tarde ou só o momento certo? Havia passado quase três anos que não se sentia daquela maneira, passando os dias presa e iludida à um amor que um dia já fora real,  mas não existira mais.
Respirava fundo, se achava rápida demais. Fechava os olhos, sentia o corpo responder a paixão. Suas costas arrepiavam por completo, coração acelerado, pensamentos long e pupilas dilatadas. E os sinais? Ah, os sinais... Eram explícitos. A alegria exorbitante, uma gota de ciúmes — o que sempre esteve em falta nela — , sorrisos bobos sem explicação, aliás, com uma só, focada em cada lembrança que pudesse ser ligada a ele. Não queria se precipitar já se precipitando. Sempre esteve disposta a se arriscar, mas mais se arriscou em todo esse tempo fora o seu coração.  Era medrosa, e um de seus maiores medos era se apaixonar, amar e ser só mais uma.

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Primeiramente queria dizer que vou repostar esse texto porque estava arrumando a cara do blog, as tags e etc, e fui muito anta e deletei o post. Procurei em vários sites como recuperar, nada deu certo, estava prestes a chorar e vi que tinha um rascunho em um caderno meu.
Naquele dia a criatividade e inspiração se apossaram de Luana. Começaram entrando pelas frestas da porta e janelas, logo vieram com tudo batendo três vezes, para entrar e ao ataque. O quarto transbordava idéias, inovações e pensamentos. Tudo que havia reclamado de faltar o mês inteiro ou talvez o começo desse ano, apareceu para no minimo marcar presença e que presença!
Ao acordar já tomou um susto,

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Só por que o seu coração foi destruído você tem que fazer pouco caso no dos outros? Não dar valor? E os destruir também? Errar é o humano, usamos isso como desculpa para nós mesmos para perdoar erros imperdoáveis e para pedir desculpas e perdão por eles. Mas persistir no erro é burrice e todos estão cientes dessa frase. Por que erram na escolha tanto? Para sofrer mais? Se humilhar? Ser gato e sapato? Submisso a alguém pela aparência e pela forma que ela é sensual? A mesma a que diz eu te amo sem motivo e razão, se faz de louco? Será que sou muito pra trás para uma sociedade moderna ou eles estão inventando problemas pra si mesmo? O que é gostar do seu jeito certo se não estar junto e se aproveitar da companhia do outro? Poder ficar com outras pessoas, ser humilhado, pisado, e jogado no lixo como estrume é o jeito certo?

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Foto de julho do ano passado.
Uma semana antes do meu aniversário, há dois anos atrás, ganhei o melhor presente adiantado, minha melhor amiga. Andressa Moussa Chammou, nome engraçado, de fato, com muitas piadas por volta dele. Desde o começo já achamos a outra completamente doida, o que não passou com esse tempo. Só aumentou e rimos muito juntas. É uma amizade tão forte que nem a distância pode separar, apesar de chorarmos bastante ao descobrir que ia haver essa distância. Demos um jeito. Nos víamos nos finais de semanas possíveis, ríamos, reclamavam, saímos para nos divertir, e quando estávamos longe ficávamos no celular horas e horas, ou até mesmo conversando pela internet.
Sabe aquele parte da família que nunca teve ou nunca sentiu que teve de verdade? Tudo isso junto estava nela, a irmã que nunca tive, o apoio de muitas as partes que nunca tive, alguém pra desabafar e contar meus problemas que me entenda. Era meu ponto de paz, de família. Já houve tempos que chorei de saudade como acredito que ela também, muitos planos em cima dessa amizade. Uma amizade de dois anos que parece que somos amigas desde que nascemos. Tantos segredos entendimentos. E aquela frase "Fala a verdade, eu te conheço" e realmente conhece, muito bem.
Tantos momentos juntas, o ano novo, ah, o ano novo... Foi incrível e nunca vou esquecer. Quando estudávamos juntas. Quando me ajudou com um problema que não sabia pra onde ir e o que fazer. Chegava a ser uma segunda mãe com frases de "Vai dormir menina, você tem que acordar cedo", "Come, por que você não come? Vai lá agora". Dá um aperto de saber que estamos longe, mas nada mata tão fácil uma amizade tão forte. Te amo Andressa, muito, vaca. hahaaha


Era uma migalha, tão pequena a ponto de ser invisível. Porém, fazia questão de aparecer somente para Mônica. Era uma criança sombria, com risos irônicos e discussões de pseudo-adultos. O coração dela doía só de avistar seus olhos e sorriso falso.
"Ah, mas você já foi criança", de fato, mas não esse tipo pseudo-adulta sombria. Era uma criança normal e não tinha tanta bizarrice e ódio por flechas jogadas em você. Aquela criança era mal educada, se achava a sabida de tudo e dizia coisas impróprias para a idade.
Mônica tinha vontade de fazer coisas horríveis que pareciam boas para ela. Imaginava flechas, facas, armas, socos e chutes de tanto ódio e raiva dentro de si. Não vi a hora de se livras daquilo e ter liberdade e paz.


Repentinamente tudo mudara. Cristiana havia se desfocado dos seus reais objetivos nesse tempo de descanso, em suas férias. Andava por linhas tortas achando que estavam retas. Tomou alguns opiniões precipitadas e escolhas, que duraram tão pouco quanto o tempo para isso acontecer. Não podia negar que realmente se sentia estranha, a ficha tinha caído. Queria mudar por alguém ou por um conceito. A necessidade de "dar certo" era tanto para se perder no caminho? Respirava fundo, e repensava com todos os "e se..." em sua cabeça. Por que tinha que parecer tão moderna? Tão diferente? Poderia ser tudo isso, desde que não se perdesse de si mesma, e quando tudo explodiu e voltou ao normal, ela percebera que estava por um fio dela mesma. O que faria ao se perder no caminho? Era um labirinto a volta. Ao estar por um fio, criou atalhos para se reencontrar.
Aquela ânsia pelos seus dezoito anos ainda estavam lá, mas era uma ânsia diferente de um mês atrás

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Amar pessoas inamáveis. Se apaixonar por pessoas inapaixonáveis. A lei da Inércia era real? Ação e reação? Que reação? E aquela lei "tudo que vai volta"? Volta mesmo? Pra onde? Pra mim? Ou todas as minhas voltas se perderam no caminho, como todas as outras? Tudo parecia estranho, aquela doce menina que não se aguentava de sono, estava mais uma vez perdida em seus sonhos e pensamentos, escrevendo no escuro em seu caderno de anotações.
Era já o primeiro dia do mês. Mês do seu aniversário. E instigava confusão, raiva e mágoas que o próprio anseio da felicidade.


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