quinta-feira, 18 de julho de 2013

Trágica vida de uma mente conturbada.


Desejava a morte. O que tocava, morria. Todos e tudo em sua volta virava morte. Talvez a própria dona morte tinha medo e pena daquela pobre menina. Sua família fora extinta por ela mesma. Era uma típica relação de amor e ódio, até o amor morrer, o que foi breve, bastou um leve suspiro antes da morte do amor. Junto do amor foram aqueles requisitos básicos para se tornar família, como o carinho, cumplicidade, apoio e conversa. Qualquer vínculo ou relação familiar foi-se também. Ah!sem contar suas crise alternadas de nervosismo, insegurança e depressão. O passado ainda não morrera de sua mente conturbada. "sua vida é ótima", hahaha, queria ela acreditar em tal mentira absoluta.
Matou todo possível relacionamento amoroso, asfixiou, estrangulou, esfaqueou e assassinou qualquer vestígio de amor ou relacionamento, que nunca durara mais que alguns meses, e seu vazio ficava cada vez mais profundo e doloroso a cada toque e nova ferida. Nem cinzas ou ossos de amizade sobravam de mortes tão brutais, aos poucos ia matando amizade por amizade. Matou a confiança e qualquer gota dela para ajudar nessa jornada de "ceifadora" ( ou sofredora) e as amizades foram jogadas da janela do oitavo andar e da escada do décimo terceiro, algumas entravam em coma, outras morte súbita, mas todas morriam no final das contas.
Segundo a segundo, hora a hora, minuto a minuto dia a dia, semana a semana,, mês a mês, ano a ano,foi aos poucos se matando, deteriorando, extinguindo com tanto desejo sombrio e morte de tudo e até de esperança. Sobrando então uma pequena migalha, um pouco menor que um grão de açúcar, de vida. à qual tinha que conviver todos os dias, olhar sua pele pálida, seu corpo em estado crítico, só ossos, olheira cinza e olhos sem brilho nenhum. Porque temia demais a morte, era uma hipócrita, queria o que mais temia. Como odiava temer a dona morte, ela não permitia a morte do medo e nada que havia de ruim.
Ela quase morria, depois quase quase, e assim por diante, numa corda bamba do quase. Queria paz. Tinha medo da morte e só ela lhe daria isso. Ah Dona morte, a senhora pregara uma peça nela... Porque Rita matara muitas coisa nessa terra. Inclusive sua chance de morrer.

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