Um museu cheio de pó de tantas memórias guardadas relembradas e vividas, não seria eu. Se não fosse meu otimismo pessimista ou pessimismo otimista, minha ilusão quando dá tudo errado, ou minha falta de segurando quando tudo está dando tão certo, não seria eu. Se não fosse o cheiro do café na xícara de manhã, cheiro das páginas do meu livro favorito no fim de tarde, meus traços ao desenhar, viajar à outro mundo ao escrever, não seria eu. Se não fosse meu dedo podre, minha esperança, minhas contestações, minha crença no amor, não seria eu.
Se não fosse minha timidez, meu medo de escuro, meu medo de falar no telefone com desconhecidos, amar desenhos tantos quanto as crianças, não seria eu. Se não fosse o tipo de pessoa que se enjoa fácil de tudo e todos, querendo novidades e o surpreendente, alternativo, tanto nos amigos, na aparência, nas idéias, nos livros, não seria eu. Se não fosse minha bagunça arrumada, meus livros de moda, meus lápis de cor, meu amor-ciumento com meu irmão mais novo, não seria eu.
Se não fosse minha impaciência com pessoas que se atrasam, não se importam, não fazem arte não seria eu. Se não fosse as brigas que eu tanto odeio, os abandonos sem querer dos meus amigos, as mudanças, a teimosia, a saudade, o drama e o amor por chocolate não seria eu.

Tá rolando há um tempo já, o meme baseado na música Capitão Gancho da Clarice Falcão, que a minha mana ale me indicou. Eu indico a Mayra do era outra vez amor, Italo do Manuscrito e Beatriz do Alacazam.


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