sábado, 23 de novembro de 2013

Secretamente apaixonante.

Aperte play e comece a ler.

Queria acreditar não estar apaixonada, mas era impossível seus olhos já diziam por si. Era um brilho inigualável, um sorriso e um ar romântico... De tantos sintomas, assumiu para si "De fato estou apaixonada" - não se permitira se apaixonar tão rápido há um tempo longo, mas fora tão natural, como se o casal se conhecesse há anos - mas era uma paixão tão inocente e sorridente quanto aquelas de criança. Para se apaixonar dessa maneira, tinha se der inovador. Ah! Aquele garoto a elogiava, apreciava de maneira que nenhum antes, nenhum amor, namorado, desde o seu primeiro beijo. Se sentia protegida e tão bem com tudo, cada coisa simples que ele fazia virava algo importante e amoroso pelo fato dele saber surpreender e de ser ele mesmo.
Logo após, criou coragem, quando cantavam a sua versão modificada de "Eu me lembro" da Clarice e no verso "E foi assim que eu vi que a vida colocou ele pra mim ali naquele sexta-feira de novembro", com um sorriso no rosto, sussurrou o segredo de estar apaixonada para Jonh.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Romance do século passado.

Aquele possível romance era contemporâneo, século XXI, mas parecia tão XX, anos 70 ou 80. Demonstravam os sentimentos através de cartas que trocavam cada vez que se viam, escreviam textos românticos para se expressar. Eram amigos, riam, davam as mãos e sentiam uma vergonha e timidez que dava uma simplicidade tão doce para o que estava acontecendo. Não era uma paixão... Ou era? Cada piscadela era uma cena mais romântica, simples, compreensiva, feliz, que se passava pela cabeça de Julia, aquele abraço de urso gostoso, aquele sorriso, aqueles olhos verde ao estar feliz, e azuis quando chora, aos poucos a fresta em seu belo coração estava ficando maior.
Devagar e sempre. Que pessoas se conhecendo em pleno 2013 pensam assim? Acham cada detalhe, cada passo a mais, importante? A cada olhar, a cada beijo, a cada brincadeira?
 Era tão conto de fadas, tão princesa e príncipe dos contos da Disney, que Julia estava esperando acordar na melhor parte. Cair da cama, levar um beliscão. Cada solitário bichinho que visse perto dela, sorria com os olhos, como se fosse a Branca de Neve. O cantos dos passarinhos passou a ser mais bonito, o sol, a natureza, até mesmo o sentido de algumas coisas. Achava que esse lado romântico tivera extinto de si mesma e da sociedade em si, até de se encontrar em alguém, de repente.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Parque de Bairro.

Estava tentando achar a paz naquele parque de bairro. Fugindo das regras e padrões machistas impostos pela sociedade e família. Ah! Marcela era tão feminista, humanista, igualitária, seu pai tão machista, super religioso, preconceituoso, estressado, e parecia não saber o valor do amor, ou até o significado. Amor próprio e ao próximo parecia tão difícil de entender.
Ele achara que ia enganá-la, com aquele papo de "eu mudei", por um segundo ela acreditou, e se arrependeu de tal feito, ao ver que o machismo estava impregnado em cada do corpo dele. O que restava a Marcela? Fugir. Tentar achar algum lugar que lhe desse a liberdade das suas idéias, o coração livre.
Aquele parque estava passando cada sentimento libertário maravilhoso, sem contar com o repertório maravilhoso do momento, lápis e papel em mãos, Clarice Falcão em seu ipod, a carta do seu possível amor em seu bolso, lembranças do dia anterior, uma brisa refrescante junto de um sol escaldante, borboletas se divertindo pelos ares, crianças rindo, brincando e Marcela se apaixonando por aquela situação. Teve a oportunidade de ser ouvir, de ouvir seus pensamentos, seu coração e alma. Saindo daquele breu intenso que seu pai passava.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Máscaras supostamente escondidas.

Qual o intuito de se fazer personagem para alguém? Para a vida? Ou até para você mesmo e acreditar esta é a realidade? Vamos dar cara a tapa, mostrar quem somos de verdade, por mais que desgostem, doa, machuque você e aos outros, uma hora a verdade vem a tona,  por mais que seja bom nas artes cênicas ou criativo com suas histórias.
Marcelo era um desses, há vários personagens em si, que nem ele próprio sabe quem ele é. Conta histórias que não condizem com as suas atitudes, um hora é o romântico incorrigível, a procura do amor, que só faz as coisas corretas. Outra, o típico "pegador" que quebra corações e não se importa com os sentimentos dos outros à não ser os próprios prazeres. Também existe o clássico psicólogo melhor-amigo de qualquer um, seja de desconhecido à melhor amigo de fato, o sabe-tudo dos conselhos. Marcelo só esqueceu de o psicólogo de si e retirar as máscaras de seu rosto, antes que tais passem a fazer parte da sua vida.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

(re)nascimento de Bianca.

Haviam rascunhos espalhados por seu quarto. Aqueles rascunhos de amor a qual na primeira piscadela não significa mais nada. É incerto, é rápido. Assim destruíra esses rascunhos das folhas e da sua vida, por mais que essa parte apaixonada aparentasse um pedaço desconhecido de si mesma, não queria viver essa mentira. Ouvira de um pseudo-amigo "você tem que focar em outras coisas na vida" e isso chateou Bianca, como se sua vida se resumisse na tal "metade da laranja" e ela sempre fora muito mais do que isso, apesar da romântica incorrigível que sempre fora. Acreditava nas pessoas, nos sentimentos, sempre foi uma garota doce, assim esses pseudos confundiam com boba, sem objetivos e sonhos, uma garota sem conteúdo.
Cansou! "Não vou ser mais boazinha", enquanto considerava X o amor da sua vida, ela era só mais uma para ele. Y era o seu melhor amigo, para ele era a conhecida ou amiga no conceito errado, vulgo os 350 da rede social. Que seja recíproco enquanto dure, se algum dia foi. Os rascunhos se foram e as melações também. Um novo renascimento de Bianca

domingo, 10 de novembro de 2013

O "não" mais doloroso.

Há quem dê palpites sobre o pior momento da vida. Mas de fato, o pior é o vestibular... Não diria é que a primeira decepção de um semi-adulto ou de um adolescente, porém é o mais forte. Depois de anos, uma década no colégio e às vezes mais alguns anos de cursinho, várias tentativas, de seis em seis meses, lá vem a sua maior decepção... O não, você já ouvira vários "não's" em sua vida, aquele da sua mãe, do menino que você gostava, o presente que queria, mas nenhum doeu tanto quanto esse, nenhum te destruiu o bastante para chegar aos pés deste, tirou seu chão, seu muro de proteção, destruiu seu sonho, sua esperança, sua confiança e sua capacidade, secou os seus olhos de tantas lágrimas, e estraçalhou seu coração de tanta dor. Nada, nem ninguém foi como esse não tão doloroso, "desaprovado", o que lhe soava como fracassado, como incapaz, como não ser bom o suficiente, como burro, ignorante. Depois de noites mal dormidas, finais de semanas perdidos, livros e mais livros para entender cada coisa do mundo, a história, a biologia, a quimica, tentando ser o melhor dos melhores, para no fim, cair num poço sem fundo e afundar mais ainda em suas próprias lágrimas. Talvez, tenha tropeçado em sua própria confiança, que antes, essa não tinha para não se decepcionar, sempre com o pessimismo das cabeças aos pés, pois achava bem mais seguro. Quando resolve ser algo diferente, recebe um machucado enorme, uma cicatriz, que não iria curar tão fácil.
As lágrimas estavam contidas, mas a cada abraço as sentia escorrer por seu corpo. Era imensa aquela dor, um não nunca doera tanto. Estava sendo sugada por um buraco negro chamado mundo. Se perguntava qual seria seu futuro indo no final para aquela faculdade que prometeu a si que nunca iria. Se perguntava se seria feliz no seu trabalho, se conseguiria chegar até onde seu sonho queria, se ainda existia um sonho depois de tanta patada da vida. Tinha que erguer forças de alguma lugar

"Você estudou tanto tempo pra isso? Não consegue nem passar no vestibular?"
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