Estava tentando achar a paz naquele parque de bairro. Fugindo das regras e padrões machistas impostos pela sociedade e família. Ah! Marcela era tão feminista, humanista, igualitária, seu pai tão machista, super religioso, preconceituoso, estressado, e parecia não saber o valor do amor, ou até o significado. Amor próprio e ao próximo parecia tão difícil de entender.
Ele achara que ia enganá-la, com aquele papo de "eu mudei", por um segundo ela acreditou, e se arrependeu de tal feito, ao ver que o machismo estava impregnado em cada do corpo dele. O que restava a Marcela? Fugir. Tentar achar algum lugar que lhe desse a liberdade das suas idéias, o coração livre.
Aquele parque estava passando cada sentimento libertário maravilhoso, sem contar com o repertório maravilhoso do momento, lápis e papel em mãos, Clarice Falcão em seu ipod, a carta do seu possível amor em seu bolso, lembranças do dia anterior, uma brisa refrescante junto de um sol escaldante, borboletas se divertindo pelos ares, crianças rindo, brincando e Marcela se apaixonando por aquela situação. Teve a oportunidade de ser ouvir, de ouvir seus pensamentos, seu coração e alma. Saindo daquele breu intenso que seu pai passava.


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