Estar apaixonado é passar por tantas sensações, essas esquisitas, amedrontadoras, gostosas e até surreais. Às vezes pode sentir tudo isso em um só dia, altas emoções. Estar apaixonado é se sentir mais vivo, sentir a vida de uma maneira tão leve, gostosa e sorridente... Ainda mais se estiver com a pessoa certa ao seu lado. 
É estranho os primeiros sussurros da paixão, acha que está sentindo isso muito rápido, não sabe se está sentindo demais ou de menos, não sabe se será recíproco. É estranho como tudo acontece  tão rápido e você já faz tão parte da vida pessoa e vice-versa. É gostoso cada momento que passa ao seu lado, ouve a voz, sai sozinho ou com os amigos, até não fazer nada passa a ser a coisa mais gostosa, feliz e emocionante do dia. Até dormir é tudo isso. Amedrontador? O medo de perder, das brigas bobas ou a primeira briga séria, sentir que fez algo errado, que não agradou ou que não devia ter sido daquele jeito, medo de perder aquele presente maravilhoso que a paixão lhe trouxe, medo até de ir pra próxima fase e dizer eu te amo.
Estar apaixonado é ouvir pessoas dizerem tantas coisas ao te encontrar, "Nossa, como você tá diferente, como está reluzente, que brilho nos olhos é esse? É o amor né?". Não é só você ou o casal que percebe tudo de bom que está se passando, transborda ao seu redor. Não há quem não enxergue, até quem não quer enxergar, percebe. Há sorriso espontâneos, olhos brilhando, mente vazia ou mente viajando em todos os momentos, falas, olhares, imagens. E que viagem gostosa não é? 
Estar apaixonado é se sentir protegido, leve, não querer brigar com nada nem ninguém, dizer em alto e bom som "Que hoje ninguém vai tirar minha felicidade", fazer loucuras, das mais bestas até as que você nunca faria. É enfrentar a timidez, é aprender a dirigir, é gritar numa avenida movimentada "AAAA EU AMO O NATAL"  e rir mais que podia imaginar por viver tanto, tão intensamente. É perceber que viver intensamente com uma pessoa ao seu lado é tão mais gostoso, é tão tão indescritível, sem palavras. 


Só você...Pra fazer com eu que veja senhor dos anéis versão estendida sem dormir, sabe o que é versão estendida? Quatros horas sendo que não aguento nem duas? E olha que eu sempre durmo nos primeiros dez minutos, e vou confessar que me emocionei com o Gandalf, quem diria? Só você... Pra eu passar quase um mês fazendo um desenho de aniversário e um milímetro dá errado e refaço tudo. Aliás, consigo até guardar segredo. 
Com você eu não me importo com fulana, ciclana e tantas outras, apesar do senhor ser bem inocente nesse quesito né?! Eu não me enjoo de você, isso é de fato inacreditável, achava que nos veríamos de duas em duas semanas e olhe lá, mas eu gosto tanto de ficar ao seu lado, eu arranjo desculpa pra ficar com você. Não me importo de não fazer nada, dormir, passar o dia vendo filme ou jogando.
Só você... É tão companheiro, e em todos os sentidos possíveis. A gente conversa, sobre tudo, tudo mesmo. De coisas bestas do dia a dia, planos para o futuro, projetos, traumas, risadas. Tô sendo idiota de falar que você é o melhor tudo? Melhor amigo, melhor companheiro. Só você... Pra querer me proteger dessa maneira tão gostosa, e perguntar sempre se não quero fazer nada a respeito que vai me ajudar, falar que posso te ligar a hora que quiser, de manhã, de tarde, de noite ou de madrugada. Como faz essa mágica comigo?
Eu aprendo tanta coisa nova, tanto de você,  quanto de mim e das coisas ao meu redor. Descobri muitas coisas sobre meu interior no mesmo momento que você. Me encontrei ao te encontrar. Só com você, um toque já me faz feliz, um sorriso já me faz bem, a sua voz já ecoa a minha mente. Só com você que eu digo pra sempre e depois. Só com você eu acredito ou posso pelo menos pensar a respeito de coisas que nunca quis acreditar, nunca me permiti.

Só com você eu mais sinto do que digo...


Essa nossa vontade infinita é um fato. Como tudo é diferente sem o outro também, parece até que a vida perde um pouco da graça e da diversão. Em cada dez palavras suas, em vinte eu fico vermelha, sem graça e sorrindo sem parar. "Desculpa, é que eu tô muito feliz" são suas palavras, como se tivesse que se desculpar por isso. Eu explodo de dar risada e ficar sem graça tentando me esconder por debaixo dos panos, qualquer cego vê, qualquer surdo ouve, qualquer ser sente o que eu sinto por você. É tão forte, gostoso e leve.
Às vezes eu penso que eu posso escrever um livro inteiro, que não será o suficiente pra descrever esse negócio diferente que meu coração e minha mente me transmitem. Posso usar todas as palavras do dicionário, que ainda não é isso. Posso usar eu gosto de você, eu te adoro, você é um anjo, você é irresistível, você me faz bem... Mas ainda não chegou lá. Posso também pegar músicas como Eduardo e Mônica, Por você e algumas de sua autoria... E nada, chega perto, mas ainda não é. Um dia eu te disse que precisamos inventar uma palavra nova para essa coisa indescritível que a gente sente, e você simplesmente respondeu "É o amor! Isso que é o amor, o resto é outra coisa".
Nós estamos tão acostumados a chamar a outra coisa, esse resto de amor, que quando a gente se depara com o amor de verdade, sentimos a necessidade de criar outra palavra, outro sentimento... Porque não é amor de bom dia, amor sem pensar, sem sentir. É amor, de amar. Nos gestos, na confiança, no jeito gostoso de se gostar. De dizer que aguentaria meus dramas, minha tpm por 365 dias por ano só por mim. E enquanto eu vejo espinhas, gordura, cabelo feio, você só enxerga meu sorriso que acha tão lindo.

Tudo foi, é e será inesquecível ao seu lado... 


Caralho, você me faz chorar de emoção e esbanjar de um sorriso maravilhoso, faz com que eu perca meu dia inteiro pensando em você, quer dizer, ganhe meu dia inteiro. Passar um dia sem você, que na minha mente eu planejava passar é difícil. Faz falta, faz muita falta e fico repassando cada momento bom juntos . Também imagino, o que poderia estar fazendo se estivesse ao seu lado, e o que você está fazendo já que não estou. Está se divertindo horrores mesmo assim? Ou está entediado com tudo isso? Sem ter meu aval pra zuar cada um dos seus amigos.
Ai menino, eu sei que tá chato já tantos textos e mais textos escritos para uma pessoa só, como diria Clarice Falcão "Hoje eu falei pra mim, jurei até, que essa não seria pra você e agora é". Posso conversar sobre o assunto mais aleatório do mundo, que de alguma maneira eu vou te enfiar nesse assunto, já faz parte de mim, já me apeguei, agarrei... E ó, vou te contar um segredo, não pretendo soltar não. Na minha mente já imagino até meu aniversário ao seu lado, pois tudo fica tão mais mágico, feliz e diferente. Não é a mesma coisa sem você aqui. Roubando de suas palavras, com você eu me sinto viva e longe, eu apenas existo.
E ah, o destino foi tão legal com a gente. Quem imaginaria que da maneira que nos conhecemos iria acontecer tudo isso? Quem imaginaria que ia durar mais do que só um dia, só um beijo? É bom existir ao seu lado, digo, viver e descobrir da vida ao seu lado. Cada dia eu descubro mais o quanto eu gosto de você, e da sua importância. 


Menino, você é meu anjo e não vou cansar de dizer isso. Você é meu companheiro, meu amigo, melhor amigo, meu psicólogo,  e as coisas fluem de uma maneira tão natural. A gente pega intimidade fácil, assim, num piscar de olhos, se abre fácil um com o outro, confia, entende. É surreal. É besta dizer tudo isso, pareço uma maluca vivendo no meu mundo de utopia. Mas tudo isso é real, está acontecendo. Eu te conto todas as histórias da minha vida, todos os meus traumas, meus medos. Sua missão é me ajudar e de uma maneira tão gostosa, conversa sobre tudo, sobre meus medos, e por mais que eu chore, me paralise por causa de alguns problemas você só quer me ver feliz e me ajudar. Você é lindo, carinhoso, todos os adjetivos mais belos e honrosos que existirem.
Às vezes eu me sinto boba, tonta... Por chorar por nada, estar na tpm, meu drama que não sei como você aguenta. Aliás, você diz que eu brava é fofinho e me dá aquele abraço gostoso. O beijo na testa. Ri da minha fofura. E eu só fico toda sem graça sempre que fala de tantas coisas boas que eu trouxe a você, o seu sorriso, o bem, tudo. Você cuida de mim como ninguém. 

 Orgulho de ter você na minha vida, posso me gabar que eu namoro um anjo. 
Pode me mostrar suas asas?


Você diz eu te adoro, eu gosto de você, eu gosto pra caralho de você. Todos, com uma certa frequência, e isso é bom. Os eu te amos ficam mais valorizados, pois pouco são ditos. Mas quando estamos entrelaçados num abraço, num sorriso ou até mesmo num olhar, é o momento surpresa, menos esperado e você solta essa onda tão gostosa de sentimento. Você diz. A frase de impacto. Não que eu já não saiba em todas suas atitudes, carinho, abraços e beijos. Na proteção, no ciúmes bobo ou não. No jeito que beija minha testa, segura minha mão. No jeito que ri de mim, diz que eu sou linda, ou conta uma mentira que eu sempre acho que é verdade. Em querer me ajudar, e agora até me ensinar a dirigir. Com uma paciência, e com um carinho.
Se isso e muito mais não é amor, o que seria? É algo tão nosso, e isso deixa mais bonito. Deixa real. Não acredito muito no que é gritado pro mundo. Eu gostaria de gritar por orgulho, admiração, porque também é um puta sentimento que tenho por você. Está na parceria, na amizade, nos xingamentos bobos, nas briguinhas por causa do meu drama e meu mimimi, você me aguentar em fim de semestre e de tpm também. Meus olhos sorriem, meu corpo, minha mente. Discutimos sobre política, filosofia, arte, filmes, série, tatuagens. Dos assuntos mais cultos aos aleatórios.
Eu me emociono com a sua maneira, as variadas maneiras de dizer uma coisa só, de demonstrar. Me emociono quando diz, e sempre saem palavras bonitas. Quando pensamos sobre o destino, e quão sortudos os dois somos, e sai da sua boca elogios, dizendo que só está sendo sincero. Sou sortudo, você é muito legal, uma menina muito legal... E um eu te amo num sussurro.

"— Você me faz tão bem
— Vai ser assim pra sempre
— Pra sempre é muito, uns seis meses vai, um ano? Dois? Cinco tá bom? Dez.
— Eu acho tão legal esses amores jovens que vão pra frente"


Posso confessar uma coisa? Não é nada do que já não tenha te confessado, mas tenho essa mania de reforçar cada vez mais tudo de bom que vejo em você. Me apaixono por cada parte sua, e estou sempre descobrindo uma nova. Até mesmo aquelas que muitos não achariam lá essas coisas ou sequer apaixonante eu esboço um sorriso no rosto.
Você é tão bom com crianças, e isso me cativou mais ainda. Fez com que meus olhos brilhassem. É, você dá risada, acha fofo e engraçado esses prototipos de gente, tão pequeninos. Você é tão divertido que tem essa alma linda de criança que faz com que elas gostem só de te olhar. Brinca com carrinho, de guerra de travesseiro, traz a risada que ecoa pelo cômodo, tanto minha, sua ou de quem quer que esteja ao redor. Sabe acalmar, abraçar, conversar. Sabe entender a criança. Vejo o sorriso da criança, eu vejo a saudade, o apego, e até o amor tão sincero e puro. E não é qualquer um que esboça isso na inocência doce de um pequeno ser. É especial.
Ah, parece besteira dizendo assim né? Mas já te disse que já tem pontos infinitos comigo a cada parte sua que eu descubro, e essa me fez derreter de paixão e de amor por você. Mais ainda? Pois é, não me canso de me apaixonar, e o senhor não se cansa de me fazer apaixonar. 

Talvez seja sua pentelhice que te deixa tão próximo das crianças... Sabe, você vai ser um ótimo pai.


Ele era do tipo raro que amava sem dizer eu te amo. Estava implícito. Estava nos gestos. Se preocupava como nunca alguém se preocupou. Queria protegê-la, e nisso, conversava sobre todos os assuntos, problemas e dúvidas. Desejava o seu bem, e seria capaz de ajudar e apoiar em tudo, inclusive nos seus medos, lado a lado enfrentando o que quer que fosse.
Eram pequenos detalhes que em cada um dizia eu amo você com aqueles olhos brilhando. Dizia que ela era muito legal, como nenhuma outra. Pois ria das idiotices, pentelhices e até aguentava o seu estresse. Falava o quanto ela era fofa de tantas maneiras diferentes, até mesmo pedindo desculpa sem estar errada. O jeito fofo que ela ficava com sua camisa ou até mesmo com a sua bermuda, elogiando o quão confortável é roupa de homem.
Ah...Os elogios! Parecia mentira, ela ria e ria de tanta vergonha e emoção. Um dia ele falou que ela é uma menina encantadora, que conquista as pessoas. Linda. Fofa. Adoro sua risada. Adoro seu sorriso. Até cantar versos de tribalistas deitados num sofá já estava acontecendo. O jeito de se olhar, admirar, mexer no cabelo.
E tem a vontade também. Crucial. Desde o primeiro olhar, primeiro beijo e toque. Que casal que tem a vontade um do outro. Tudo é desculpa. E olha que ela é uma garota que odeia desculpas, mas desse tipo, do tipo bom, era inovador. Desculpa pra se ver, pra se querer, pra se gostar. Tudo era desculpa para ser feliz juntos. Vontade de pular no colo sempre que se ver, encher beijos da cabeça aos pés, rir e sorrir até não acabar mais. Gostosa. Delícia.
Até mesmo a maneirar de zoar, de brincar mostrava todo esse lado de dizer com atitudes. Joga-la da piscina. Rir porque não sabe mergulhar direito. Brincar igual crianças. Falar da altura de treze daquela garota de dezenove. Rir das bobagens. Fazer cócegas. Abraçá-la. Boba. Tonta. Ridícula. Gorda. Gordinha.
Um anjo que caiu ali, pra ficar na vida daquela doce garota. Dizer eu te amo era pouco, era clichê. 


Estou orgulhosa de mim. É, depois dessa festa, show e alguns ensaios da sua banda, eu já me sinto da turma, como se eles já tivessem me adotado. Adotado como o mascote, pela idade e pelo tamanho. Consegui sentar numa mesa, sozinha, sem você, deslocados um do outro, para simplesmente conversar com seus amigos. Conversas sobre variados assuntos, faculdade, música, ruivice. Pela minha timidez da primeira vez, foi uma vitória e tanto. Se lembra? Não desgrudava de você, e se você se afastava... Meus olhos te seguiam pedindo socorro, por me sentir deslocada.
Puft. De repente tudo soa tão natural. A diferença de idade que parecia ser tão preocupante, passou a ser o tão legal. A diversidade em vários aspectos. É possível rir, se divertir e se enturmar. Aliás, eles me convidam para as coisas agora. Seu amigo me convidou para o aniversário dele e eu fiquei radiante! Tonta, você deve pensar. Mas a cada momento que algum amigo seu sorri, tenta virar meu brother também, eu sinto mais e mais que me encontrei. É um pacote, vamos dizer assim, tenho você e junto vem sua família maravilhosa, acolhedora e engraçada; E seus amigos que já posso dizer que são meus também? Ou pelo menos no caminho certo. Você, uma nova família para eu me sentir aconchegada e novos amigos para rir.

E a timidez vai pra longe, e as risadas pra perto... E cada dia fica mais gostoso


Numa noite qualquer de primavera, estamos deitados em sua bela cama. Abraçados, entrelaçados, corpo a corpo, com carinhos e olhar apaixonante de admiração. Fazemos carinho no cabelo, no rosto, na boca, braço, costas, seios e pescoço também. Pêlos eriçados de arrepio. Nos olhamos fixamente com direito à sorrisos de canto ao escancarados, direito a bochecha rosada de vergonha, batimentos cardíacos mais rápido.
Falamos sobre presente e futuro. O bem que um traz ao outro, a felicidade, a leveza e intensidade. O quão surreal chega a ser esse relacionamento que saiu da minha zona de conforto — e não veja isso como uma coisa ruim, meu caro leitor, porque foi a melhor coisa que já me aconteceu — , a confiança, o coração batendo rápido, ligar o foda-se para o que os outros pensam.  
Conversamos por horas, que não pareciam horas, pois o tempo parou. Aliás, o tempo para quando estou com você. Os problemas somem, o mundo some, as pessoas, é como um universo novo e paralelo onde só existe você e eu. Um universo que não estou acostumada, mas é bom de se viver ao seu lado. É gostoso me sentir tão viva ao lado de alguém.
O seu bem, me faz bem. O seu sorriso, me faz sorrir. O seu brilho nos olhos, faz com que os meus brilhem. É tão novo o que eu sinto por você, que às vezes me bate uma vontade louca de gritar do alto de uma montanha.
"— Lindo
— Linda... E fofinha"


Dá pra acreditar? É, cada vez você passa a ser mais apaixonante, sempre que nos vemos, passamos um tempo juntos  ou até mesmo distantes, tudo parece desculpa para se apaixonar mais e mais. Por você inteiro, sem exceções. De dentro pra fora e de fora pra dentro - convenhamos, até meu pai te achou incrível, o que é raro.
Já disse incontáveis vezes, e repito cada parte cativante e apaixonante que há em você. O seu sorriso que pouco aparece e me obrigando a lhe fazer cócegas, sua voz que remete calmaria e proteção, seus olhos que traz o brilho dos meus e faz com que eu me perca em você. Seu abraço aconchegante e acolhedor, carinho que arrepia, suas brincadeiras e bobices, os nomes ridículos que me apresenta aos seus amigos, deboche de certos assuntos, a parceria e companheirismo, a zoeira constante.
Ah, o jeito que ri do meu drama e me chama de tonta. Me chama de linda só para me deixar sem graça, envergonhada e vermelha, e logo após dá um beijo doce no meu rosto. O jeito que segura minha mão e não a solta nem para trocar a marcha do carro. Como me zoa por rir mais do que criança vendo desenho. Aguenta o meu mimimi e ainda tira sarro. A sintonia, o equilíbrio, a sua música que me toca e ilumina. O orgulho e apoio que tenho por você. O fato de não conseguir me embravecer.
É, não posso falar, tenho medo aliás, mas posso escrever, eu acho que eu te...


Ê menina cheia de medos. Porém, esse medo acumulado era das coisas não darem certo. Dela dizer algo e soar de maneira errada e prejudicar tudo que conquistara. Na verdade, Leona era o tipo de pessoa que não tinha papas na língua, falava na lata com os argumentos como " o 'não' você já tem" "antes saber, do que ficar no 'será?' ".
Mas com ele, tudo parecia tão mais delicado, sério e diferente que batia aquele medo de dar errado, de se expor  e expor os sentimentos. O que sentia era como uma flor desabrochando... Estava crescendo cada vez mais, porém escondia isso dentro de si, com medo de soltar aquelas palavras tão desejadas. Sentia fortemente da cabeça aos pés,em sua mente passava flashs e mais flashs comprovando tal sentimento. Era renovador tudo isso, mas não queria o sentir sozinha, guardado pra si... Não sabia como transborda-lo de seu corpo e boca sem temer a reação alheia.


Estavam indo se deitar. Ele já ia apagar as luzes. 
— Você não vai deixar uma luz acesa?
— Não precisa né, Mari
— Mas você sabe que eu tenho medo de escuro...
— Você tá comigo, eu vou te proteger, não é pra ter medo  — Cássio a envolveu em seus braços, abraços e beijos aconchegantes por debaixo das cobertas.
— A gente pode trocar de lado? Tenho medo de ficar do lado do banheiro.
— Pode sim, e já disse que te protejo
Ela se virou, se abraçaram fortemente e Marina se sentiu protegida de uma maneira tão gostosa e satisfatória como nunca antes. Agradecida... Só assim para não ter aquele medo do escuro.


Me sentia naquelas aulas chatas e maçantes da faculdade... Só nas duas últimas horas, pois no começo foi como as aulas de desenho e práticas "mão na massa" até porque era justamente do que eu estava usufruindo, transformando o talvez tédio em criatividade.
Revirei minha bolsa por qualquer coisa que riscasse, que por sorte achei uma caneta— não queria gastar meu batom vermelho favorito nessa arte procrastinadora e o papel foi a parte complicada, achei jogado na minha carteira um bloco de notas meio amassado e perdido dentro das moedas de 25 centavos. Aproveitei cada pequeno espaço para meus riscos e pinturas, no fim não sobrando sequer um fundo de papel. E acredita que ainda não era o suficiente?
Jogado na bolsa, encontrei duas notas fiscais e dá-lhe arte nelas... Até um rapaz observou que estava desenhando olhos  — diga-se de passagem que amo tanto  e perguntou se eu desenhava já perguntando se ele podia desenhar um olho no meu pequeno papel. Deixei. Puft. Ele precisou ir embora. Desconfiou de que era um artista que eu não reconheci. Imagine só.
Agora caro leitor deve pensar que agora o tédio dessa doce moça foi-se junto com tanta criatividade exacerbada. Engano seu. Essa moça vulgo eu mesma  — pegou sua sacolinha e começou a desenhar. Sim, desenhar na sacolinha... Desenhos como vestidos, óculos, bateria — a percussão mesmo  e notas musicais.
Aleluia, parou de desenhar... Mas porque o papel acabou e a sacola se encheu de rabiscos. Logo passou a ler as paginas de um livro muito do lá interessante até não aguentar mais e parar na página 38 em reles minutos. Seu mental criativo ou qualquer outro estava cansado. Com sono. E não estava num lugar apropriado para uma leve fechada de olhos. E as próximas horas pareciam dias e meses, incansáveis minutos que pareciam horas e incansáveis horas que pareciam dias.
Que ansiedade para esse tédio acabar. Puft... Você apareceu.


Hoje liguei pra minha vó para agradecê-la. Por cada ensinamento desde criança... É, aqueles que na época achava chato, "ai que saco, vó", agora vejo todo o efeito disso. Ensinamentos envolvendo educação e respeito, que ou você tem ou não. E neste dia em especial havia presenciado a cena mais ridícula e boçal possível, a falta de respeito, educação e estupidez exacerbada.
Mas continuei forte, com minhas ideologias, por mais que a vontade fosse mandar a merda e à outros lugares, fosse descer no nivel tão baixo quanto... Mas preferi o respeito, a educação, talvez agir como se o outro estivesse certo, como se concordasse com a maneira estúpida de tratar as pessoas. E há indagação ou maneira melhor do que responder com educação e respeito aquele que te trata igual um pedaço um lixo ? Deve se perguntar " Mas por que ela foi educada comigo? Porque não foi estúpida? Me tratou mal?".
Obrigada vó, por me dizer que temos que respeitar e ter educação até pra um palito de dente. Algumas pessoas não tem respeito nem com si mesmas... Que a vida lhes ensine.


A tese foi comprovada. É impossível ficar brava com você. Brava de verdade. Brava por muito tempo. Tentei várias vezes, quer dizer, mentira, tentei pouquíssimas pois a última coisa que eu quero é ficar desse jeito. Mas nessas vezes, só de observar seu olhar, seu sorriso, sua risada e a maneira que passa os seus braços pela minha cintura e como me abraça... Passou. "O que era mesmo?" "Porque eu estava brava?" "devia ser besteira".
E de repente vou me perdendo no seu sorriso, sua voz e o seu jeito pentelho de ser. O jeito que fala besteira, me chama de tonta e dramática. Como é tão automático pegar na minha mão e logo já estarem entrelaçadas uma na outra. Que ri da minha fofurice. E é só falar linda da sua maneira que transborda fofura que já me envergonho toda. Pior que pimentão, que insolação, de tão tão vermelha... E aí você diz mais elogios e como é lindo me ver assim.
Sabe, não tem porque e nem pra quê ficar brava com você, mesmo que fosse possível, seria impossível. Você me faz tão bem, me faz tão feliz e os momentos rodeiam e rodeiam em minha cabeça. Será que fica muito clichê ou meloso eu te agradecer? 
Então são mãos e braços beijos e abraços pele, barriga e seus laços...


Dia fechado e chuvoso. Dor de cabeça. Sentada no chão da estação de trem...Respirava fundo. Fechava os olhos em tentativa de fugir para um universo paralelo. Fugir das intolerâncias, superioridade, ego, ódio, raiva que aquele mundo estava impondo a Larissa. Não estava de saco cheio, porque ele tinha explodido há muito tempo. Chegou há um ponto que nunca pensou chegar, o seu redor destruindo aquilo que ama e sonha... A própria pressão e infantilidade. Contava os dias para o final de semana e dias que não botaria os pés em sua faculdade.
Apaixonada pelo curso, prática, teoria, desenho e arte. Pelo corpo docente e a sensação do que vinha depois. Não suportava as companhias — ou má companhias se assim pode-se dizer. Era um fardo carregado com muita paciência já que ainda não havia gerado nenhum boletim de ocorrência — podem rir, mas é essa a sensação de ter um filho da puta querendo destruir o que sempre te deu paz, expressividade e até um motivo pra viver intensamente.
Havia aquela ponta bem forte de chorar, até porque era uma dramática e chorona de plantão. Mas desde a última e única vez que chorara percebeu que um coração que bate e a mente consciente, está em falta nessa sociedade podre e vil, guardou pra si mesma e aos poucos que se importam ao sair lagrimas de seus doces olhos tão inocentes.
Também achava que o problema era ela, não estava preparada pro mundo real... Cheio de trapaças, provações, manipulação, mentiras, povo boçal e oportunismo enquanto esbanjava fofura, educação, ajuda ao próximo, garra, pontualidade, sinceridade e transparência.
Faltava somente cerca de um mês e cinco dias botando seus pés na instituição, fingindo não se importar, sorrisos falsos de amizades podres, para não ter mais o desprazer de sequer respirar o mesmo ar infortúnio desses seres. A cada minuto passado um sorriso e alívio. "Finalmente".


Eu sei, sei que não gosta muito de Tribalistas e eu insisto cantar certos versos pra você. Insisto em cantar ou simplesmente soltar as palavras enquanto estamos deitados em sua cama... Eu gosto de você, e gosto de ficar com você, meu riso é tão feliz contigo, o meu melhor amigo é o meu amor... Você é assim um sonho pra mim, quero te encher de beijos.
Não sou uma exímia cantora igual você, mas gosto de cantar ao seu lado ou ouvir as notas que saem do seu violão. Não sei nada sobre futebol, mas gosto de fingir que sei só pra te irritar com o seu time, e da copa nem se fala... Lembra que sempre diz que vai me jogar na piscina? É tão bom eu me sentir fazendo parte de algo. Como se fosse, agora sim Gisele, você faz parte de algo. Faço parte dos seus abraços, beijos, pensamentos... Dos dias, da rotina, a quebra da rotina quem sabe. Das viagens, da amizade, parceria, do ato de cuidar. Dos churrascos, risadas, cócegas, momentos de equilíbrio.
Sabe aquela pessoa chata que diz seu nome com os olhos brilhando? Que no momento que diz tchau já sente falta? Já sente vontade de você de novo e nos momentos que a cabeça não está cheia, ela só é cheia de você. Já disse várias vezes que você é como se fosse um vício, longe tenho abstinência e perto overdose.


Vim aqui, por meio desta carta parar um pouco com os discursos fofos. Sim, são bonitos. Mas hoje, o assunto é outro. Contarei um segredo pra alguns e o já óbvio para outros... Você sendo um ou outro, preste atenção, sério.
Você não precisa gritar pro mundo o quanto você gosta, ama, está apaixonado pra isso ser verdade. Não precisa gritar sua felicidade pra realmente ser feliz. Tirar foto de cada presente que dá e recebe. Tirar foto daquele jantar, que na verdade você tinha que aproveitar. Tirar foto do passeio, do sorvete, do céu, que só fez com que você olhasse pra tela do celular e desse um sorriso a cada like. Sorriso este que devia ser pro seu amado, pra sua felicidade que tanto exala pelas redes sociais por aí. Não é necessário um album de fotos de cada dia, minuto, hora e segundo a mais juntos pra todos acompanharem junto com o casal. Você não precisa declarar seu amor público, eu sei, eu sei que é legal, que tá tudo tão bom que todos precisam saber... Quer dizer, não sei não, se tá tão bom, por que não viver simplesmente? Você não precisa, não mesmo, declarar seu amor todos os dias, é como se nem você mesmo acreditasse, tivesse feito tanta bosta nesse relacionamento "feliz" que é obrigado a se lembrar e lembrar ao outro o que é o amor.
Você precisa viver, não precisa fingir que vive, fingir que é feliz e fingir ser um ser humano perfeito com relação perfeita. Porque isso não existe, e se existe, essa pessoa não fica gritando por aí. Você não precisa, porque é mais que isso.


Ela é linda. Linda sendo ela mesma. Sem maquiagem. Com maquiagem. De cabelo preso nele mesmo — aliás, como ela faz aquilo? haha — ou com ele solto. De cabelo desbotado e recém-pintado, que sendo sincero eu não noto a diferença, tá sempre a mesma coisa. Com o seu sorriso que eu faço questão de fazê-lo aparecer com as minhas piadas. Ela é linda até quando diz que está feia, inchada e essas coisas de mulher. E quando tá com a garganta ruim e faz questão de ter neura com a voz? Muita tonta essa menina. É fofa e linda andando pelo quarto vestida só com a minha camiseta favorita. Fica tão comprida e ela toda vermelha. Aliás, outro ponto, ela cheia de vergonha é a coisa mais irresistível do mundo, vocês nem tem noção.
Irresistível... O seu abraço, entrelaçar as minhas mãos com as dela. O jeito que passa a mão pelo meu corpo, os carinhos. Os beijos no pescoço. Os beijos na boca. O jeito que se move.  O jeito que faz carinho no meu pescoço. Como paramos para nos olhar e sentir. A maneira que sua voz soa em certas ocasiões. Sua risada, é, estou repetindo. A maneira que acredita nas minhas bobagens e o jeito que fica brava sem tá brava de verdade.
Me lembro bem de uma conversa que tivemos um dia desses, e é tão verdade! Essa tal de vontade, esse tal de desejo, esse blablabla carnal é tão importante quanto tudo. Senão não estaríamos onde estamos agora, talvez eu estivesse enjoado da sua risada e você de me ver. Nossa vontade só faz bem e mais bem. E é muito gostoso.
Ai menina, você me dá muita vontade. Vontade de você, de não ir embora, de ficar abraçados o dia inteiro, dos dias não acabarem. E só de se despedir a saudade já começa a bater. Pra ser bem sincero, perto dela eu me sinto vivo, longe eu apenas existo.


Olha, Esteban,
 vou te contar um segredo. Talvez seja engraçado, meio bobo demais, indiferente, ou completamente sem noção nenhuma. Sei lá. Mas eu tenho um desejo. Daqueles muito forte. O desejo além do desejo. É quase um fetiche.O desejo do desejo do desejo sabe? Ou tá ficando confuso? Vou explicar.
É gostoso esse desejo, me faz um bem incrível, meus olhos brilham, meu sorriso? É impossível conter, por mais que eu tente. Traz o melhor de mim. Faz com que eu seja cem por cento eu mesma sem medo algum. Não preciso conter nadica de nada. Meus medos, minhas idiotices, meus desejos dos desejos. Mas meu maior desejo, o mais bobo, o mais sem noção, o mais gostoso, o mais revirogorante... É você. É, é isso mesmo. Você é meu desejo, meu fetiche. Existem muitos desejos, muitos fetiches por aí, eu sei. Mas eu te garanto que nenhum é igual o meu por você. Você me dá um negócio tão estranho, tão diferente, estranhamente bom. Quero te abraçar e não soltar mais. Encher de beijos até a noite acabar. Rir até não aguentar mais. Admirar seu sorriso. Seus olhos brilhando. Há fetiche mais saudável, mais gostoso do que essa paixão tão maravilhosa? 
Ah, Esteban...


É a minha primeira festa com ele. Primeira vez que verei os amigos e serei apresentada. Estava ansiosa, nervosa e com vergonha.  Logo que entrei no local me contraí de vergonha e só queria ficar abraçada com o Flávio. Queria me esconder... Até ele segurar a minha mão, me abraçar um pouco e dizer "Essa é a Giovanna, ela tá comigo". Achei lindo, diga-se de passagem. Deu até um alívio na vergonha, bem de leve, mas deu.
Tentei me aconchegar no meio daquela multidão desconhecida, Flávio tentou me apresentar a todos. Não decorei nem metade dos nomes. Ele foi fazer a social de sempre e eu fiquei encolhida de vergonha, ainda. Umas garotas foram legais comigo, e eu inconscientemente só queria achá-lo pra me abraçar e me ajudar a fazer parte da turma.
De repente, tudo se encaixou. Ele estava do meu lado, fazendo carinho, de mãos dadas. Ajudou com brincadeiras engraçadas. Me diverti. Ri. Me senti tão importante e bem. No meio de tudo se encaixando veio a música, um violão e várias vozes bonitas. Uma melodia gostosa. Uma tarde e noite gostosa. E uma paixão linda de se viver. Cada lembrança vai ser eterna.
Lindo, fofo, retardado, besta. É tão bom de se admirar. É tão bom fazer parte de algo. Com alguém. E talvez se encontrar numa turma também. E não podemos esquecer da compatibilidade, equilíbrio e a delícia que é adormecer ao seu lado. O mundo para e só existe você e eu.

Ele não se cansava de dizer como era sortudo. Mal sabia ele que ela se sentia do mesmo jeito. Sorte de tê-lo em sua vida. "Nossa Gi, como eu sou sortudo"



É tão bom adormecer ao seu lado. Adormecer sem querer, com nossos corpos entrelaçados embaixo do cobertor. É bom ficar abraçada e sentir o seu calor. Te dar um beijo na testa e mexer no seu cabelo. É gostoso brincar com seu pé. Rolar na cama. Dar risada e te encher de beijos da cabeça aos pés.
Vou te contar um segredo, poderia adormecer ao seu lado, me entrelaçar, sentir seu calor e te encher de beijos sem cansar. Ah, melhor que isso só acordar ao seu lado. Há visão mais bonita e gostosa? Com beijos e abraços. Com carinho. É inesquecível. É aconchegante. Dormir abraçados. Dormir de conchinha. Dormir nos seus braços. Era aquele equilíbrio que a gente já conhece também. Agora não tinha mais como fugir, aliás, não queremos fugir. Pra que? É tão sem palavras estar ao seu lado. Sonhar acordado. Acordar sonhando. 


Gostava de olhar nos seus olhos. Passar um tempo abraçados. Deitar no seu colo. Dar uma olhada de lado nas estrelas pela janela do seu carro. Observar seu sorriso. Observar seu olhar que lhe fazia tão bem. Adorava fazer carinho no seu cabelo. Elogiar a sua barba. Elogiar a sua barba e te fazer sorrir. Te apoiar com os planos que te fazem feliz. Não se cansava de elogios sinceros. Não cansava de se apaixonar pela sua voz. Seja falando, rindo, cantando. Ah, sua voz ao cantar. Aquelas melodias calmas. Aquelas letras profundas. Aquele sentimento de amor e romântico. Fazia com o que o coração de Larissa acelerasse. Talvez de emoção. Ou era de estar ao seu lado, que simplesmente escapava ao achar tanta beleza em uma pessoa só. 
Sabe aquelas coisas bobas? É, aquelas mesmas que até você acha irritante? Então, para Larissa era só sorriso e riso. Sua pentelhice era de arrasar.  Ela tinha até medo de parecer boba demais perto de você. Tinha os mesmos medos que você e ninguém percebia. Às vezes se perdia em pensamentos, pensamentos em você. E de repente acordava e olhava pro lado e via a realidade. Aquele sonho de estar ao seu lado, era de olhos fechados ou abertos. Leve, alegre, apaixonante (por mais bobo que pareça, e que bobo Larissa, vamos parar por favor!) e divertido de estar acompanhada. 



Angela era apaixonada. Apaixonada por aquela voz. Passava uma serenidade. Uma calma. Aconchego. Como se estivesse deitada na cama, abraçada enquanto ele mexia em seu cabelo e olhasse pra sua boca. Sentia mil e uma coisas e uma e mil coisas ao ouví-la. Um sorriso de canto aparecia. Um sorriso sincero. Uma risada gostosa. Um pingo de diversão ao seu dia a dia. E ao cantar então? Era a coisa mais gostosa do mundo, não se cansava de ouvir, elogiar, e fazer com os seus próprios olhos brilhassem. Era tão estranho e diferente. Mas tava ali.
Sorria de uma maneira linda e indescritível com um simples som, o som da voz dele. É possível? E ele gostava de mostrar sua voz e cantar para Angela. Ela já tinha virado a fã número um. Podia parecer boba, aliás, ela repetia pra si mesma e para ele "que boba eu né, eu sei" e só ouvia como resposta que era fofa isso sim. E ficava vermelha. Nunca encontrara tão pequenas coisas que lhe fizessem tão bem, nem mesmo uma voz que de repente significasse tanto. Podia ser seu despertador, para acordar sorrindo, um toque de celular ou qualquer coisa que envolve som pra ter um motivo pra sorrir do nada, e dele ser lembrado com tanto carinho.


Bruno e Jéssica, tinham uma compatibilidade incrível. Parecia filme ou série de TV. Mas aquelas que tem mais comédia do que qualquer coisa, o que transformava tudo mais divertido. Aliás, Jéssica achou que o que tinha na TV só ficava lá, não era possível ser real um dia. E foi. Ela riu, riu e se divertiu. O tempo passa tão rápido ao lado de Bruno e a vontade é de ficar lá pra sempre. É aconchegante em seus braços e abraços. Segurar a sua mão. Ficar vermelha quando elogiada. Aguentar as "pentelhices" dele.
Passavam noites acordados, e cada segundo valia a pena. Seja rindo de besteira, curtindo um ao outro ou só observando a beleza e o bem que o outro já estava fazendo. "Olha só, já estou me envolvendo" era uma frase mútua, e com um sorriso no canto do rosto. Talvez ela estivesse sendo boba, aliás, estava se sentindo assim, era normal? A leveza do momento, a parceria, o dar tão certo. E foi assim, do nada, de repente, talvez uma obra desse tal senhor destino que colocou o Bruno ali. Ou colocou Jéssica ali na vida dele. E parecia que já se conheciam há muitos e muitos anos, a maneira que conversam, dão risada, se zoam. 

"Não é o tempo nem a oportunidade que determinam a intimidade, é só a disposição. Sete anos seriam insuficientes para algumas pessoas se conhecerem, e sete dias são mais que suficientes para outras" - Jane Austen.


Caro leitor, você pode pensar pelo título que esse é mais um daqueles textos de declaração de amor, não está errado, garanto que é uma declaração, mas não do amor que está pensando. Não de um amor de verão, mais de uma estação, um namoro, um caso, com beijos na boca e tesão. É o amor inocente. 
Aprendi com ele que o amor existe sim. Nas horas boas e ruins. Sabe aquele discurso de casamento? Na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza e todo blablablá até que a morte os separe? Isso existe. O jeito que diz meu nome, o aprender a andar, a falar, cada passo, cada evolução. Você baba de orgulho, quer proteger e não quer ver crescer. Porque é tudo tão bonito, simples e inocente. A risada, é a coisa mais gostosa do mundo, se ele chora, eu tô chorando junto. Tenho dó quando ele se machuca e apoio as manhas que nem criança junto. Me salva dos dias tristes, dos dias estressados. Se eu passo uns dias longe, lá está ele querendo me ligar e falar comigo. Chega em casa chamando meu nome e me procurando.

A cena mais linda, a cena que curou meu coração de qualquer coisa, que fez eu acreditar em muita coisa... Foi quando depois de um mês de férias e sem ver o amor da minha vida eu finalmente fui buscá-lo na escola. Ele me viu, ouviu a minha voz lá longe do portão e saiu correndo, desesperado pra me ver, e quando o portão se abre, mostra o sorriso mais lindo, os olhos mais brilhantes e a felicidade mais linda do mundo, abra os braços e pula no meu colo, me abraçando com força. A vontade? De chorar de felicidade, de ter essa coisinha tão linda na minha vida. 
Melhor que isso, só acordar com ele do meu lado, os beijos e os abraços. Me cutucar pra acordar, me dar beijo pra acordar. Se eu to com um dodói ele pede pra passar remédio e faz carinho. Meu irmãozinho, a luz da minha vida, meu orgulho. 


 Helena pega o celular, e logo manda uma mensagem.

—Vamos sair?
— Agora? 
— É. Agora, passa aqui pra me buscar. Por favor. Eu não to legal.
— Sério? Acabei de acordar, mas vou tentar me arrumar. Meia hora tô aí, ok?
— Ok.
— Onde você quer ir?
— Só quero fugir de uns problemas, vem logo que já tô pronta. E me faça rir bastante.
— Pode deixar, a gente vai se divertir. Já to saindo.

Eles saíram e visitaram cada canto da cidade. De norte ao sul. Leste ao oeste. Rindo. Brincando um com o outro. Só um breve momento pausaram pra falar sobre o problema. Mas logo Vincent revirava o assunto e Helena já dava altas gargalhadas. Eles observaram as estrelas. Conversaram e muito. Andaram por aí. Uma calmaria que não era dela tomou conta. Jantaram juntos. E ela voltou já com sono e cansada demais pra casa pra pensar em algum problema. 


Era karma. Destino. Ou até mesmo sem saber. Mas seguia sempre a mesma linha. Mesmo raciocínio e características. Chega a ser engraçado ou surpreendente. Menos no nome que se repetia. Que alívio não é? Senão a estranheza seria maior ainda. Mas eram tantas coincidências. E não era procurada. Não revirava lugares, destinos, pessoas e pensamentos pra isso. O destino colocava lá, assim e já.
Todos gostavam de baixinhas e seus atributos. Para a sorte dela, talvez. Amavam seu sorriso desde a primeira vez. Porém, vamos ao seu karma. Era medo de borboleta. Medo de palhaço também. O roer das unhas. Olhos claros. Caninos pontudos. Cabelo claro. Um quê de músico. Seja com canto, violão, bateria ou todos esses juntos. Gosta de ler. Se interessa por desenho, arte. Um quê de gamer também entrou nessa lista. Entendem de política, ou quase todos. Nem um pouco fanáticos religiosos, sem religião praticamente. Mais velhos. A maioria, já fumou. A maioria parou de fumar por Ruth. Sorrisos conquistadores. Sentiam cócegas. Há um ou outro que desandavam de alguns pontos cruciais desta lista. Mas era tanto karma que ela até esquecia. Ruth não procurava por isso, inclusive, se procurasse não daria tão certo. Cada detalhe, um atrás do outro, em pessoas diferentes e pessoas que aparecem e reaparecem em sua vida. Era bom saber que a vida fazia com que trombasse assim sem querer, risse, se divertisse e quem sabe um dia até amasse pessoas com quem ela já desejava sem ao menos saber. Já estava no subconsciente. Não perguntava o nome, idade, onde morava ou nada que desse uma pista dos karmas, mas lá estavam eles a acompanhando passo a passo. 
Tão simplório, leve e de mãos dadas ao destino. Abraçada talvez até com destino. Era de dar aquele sorriso de canto tão fofo e apaixonante.


Sabe, fofura conquista. Não se sinta ofendido quando uma mulher te chamar assim, é um puta de um elogio. Melhor do que qualquer um puramente físico. Melhor do que te chamar de gato, gostoso ou algo relacionado à aparência. Se algumas pessoas soubessem o poder que a fofura possui e o que faz com o redor do mundo se sentiriam super heróis. Heróis da alegria, do sorriso, do amor. Da leveza, principalmente. Um "quero dormir abraçado com você nesse frio" vale muito mais do que palavras safadas ou tentativas fracas e clichês de conquista. "Vamos num parque" "Ao cinema" ou até anda na rua sem rumo é muito mais carinhoso e conquistador do que tentar levar para a sua casa, chamar para beber, ou querer levar para um motel.
Aprendam, de uma vez por todas. Ser safado não ganha de ter respeito. Não ganha de ser carinhoso e muito menos dos detalhes. É, aqueles detalhes de quando você olha para o rosto dela. O que aquela boca tão carnuda, o sorriso, seus olhos sinceros fazem com você. E como são lindos, não é? Pode elogiá-los, dessa maneira. Quando ela fala, e sorri, fica vermelha de vergonha... Vai me dizer que a sua vontade não é de abraçá-la e não sair de perto nunca? A partida dói e quer congelar aquele momento. Isso sim é conquista. Talvez não conquiste a sua futura esposa, a mãe dos seus filhos, pode ser uma namorada por hora... Pode ser sua melhor amiga, ou só amiga. Mas o ato do amor é o mais conquistador de todos, independente de onde seja colocado.


Seus amigos não a reconheciam antes. E não a reconheciam agora. Foram dois extremos muito fortes. Antes, acho que nem Lisbeth se reconheceria. Porém, antes ela estava sendo aquela garota que desprezava, ria da cara e gostaria de ser amiga para dar conselhos que preste à ela. Apresentar a vida. Mostrar que a vida não era assim. Estava surtada. Sem pensar. Com raiva. Submissa talvez. Agindo de maneira desnecessária. Sem ouvir os amigos, se complicando mais ainda e caindo a cada tropeço. Acontece. Mas com ela era quase inadmissível.
Agora, bateram palmas para ela. A platéia inteira. De pé. Com gritos de alegria. Com abraços fortes. Com orgulho. Voltara a ser Lis de sempre. Com sua personalidade forte. Sua animação. O seu foda-se. Sai a noite. Sai a tarde. Sai de manhã. Vai com quem quiser, e volta a hora que quiser. Não se importa com a opinião de ninguém. Uma garota e tanto. Desejável até certo ponto. Mas estava feliz, como nunca. Cantarolando pelos cantos. Rindo de tudo. Falando alto um monte de besteira na rua. Leve. Uma leveza quase uma pluma na vida dela. Alguns diziam, a preferir assim. Outros, nunca a tinham visto dessa maneira. Uns desconfiavam. Poucos acertaram. Mas os que já conheciam há muito tempo, já tinham a visto assim. E era o seu melhor ser. Sua melhor parte. Será que podia melhorar? Conseguiu passar por cima, conseguiu ser uma Pollyanna com sucesso. 
Era besta, era suspeito. Mas já estava sorrindo novamente, como se nada tivesse acontecido... Ou tivesse. 


Ah vida, sua engraçadinha. Brincando com meus altos e baixos de cada dia. Me surpreendendo quando acho que não existem mais surpresas depois de tanta coisa que se passou. Ainda mais surpresas boas. De repente. Do nada. Não tava muito a fim de acreditar naqueles clichês de coisas boas, de portas se abrirem, de novas chances. Ouvi isso a minha vida inteira. E o clichê nunca se provou verdadeiro. Até agora.
Até o momento que eu pude enxergar, depois de tanta cegueira. Dos mais leigos aos mais especialistas tentaram me curar, mas só havia cura se houvesse força de vontade da minha parte. Nem aceitava, nem acreditava nessa cegueira. Trouxe brigas, discussões e reviravoltas bem desnecessárias. E ah, como enxergar é bom. Alívio. Aprendizado. Todos tiveram sua parcela de razão.
Pude sorrir, sair. Me divertir. Mas me divertir muito. Lembrar de muita coisa. Sobrevoar nos meus pensamentos sem topar com uma cegueira que machuca. Gostar do destino em um dia, logo após dizer que o odiava. O destino estava montando uma grande piada, que no fim, cá estou eu rindo junto deles. Transformando qualquer fonte de tristeza em risada. 
Porém, o destino me surpreendeu como eu nunca pude imaginar. 


Passo a bola pra você. Acho até que eu tava agindo contra as regras a segurando por tanto tempo. Vamos jogar da maneira certa. A bola é pesada. Dolorosa. Difícil de carregar. Se quiser, pode jogar no chão, num canto qualquer ou passar pra alguém com mais força. Mas aí, o jogo acaba. O jogo depende de você pra sobreviver. Você já jogou uma bola invisível no chão, eu sei. Você já se jogou no chão também. Mas estou te passando a bola com o mesmo carinho que a recebi há um bom tempo. Se tivesse passado antes, o jogo estaria equilibrado, confesso. Fui muito rebelde. Quis ganhar. Acabei perdendo. Porém você ainda pode fazer alguns pontos, se quiser. Logicamente. Não vou defender, não vou nem me mexer. Mas o jogo ainda estará difícil.
Que bola é essa? Às vezes, parece de tenis, de tão leve, suave. Ou de ping-pong leve e some. Handball porque é preciso confiança. Volei para dar os seus pulos e cortes meio secos às vezes. Basquete, bola pesada, difícil de acertar a cesta e ainda mais difícil de ser roubada. Mas, de todos os estágios, de mutação, que todas essas passaram, não podia ter lhe entregado de uma maneira pior. Bola de boliche. Pesada. Mal consigo segurar, e nunca joguei esse jogo. Perdida. Perdi. Completamente.
 Sua vez de tentar ganhar. E cuidado, para não cair no seu pé, a dor é grande, e difícil de se recuperar.


"Relaxa, é só um namoro"
Olha, eu queria mesmo que fosse. Fosse só um namoro. Só uma coisa talvez adolescente. Talvez pensar que amou sem ter amado. Sem muito o que se prender. Coisa que passa. Coisa que é aprendizado. Mas era além disso. Me consumiu até o último. Acho que nunca protegi tanto algo e alguém como fiz dessa vez. E provavelmente não farei de mais nenhuma. Vi que não há motivo de tanta proteção se o que menos vai ser protegido no fim, é você. Você sai todo cagado, esquecido no canto de uma sala escura. ( Me desculpem a expressão).
A gente ia morar junto. Ia fazer um ano juntos há pouco meses. Construía muitas coisas juntos e pensávamos em tudo que podíamos construir. Ajudava. Pensava em cada detalhe de nossa vida adulta juntos. Filhos. Era uma construção. Estava tudo em obra. Mas de repente você fez uma escolha. No momento em que eu mais acreditava. No momento em que eu já tinha dito todas as suas qualidades e sobre você para as pessoas. No momento em que meu amor, minha crença, tudo tava no apice. Você chegou e destruiu tudo que a gente construiu. Sem pena. Sem dó. Sem consentimento. Cadê o papel do divórcio? Cadê minha dignidade? Meu amor próprio? Foi destruído junto? E sabe o que é pior? No meio de tanta guerra, batalha e destruição, o amor prevalece. Eu te amo, você me ama, mas por alguma razão no mundo a gente não pode ficar junto. E nisso eu enlouqueço tentando entender o porquê.






Minha barriga dói. Meu estômago, na verdade. Aquelas borboletas no estômago não estavam muito bem. Pareciam doentes. Mas não era uma doença fácil de curar. Não era uma gripe, uma virose ou qualquer dessas. Antes fosse, não seria tão doloroso para elas e pra mim. É aquele tipo de doença em que quando você descobre rápido ainda tem tempo de cura, sabe? Doença que despedaça. Destrói. Desmorona. Elas tremiam dentro de mim, por causa da febre muito alta. Sentia uma a uma desmaiando. Pedaços de suas asas caíam em meu estômago, de uma maneira pesada. Algumas não estavam doentes... Ainda. Estava uma confusão. Sentia algumas delas dançando, rindo e sobrevoando sobre meu estômago, mas eram poucas e não sentiam muita vontade de dançar vendo suas amigas se decompondo. Já estavam com pena de suas amigas. Ficavam doentes só de olhar.
Se as próprias borboletas não aguentavam essa situação, imagina eu? Tentava acreditar que as borboletas doentes podiam se curar, ou conviver uma vida tranquila com isso, mas não era o que acreditava no fundo ao sentir as dores das perdas. Queria acreditar que as borboletas que ainda tinham forças, alegria não iriam se abalar pela doença. Mas já estavam.
Agora entendo o quanto as borboletas podem ser assustadoras. Ainda mais quando param de respirar.


Você me incomoda. Mas me incomoda muito. Sinto lá no fundo das minhas entranhas. Me incomoda sorrindo. Chorando. Positiva. Negativa. Não suporto mais ouvir meu celular tocar e ver o seu nome. Não atendo o telefone, pois não suporto a sua voz. Você grita, você se exalta, você surta. Você tentando me irrita, porque falha. Você falhando também me irrita. Destrói meu dia. Meu mês. Meu ano e minha vida. O bom vira ruim. Me sufoca com a sua saudade. A minha é mais longa, e nem sinto que posso respirar. Você bonita, você arrumada, cheirosa, não dá. Você pode se virar do avesso. E as brigas? Ah, é uma atrás da outra, e depois volta atrás. Como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu. Sua fraqueza ou sua pseudo-força. Não dá. Irrita. Muito mimimi. Muito não vou aguentar. Muito vou lutar agora que não adianta mais. Muitos mal entendidos. Aponto o dedo sim. 
Você me incomoda tanto que te amo. Você me incomoda tanto, mas eu te amo.  
Será? 


Orgulho: 1 Conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo; altivez, brio. 2 Amor-próprio exagerado. 3 Empáfia, bazófia, soberba, arrogante.
Olha, não sei se eu te conheço o suficiente pra dizer, e espero que eu não esteja errada, de verdade.  Mas você acha que é uma pessoa arrogante? Soberba? Você pode ter um conceito muito elevado de si mesmo, sim. Mas arrogante? Tsc, duvido muito. – De novo, espero muito que eu não esteja errada, porque de repente um conceito muito bem preso a minha mente vai desmoronar – o mais chato, é que o orgulho torna a pessoa arrogante, sem ela perceber. Ele afasta as pessoas, afasta coisas boas, o amor, o carinho. Afinal, por que alguém teria esses sentimentos se você usa o orgulho como escudo? Aliás, você precisa usar um escudo! Qualquer sentimento, resquício, você destrói. E sem perceber. Está lá só pensando no que as pessoas podem pensar de você. Como elas vão te olhar. Que um dia elas vão ter ver fraco, e isso é errado porque tem que ser forte todos os dias. Orgulho, egoísmo e arrogância, um leva o outro. E não quero que você seja levado. Não quero que machuque cada pessoa que tente te ajudar. Cada pessoa que tente amar. 
Enquanto tem uma pessoa querendo cuidar de você, querendo notícias, estar ao seu lado, você prefere se isolar ao demonstrar fraqueza. Percebe como soa errado? Todos têm fraquezas. Ninguém é sempre forte, alguns nem fortes são. É quase um fingimento pra si mesmo. Dói tanto assim se abrir? Dói tanto assim amar? Dói mais do que perder a pessoa que mais te ama, fazê-la chorar, passar nervoso, não conseguir dormir e ainda se sentir excluída por não parecer tão importante assim? Você sabe que eu não estou dizendo nenhuma mentira, e sabe também que esse negócio de perder não é de hoje.
 E argh, como eu odeio pessoa orgulhosa. Odeio mais que gente enrolada. Mais que gente possessiva. Gente que tenta se matar todos os dias com a droga de um cigarro na boca. Que muda e desmuda com uma  frequência que até se perde. Odeio mais que tudo. Mais que meu medo da morte. Odeio mais do que a droga do meu otimismo que nunca dá certo. Mais que meu nervosismo excessivo. Mais que atitudes sem pensar. Mais do que ficar um mês sem te ver. Eu .odeio. Seu. Orgulho. Ou qualquer orgulho que me afaste de você


Sabe Marcela... Eu vou te contar uma coisa, talvez você não saiba ainda porque não percebeu, talvez você tenha percebido também. Mas vou dizer mesmo assim. Eu sempre estive acostumado a ser deixado de lado, por muitas pessoas, sou uma pessoa reservada até demais, isso você já sabe. Nunca se preocuparam comigo e nunca fiz questão de que se preocupassem. Eu ficava doente, e me cuidava sozinho, ninguém me dava amor, carinho, remédio e nem pena de mim tinham. Não queria pena, queria algum sentimento. Eu fui a minha vida inteira mal acostumado. Me preparei tanto pra crueldade da vida que esqueci que pode ter algo de bom, e quando tem, eu me afasto, acho estranho, resisto. Eu sei que é egoísmo, eu sei que machuca.

Você tem tentando ser algo de bom, e eu tentado resistir. Às vezes sou completamente idiota, admito. Estúpido talvez. Não é por mal, é meu escudo. Eu sei que não preciso ter um escudo pra você, que você quer ser meu escudo, mas não quero que sofra essa crueldade do mundo por mim, você não está acostumada, eu estou, e sempre estive. Não fique chateada, não chore, e não se sinta excluída na minha vida, muito menos sem importância, porque você é importante, você é o meu amor... Eu só quero te proteger, apesar de não querer ser protegido.
 Sempre fui orgulhoso, e você sabe disso também. Minhas idéias às vezes se batem, brigam, e discutem com si mesma porque simplesmente não faz sentido. Mas quem disse que esse tal de amor é pra ter algum sentido, alguma razão? Me entenda. Eu queria você aqui, agora, hoje, amanhã e depois. Mas não quero que me veja sem esse sorriso no rosto que você está tão acostumada. Quero que me veja bem, como seu herói, sua salvação. Pode ser bobeira, pode. Afinal, já te vi completamente doente em minha cama... E nem por isso deixou de ser minha salvação.
Eu te amo Marcela. Não tenha dúvidas disso...



Olha, não vou mentir, não vou dizer que a primeira vez que troquei palavras com você te imaginei como meu príncipe encantado, na real, queria distância de qualquer príncipe ou coisa do tipo. Um milagre eu ter te dado qualquer tipo de atenção. Não achei que iríamos nos beijar. Pensei que ia fugir. Eu quase fugi no meio do caminho pra te encontrar. Você tinha se atrasado um segundo e eu já estava revendo minhas escolhas, medo, talvez. Mas parecia tão que a gente nasceu e viveu o tempo todo um do lado do outro. Que vivi uma vida inteira e uma infância ao seu lado. Éramos melhores amigos e melhores amores no primeiro dia. Eu queria tanto te beijar. Mas queria que me beijasse primeiro. 
Não imaginei que chegaria no ponto em que chegou, depois que nos beijamos, achei que pararia por aí. Só mais um romance de um dia, de um verão qualquer. Mas você não se esqueceu de mim como eu imaginava. Me surpreendi. Continuamos esse romance por uma estação completa... Até começar a mudar de estação. O que já não era só um simples romance. Passara disso. Sempre dizia para fugir, porque se fosse você eu, fugiria. Te desafiava em ficar comigo, porque nenhum aceitara algo tão complicado quanto isso.

Já sabia seu nome completo. Dois nomes e dois sobrenomes... Dizia que te chamaria pelo segundo nome, mas nunca reinou.Seu signo, o mesmo que o meu, diga-se de passagem. Seu aniversário de cor. Sua cor favorita, o azul. Suas alergias. Seus medos. Seu jeito e trejeitos. Sabia o número da sua casa, que nem os amigos mais próximos tinham conhecimento. Um dia descobri seu endereço, por pura manha da internet, nunca vou me esquecer. Até o seu CEP eu sei! Eu teria medo de me envolver com uma pessoa que sabe tanto sobre mim, se eu tivesse no seu lugar eu fugia. Achei todas suas redes sociais antigas. Sou um baú de você. Limpo a poeira e tento cada dia mais entender o que eu tanto amo. Nunca imaginei um dia, dizer que te amo. Nunca imaginei me envolver como me envolvi. Nunca me imaginei com tanto medo de desistir. 


Ele nunca, ou quase nunca tinha uma pontinha de ciúmes sequer. Era bom. Era ruim. Era bom porque não havia discussões por coisas completamente desnecessárias e bestas. Era ruim porque às vezes parecia que simplesmente não havia sentimento algum, já que até os "eu te amo's" era contados e um número bem pequeno. Eram tempos em que aquele casal tinha acabado de sair de uma crise, de enfrentar uma. E ainda se sentiam estranhos com muitas atitudes alheias.
Rose tentava  manter todas suas qualidades mais preciosas, apesar de dar uns tropeços sem perceber vez ou outra. Sua ternura praticava um cabo de guerra com seu nervoso frequentemente, e a ternura usava todas suas forças para ganhar, e quando perdia, era um dos tropeços da vez ou outra. Manteve uma paciência incrível, pois dessa nunca teve. A garota mais impaciente, ela. Mas para o seu bem, o bem dele, o tal "nosso", "nós" e o "eu e você"... Se comportou com um mínimo que não existia antes. Encucava com algumas coisas por pura insegurança pós-crise. Uma versão nova da velha Rose. Até chegar no ponto de fazer sua nova tatuagem.
Precisava acreditar em algo, e estava adiando há uns seis meses qualquer indício disso. Já não havia pessoa, palavra, imagem, forma, voz, música, risada, sonho ou pesadelo que fizesse com que ela acreditasse em algo. Fosse algo bom, fosse algo ruim, possível ou impossível. Queria poder acreditar em tudo. Com chances ou sem . Ter uma chance. E aí colocou a coragem como uma qualidade maior, colocou suas convicções no alto e foi fazer essa tatuagem que significava tanto para ela. Não seria todos que entenderiam mil e uma coisas. Mas significava. Deu uma luz tão grande, um caminho, talvez um espírito Pollyanna dentro daquele ser.
O problema para ele, Erick, nisso tudo foi ser deixado de fora, quando não tinha como passar os limites de sua saúde já prejudicada. Ela resolveu fazer, sem avisá-lo, convidando um amigo de longa data que dava aquela ponta de ciumes em Erick. Ele não sabia que era uma surpresa. Ele não sabia que ela pensara nele a cada segundo. Não parava de falar sobre seu amor, sobre a falta, sobre ele e ele.  Como ninguém a mandou ficar quieta com tanto doce e mel ?  De fato, ela o deixou de dentro da situação o tempo todo, tudo se baseava em acreditar. E agora podia acreditar com todas suas forças, nela mesma, nele e no amor, que aparentava meio vazio desde perder parte de suas forças na crise. Era quase como uma simpatia, e deu certo.

O seu ciúmes explodiu, era tanto tempo sem sentir nada, ou parecer não sentir, que a parte de Rose que achava ruim ele não senti-lo, passou a achar maravilhoso não sentir. Não achara bonito, fofo e nem lindo ter algum sentimento quando viesse junto de joguinhos de vingança, olho por olho e dente por dente. Quando só tinha feito aquilo por um nós mais proveitoso. Não estava sendo traído por ela levar o amigo invés de você. Estava sendo honrado sem saber. E doeu.

"The only way to achieve the impossible, is to believe it's possible"
 - Lewis Carroll 


Todos os dias antes de dormir,  fazia um desejo vago. Um desejo solto no espaço. Não queria que nada nem ninguém o escutasse. Talvez meu otimismo, meu lado de acreditar em mim e nas pessoas. Achava que ao dormir pensando nesses desejos você poderia ouvir em seus sonhos. Ouvir ao fechar os olhos. Talvez tornar um por cento do um por cento realidade. As vezes caiam lágrimas no travesseiro, as vezes apareciam sorriso. No fim, acho que queria só ouvir seus desejos ao fechar os olhos. Ouvir seus pensamentos. Seu coração. Será que eu estaria fingindo sem saber? Fingindo fingir? As vezes só eu não tava sabendo do que estava rolando. Deixa eu ouvir algo, da sua boca, da sua mente, do seu coração ou só um pouco da sua respiração enquanto dorme.


Sabe o que eu quero de dias dos namorados? Não quero presentes caros. Não quero que vá numa loja e compre um celular. Um bichicho de pelúcia. Uma caixa de bombom. Uma roupa. Um livro. Flores. Aliás, não quero que vá numa loja e ponto. Não é de lá que vem meu presente. Não é algo que se consiga com notas coloridas em troca... Ou com um cartão de crédito. Não é algo comprável, até porque comprar é bem mais fácil. O meu presente pode parecer fácil e estúpido para alguns e extremamente desafiador, complicado e quase impossíveis para outro. Para você, não quero que seja estúpido, nem desafiador. Quero que seja. Que funcione.
Meu maior presente? Talvez ver o seu sorriso ao meu lado, talvez ouvir com a boca cheia de orgulho você dizendo "eu amo você". Pronto, meu dia está feito. Estar do meu lado. Segurar a minha mão como se fosse o último dia ao meu lado, até porque não sabemos o dia de amanhã, certo? Eu poderia dizer "enxugar as minhas lágrimas", mas não quero que elas caiam, para depois serem enxugadas. Prefiro dizer que não tenha lágrimas a cair. Só tenha sorrisos, brilho de felicidade. Respeito. Ah, respeito é muito importante, está realmente do top 3. Passar segurança. Passar a idéia "vai dar certo, hoje e sempre", "penso em você, hoje e sempre". Coisas boas, sabe? Seja eterno enquanto dure, mas que dure uma eternidade. O seu abraço gostoso, suas qualidades tão bonitas, você no seu lado mais luz, mais zen, o que tem sido meio extinto. Traga com todas as suas forças as coisas boas. É difícil ser algo que se faz e não se compra né? Eu sei. Eu sei. Às vezes sou um pouco exigente, mas só peço amor, amor sincero, amor verdadeiro. Amar por amar. 

Não precisa me dar nenhum presente a não ser o presente com você.


Aquele era um dos breves momentos de reflexão e paz na vida de Madeleine. Vinham seus melhores pensamentos, reflexões, idéias, e soltava tudo que a vida não deixava a mostra no dia a dia. A hora do banho. Daquela água quente saindo pelo chuveiro e passeando pelo seu cabelo, e pelo seu corpo também.
Mas naquele dia, estava pensando nele, enquanto passava o shampoo em seu cabelo, da maneira que ele tinha ensinado, fechava os olhos, e imaginava ser suas mãos em seu cabelo. Aquelas mãos delicadas e amorosas. Mexendo em seu cabelo com o maior carinho, imaginou cenas, imaginou palavras e momentos. Ao passar o condicionador, lembrou-se das piadas e dos risos nos banhos, do sorriso e do calor que água lhe dá.  O arrepio dos pés a cabeça. Talvez um sentimento de acolhimento. Arranhava seu próprio corpo, sentia o próprio corpo na imaginação de ser ele, uma brincadeira boba em momentos de saudade e talvez até de crise. Estava cheia de medos. Que a fazem agir de maneira que nem ela entende, nem se reconhece.
Imaginou o corpo no seu. As mãos fazendo massagem em suas costas que já não aguentam mais tanto e tanto estresse. Uns beijos talvez, no pescoço. Na testa como sinal de segurança. Um carinho na nuca, na sobrancelha, quem sabe. Um abraço forte que fariam seus seios pularem. Tudo sendo levemente imaginado para tentar tirar essa taquicardia do seu coração, tal que se passa pelo corpo inteiro, cabeça principalmente, com dores e mais dores ouvindo seu coração bater desesperadamente por ajuda. Só queria que não passasse só de imaginação, aquele calor aconchegante. 


dos pedidos de desculpas, é, aquele de quando você estava mau humorado demais para falar comigo. Não falou nem um "Malz ae" por ser grosso, me tratar com descaso. Enquanto a pobre garota bondosa aqui, pede desculpa até se piscar de um jeito diferente, em que não está acostumado. Estou a espera também do arrependimento, é, das coisas que possam ter me machucado, das palavras que saíram da sua boca, em uma briga e outra. Aliás, o arrependimento de uma briga inteira, cadê? Só eu tenho que pedir desculpa a cada suspiro meu? Tenho que pedir desculpa pelos dois? Tenho que me arrepender pelos dois?
A espera das promessas, e olha, foram muitas. E olha, fui idiota em acreditar em cada uma delas, adiando e adiando na minha mente. Sabe aquele texto que eu fiz "promessas?" que no fundo, todas são quebradas? Pois é. Me agarrar nelas é a mesma coisa que me agarrar no monstro mais selvagem. Ainda mais na mais clichê e mentirosa de todas "tudo vai mudar". Ok, pode mudar, mas a gente sempre acha que é pra melhor.
Eu não espero mais em pé, e nem sentada. Eu espero deitada, porque o tempo é longo. Não devia ser, mas é. Dói. E minha dor parece não doer em você. A espera do remorso, do arrependimento, do pedido de desculpas. A espera de paz, alegria, coisas boas de volta. É tão difícil assim?
Hoje, faltam 12 dias pra decisão final. Você parecia ter tomado a sua, estava até feliz com ela. Agora, não sei de mais nada. Sua bipolaridade atacando mais que o normal. Me confundindo, e me fazendo quase explodir. Tic tac tic tac. 


Tenho dois filhos, o Jack e a Alice. Ela é a mais velha, está com cinco anos agora, minha xodó. Ele está com três aninhos, chama todo mundo de papai, porque ensinei a ele que só tem mamãe. Resolvi ser mãe solteira depois de ter quebrado tanto a cara. Até tentei umas duas vezes e meia, em vão, como sempre. Adotei os dois, como a gente tinha planejado como casal anos atrás. Casal que se desfez. Planos que se desfizeram também. Amor, que sempre continua no meu coração, e transfiro para meus diamantes, e minhas pedras preciosas, que são meus filhos.
Demorei uns bons anos pra conseguir adotá-los, afinal, quem vai dar crianças pra uma mãe solteira que não acredita no amor? É quase pedir para não adotar. Mas com muita força, consegui. Agora, até acredito nas suas palavras quando dizia que eu era forte, quando estava me enfraquecendo por você. Quando estava jogando toda a minha força no lixo e toda minha energia fora por você. Achava que era a solução, tão boba. O amor te deixa boba talvez. Que coisa amarga pra uma mãe de dois filhos maravilhoso né? Acho que eles são a minha fonte de alegria, sorrisos e brincadeiras diárias. Morreria e mataria por eles. Gostaria que você os conhecesse. De verdade. Não precisa fingir que vai gostar de conhece-los. Ou vir com falsos elogios para mim, depois de tantos anos. Só vê-los, falar oi, olá, dar um sorriso, se quiser, e ir embora, tá de bom tamanho.
Você seria um bom pai pra eles, tão bom com crianças. Iria rir da minha cara na primeira vacina de agulha deles. Ah, não sei de quem a enfermeira ficou com mais dó, deles ou de mim. Acho que eu tava com mais medo. Chorei, chorei demais, vendo meus bebês sendo furados, chorando, e eu tendo que segurá-los. A Alice tão teimosa, tão teimosa quanto você e eu juntos. Brava, que nem eu. Passou a semana inteira me olhando feio, e eu pedindo desculpa falando que era para o seu bem. E pra dar remédio com gosto ruim? Eu não conseguia fingir que era gostoso pra eles. Minha sinceridade sempre acabando comigo. Eu fazia cara feia falando "eca" junto com eles. E pra dar o remédio a força? Pedia ajuda pro vizinho, e me encolhia ao vê-los chorando. Muito sensível pra fazer essas coisas. Muito manhosa. Mas tô pegando o jeito, apesar de algumas coisas de ser mãe sem você, ser tão doloroso.
 E com o Jack? Não sei nada do universo dos meninos, tento jogar futebol com ele, e ele ri da minha cara, "mamãe, você não sabe nem fazer um gol!", tadinho, ainda tenta me ensinar. Mostrei o mundo dos jogos e dos desenhos legais pra ele. Ele é melhor nos jogos do que eu e você juntos. O menino é um prodígio. Conseguiu passar o tutorial do DOTA, que não consegui até hoje. Crianças, sempre muito inteligentes. Você ficaria orgulhoso, de cada passo delas. Eu ficaria orgulhosa se você estivesse do meu lado.


Estava analisando, e descobri. Descobri que você é meu Chuck Bass. E isso não é bem uma coisa boa como um príncipe encantado de qualquer conto de fada clichê, ou um personagem utópico de algum filme de comédia romântica. Ser meu Chuck Bass só é uma coisa boa se formos tão fortes e persistentes como a Blair e o Chuck. E duvido que sejamos. Talvez um amor incondicional como aquele nem exista. Um amor sodômico, sádico, sofredor como aquele pode até existir, acredito muito mais nessa parte. Mas uma das características crucias, e que provam que você é meu Chuck, é que a gente pode se matar, mas a gente sempre volta a se falar, a gente pode dar um tempo, que a gente sempre volta a se olhar, a gente pode pensar em terminar ou terminar, mas a gente sempre vai continuar a se amar, por mais sádico e estúpido que seja. O mundo dá voltas e voltas e sempre vai chegar no nós, de novo. Não adianta querer fugir dessa situação, o universo vai fazer com que as conexões sejam feitas. Afinal, nós mesmos não conseguimos nos desconectar. Ok, agora ser o Chuck Bass deve estar soando como uma coisa do destino e que ele quer nos unir sempre.

Ele é um grande egoísta, você pode não ser esse grande egoísta, mas tem egoísmo iguais o dele. Pensa tanto nele mesmo que esquece que há outro envolvido, egocêntrico de certo modo. Ele acredita em cada mentira sobre sentimentos da Blair. Ah, a teimosia, com certeza é tão chuck quanto você, e tão você quanto Chuck. Não aceita estar errado, não aceita um não como resposta. Foge de momentos de sentimento, pois ele quer se demonstrar frio demais para isso. Quando na verdade, ele sente. O fato dele ser o maior sedutor, também condiz um pouco com a sua pessoa. Não pelo seu presente, mas talvez pelo seu passado sem muito amor e só proveitos. De certo modo, ele protege a Blair, mas não demonstra que é por amor. A preocupação também. Tudo escondendo qualquer sentimento dentro de si mesmo. Chuck machucou Blair, e por mais que machucasse eles voltavam. Ele tentou pedi-la em casamento mil e uma vezes, e sempre algo dava errado, sempre brigavam, discutiam e mudavam de idéia. Ele guardou o anel o tempo inteiro. As vezes a Blair o procurava, as vezes ele a procurava, e nem sempre o destino estava do lado de algum deles. Será que teremos o mesmo fim que esse casal teve? A Blair tão sensível quanto eu, e o Chuck tão frio como você?


Qualé dessa psicologia reversa que acha que vai mudar alguma coisa? Tenho um problema, ah, vou fingir que ele não existe, que passa. Que se resolve. Quem foi que inventou que isso funciona? Que inventou que isso é uma solução? Quem inventou que fugir é a melhor escolha? Algum preguiçoso que quer tentar se dar bem na vida? Fugindo, se afastando, fingindo. Nunca encarar nada. Fingir estar tudo bem. Não conversar,  não olhar, não desejar, não nada. Esquecer promessas também, se prometi algo que não sou capaz de cumprir, eu simplesmente esqueço. Finjo que não existiu e nem peço desculpa por isso. O que passou passou, é assim?
Entendo aquelas frases clichês, em que essa do "o que passou passou" se encaixe sem muitas indagações, como "quem vive de passado é museu". Ok, se encaixa. Mas fugir sem explicações, se afastar, se isolar de um mundo porque é a maneira mais fácil pra você, soa tão egoísta, tão egocêntrico. E até meio imaturo de certo modo, porque ninguém nasceu para fugir o tempo todo, agir como um fugitivo, você já nasce enfrentando dificuldades. Por que viver pulando de galho em galho? Você chama isso de viver? Viver com sinceridade? Viver com respeito aos que estão ao seu redor? Às vezes me pergunto se eu sou normal demais nessa sociedade louca, ou louca demais numa sociedade normal. Pareço deslocada no meio dessas atitudes.


Não uso óculos. Quer dizer, deveria estar usando nesse exato momento, mas não uso. Não em casa. Por que? Porque prefiro viver no meu mundo fechado, no meu arco-íris cheio de unicórnios, e coisas fantasiosas. Viver no mundo do sonhos, do conto de fadas e amor adolescente. Viver qualquer coisa que me faça sorrir e faça com que meu coração pulse de uma maneira boa. Prefiro tudo isso, do que enxergar o que me espera ao chegar em casa. O que me espera ao tentar falar com alguém que amo. O que é o amor, pra que enxergar? O amor é o que a gente enxerga sem o óculos, porque com ele, é só mais uma coisa que vai te machucar no meio das outras. As pessoas também. Os sentimentos que ela envolvem ou fingem envolver. É quase como se você tivesse que manipulá-las pra você ser feliz e elas também. As pessoas fogem da felicidade e eu tento encontrá-la tirando o óculos da minha face todo dia.



Quando a gente se conheceu, você já dizia que eu era sua por direito. Achava meio estranho, meio rápido demais, ao mesmo tempo que lindo. Quando a gente se conheceu, você já queria casar comigo, porque eu tinha qualidades demais pra ser verdade. Acho que até colocaria a sua mão no fogo por mim. Você me chamava de amor na primeira semana que estávamos juntos, e digo juntos, não é namorando, e sim só juntos. Foi o primeiro a dizer eu te amo, enquanto eu enrolei bastante. Você nunca me chamou por nome ou apelido, era só "amor" e "eu te amo" pra todo lado.
Agora? Bom, agora, você nem sabe mais o significado de algumas coisas tão importantes. Não sei se ainda acha que eu sou sua por direito, ou você é meu. É o simples "vamos ver no que vai dar". Casar? Mal sabe se que me quer como namorada, deve se perguntar todo dia se não foi uma escolha errada. Me chamar de amor, está extinto. Sua diversão do dia é ficar bravo comigo, me chamar pelo nome inteiro, apelido, e até nome completo, pra demonstrar essa raiva incubada desnecessária. Eu te amo, agora eu que sempre falo primeiro, e você que enrola pra me torturar, fazer com que algum bicho me destrua pouco a pouco por isso. Você ainda colocaria a mão no fogo por mim, coloca todos os dias, mas não no bom sentido. Achar que nunca vai se queimar, brincando descaradamente com esse fogo. Cuidado, não foi dessa vez, mas pode se queimar.


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