segunda-feira, 24 de março de 2014

Se solte para o amor!

Vou contar uma história. Do amor. Mas o de verdade. O mais lindo, simples, natural e inocente que possa existir. A vida toda, você é ensinado que o amor é de um jeito, de um padrão x. Já vou destruindo suas convicções e crenças te dizendo: Não é. Isso mesmo, não é. O amor não é encontrar alguém idêntico a você. Não deveria existir o termo "alma gêmea", porque amor não se qualifica em ser gêmeos. Amar não é gostar da mesma coisa, seguir os mesmos passos, os mesmos caminhos, ser o seu irmão gêmeo. Amar, pode contar como ser o seu melhor amigo, companheiro... Andar de mãos dadas sim, mas não pelo caminho inteiro. Andar juntos, mas também aprender a andar assim, e de mãos dadas em alguns momentos. Amar não é relatar tudo por fotos e mostrar pra todo mundo o quanto você tá feliz, é de fato viver essa felicidade e não ligar para o que os outros digam, afinal, esse momento é só seu.
Digo mais, sabe o primeiro eu te amo? É, quando você começa um relacionamento. Há aqueles que são automáticos, tais como bom dia, boa tarde, boa noite, ou como um oi ou olá. Mas o de verdade, natural, é aquele, que você se segura por medo de machucar o outro ou si próprio, mas mesmo assim solta, e quando isso acontece, seus olhos e do seu parceiro se enchem de brilho, lágrimas, de alegria, e sorriso, abraços, e uma luz reluzente por você inteiro, daquele sentimento contagiante. E ah, sabe aquele seu seriado favorito? É, aquele seu/sua namorado(a) disse que não gostava nem mesmo antes de ver? E você falou pra assistirem juntos e ele(a) cedeu? Então, caminhar juntos, e aprender, ou reaprender a andar com a outra pessoa, entrar no mundo da outra por completo. Nas manias, nos medos, na mente. Saber o cheiro dela, quando passa um perfume. Saber que quando pisca de um jeito é uma coisa, quando arranca folhas da arvore é outra.
Amor, é equilíbrio, amor é sintonia. É sentir antes de conhecer, é ter o coração acelerado de ouvir a voz, é passar um filme do resto da vida de vocês juntos só de olhar pros olhos brilhando um do outro. É carinho, é inocente, é adulto. É poder brincar que nem criança, mostrar a lingua e chamar de bobo, dar aquela risada gostosa. É ficar deitados num dia frio embaixo da coberta, fazendo carinho um no outro até adormecer. É discutir sobre os problemas da vida e o futuro juntos. É ler as cartinhas de amor que o outro fez só pra se lembrar de cada momento. Ficar arrepiado ao lembrar do final de semana, ou do dia que ficaram juntos. É tão mais complexo, e mais simples que imaginam. Tirem essas minhocas de suas cabeças, e amem de verdade. Sem medo. Sem regras e padrões.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Unbelievable

Tsc, tsc, essa sociedade. Agora, vocês vem me dizer que não basta eu sentir algo? Não importa eu sentir? Saber que é verdadeiro? Lutar? E por minha alma nisso? Sério? Sério mesmo? Agora, eu sou obrigada a provar para cada ser, cada indivíduo, conhecido, desconhecido, sendo membro da sociedade... Provar a minha felicidade, meus olhos brilhando, minha alma, minhas borboletas no estômago, meu coração acelerado ao ouvir a voz, ao ver, abraçar, beijar, ler uma carta ou ouvir uma música que me lembre dele, meu sorriso de amor (porque como a "sociedade" diz o sorriso que eu tenho não é de amor). Basicamente, eu tenho que provar o meu amor por alguém?Aliás, pior, tenho que convencer alguém do que eu sinto, é um jogo? O que eu ganho te convencendo? O que eu perco? Tenho que postar declarações de amor todos os dias? Mostrar tudo publicamente? Do mais simples ao mais intimo? Gravar sorrisos a cada segundo, e publicar para o mundo, logicamente. Fotos, muitas fotos, criar uma fantasia falsa de um casal perfeito 24 horas por dia. Pra onde estamos caminhando? Pra um mundo que o amor só vale se tiver todas as cartas na internet (é, pensou que eu ia falar, na mesa? Os tempos mudaram).

A felicidade não se resume em um único sorriso, um amor não se resume numa foto ou numa conversa, e os relacionamentos não existem para ser provados. Ou alguma vez você teve que provar a alguém que ama a sua mãe? Um desconhecido? Ou vice-versa, provar que ama o seu filho. Então por que qualquer outro amor seria diferente? Por que um amor não pode ser maduro e intenso? Ou só maduro? Ou só intenso? Por que tudo tem que ser tão quarta série para valer a estrelinha no fim do dia? Por que as pessoas não passam a olhar para o próprio nariz, a própria vida, os problemas, os pseudo-relacionamentos delas? Invés de se dizerem "donas da verdade". Use a sua verdade para si, não espalhe discórdia por aí. 

Cresça e (des)apareça

quinta-feira, 20 de março de 2014

Uma dose de terra do nunca, por favor.


Nós crescemos. Mudamos. E o tempo passa. Não dizemos eu te amo com tanta frequência, não nos apaixonamos todos os dias pela mesma pessoa, não sorrimos com as pequenas coisas da vida. Não nos permitimos sentir medo, sonhar. Os sonhos vão embora quando se toma um choque de realidade, é visto como a vida pode ser cruel e massacrar cada sonho seu, um por um, pouco a pouco, ou até mesmo como uma bomba. Não nos permitimos brincar, curtir, viramos pessoas chatas que só levam tudo a sério, falas, brincadeiras e o jeito de viver a vida. Ao invés de fazer perguntas para aprender mais, sentimos que somos os donos da verdade, e temos que espalhar essa "tal verdade" pro mundo, sem questionar e ninguém podendo contrariar. As amizades vão embora, todos ficam sem tempo, por causa de notinhas verdes com números escritos, por causa de pedaço de papel. Pare, e pense comigo como chega a ser ridiculo, perder sonhos, sorrisos, brincadeiras, amizades por um simples pedaço de papel, ou um pedaço metálico para os mais moderninhos. As nossas próprias crianças já estão nascendo com um espírito meio inocente nesse sentido. 

Por essas e outras que sempre tive medo de crescer, não queria, é. Virar essa pessoa chata que leva tudo tão a sério, mas gostaria de levar com a leveza da infância. Ainda digo eu te amo todos os dias, ainda conquisto e reconquisto todos os dias, mas há quem não faça isso, e me dá um aperto e tristeza no coração, já houve tempos que contei quanto tempo demorou para alguém dizer eu te amo, e olha, que demorou mais do que eu gostaria. Sorrir pelos pequenos detalhes da vida anda difícil, porque ela mostra tantos desafios... E os sonhos, ah, sempre fui uma garota sonhadora, mas os tapas, murros e beliscões para acordar que tenho recebido não me motivam tanto quanto antes. Ser adulto é um saco, me desculpem as palavras. Mas queria ser o Peter Pan, fugir para terra do nunca... E viver a inocência de ser uma criança pra sempre.

terça-feira, 18 de março de 2014

Queria concertos.

Queria sentir sono. Porém, sentia raiva. Insônia. Pensamentos sobrevoando à sua volta. Queria sentir amor, porém sentia pena, é, de si mesma. Queria sentir força, mas elas estavam inacabadas, e seu poço pra repor estava fechado pra conserto. Fraca, tão fraca, mal conseguia ficar em pé, nem mesmo mesmo deitada. Sentia dores interiores e exteriores. Eram nos seus orgãos vitais, nos ossos, na mente. Sentia seu corpo arrepiar, se transformar, com medo, pavor do futuro. De ser tão errada, de continuar tão errada, de não ter concerto. Tantas dúvidas, medos e pavores. No meio disso a raiva ia passando... Mas as borboletas no estomago, não as boas, as negras, estavam se suicidando, e era um sentimento, um sentido tão forte e inexplicável. Se arrepiava, por não entender. Queria ter uma chance de ser você, e ser amada sem consertos. Só se fossem Concertos, se é que me entendem;

segunda-feira, 17 de março de 2014

Desapegando ao apegável.

Fuck you, boy.
Tinha que praticar o desapego dentro de um relacionamento. Não, não era um relacionamento perdido, não era um que já tinha terminado ou estava prestes a terminar. Era um relacionamento saudável e estável, ou pelo menos parecia. Ah, como aquilo a machucava, só ela tirava forças de onde não existia para fazer provas de amor que sempre eram rejeitadas. Todas suas tentativas eram no fim um fracasso completo, não por sua parte, mas pela do próximo.
Desapego. Desapegar a sentimentos, beijos, abraços, carinhos. Um olá, um olhar. Desapego ao bom e velho eu te amo, que as vezes só servia como um meio mais romântico de pedir desculpa por ser rejeitada. Não era a primeira vez que isso acontecera, msa nunca foi tão intenso. Não podemos nos olhar, não podemos nos sentir, nos abraçar, beijar, era quase como pura idealização esse tempo todo para Natália. Queria escrever sobre amor, mas estava proibido de senti-lo. Era como a foice. Era escondido, idealizado, a distância... E se ao menos o outro alguém movesse uma migalha por alguma coisa, mas nem isso se esforçava mais. Tudo sendo jogado no lixo aos poucos, até onde isso ia? Queria botar fé, acreditar, se convencer todos os dias. Não, não e não. Desista pobre Natália. Continue chorando pelos cantos sobre esse seu pseudo-relacionamento. O que você faz por ela? Enquanto ela se mata por você?

quinta-feira, 13 de março de 2014

Apaga...

Digita. Apaga... Digita... Apaga... Digitando... Apagando. Digitou. Apagou. Digitou. Chorou. Apagou. Digitou. Se arrependeu. Apagou. Digitou. Pensou duas vezes apagou. Pensou mil vezes. Digitou. E apagou. Só queria escrever uma história bonita. Uma história de amor.


sábado, 8 de março de 2014

Feliz dia internacional da hipocrisia mulher

Era aquela típica data que se recebiam flores (de papel ou de verdade) em seu local de trabalho, chocolates em sua instituição de ensino, e todos os homens te diziam "parabéns". O mundo da mulher parecia lindo por um dia. Ou será que aquele parabéns ela pelo simples fato por aguentar tanta pressão, machismo, medos, regras impostas... Ou por não ser com eles? Agradecimentos a si mesmos deles poderem ser os opressores e elas as oprimidas. Você já sabe de qual data eu estou falando, não é? O dia internacional da mulher. Que queimaram sutiã, conseguiram direitos e direitos. Mas até hoje não conseguiram o direito de serem respeitadas, falar abertamente sobre sexo, de poder andar como quiser, fazer o que quiser com a vida e o seu corpo. O direito de não ser sua culpada por tudo, "olha só a sua roupa, você pediu", o direito de poder sair com quantos homens quiser, não estar na ditadura da beleza, não precisar ser magra demais, ou arrancar todos os pelos do corpo com dor, ou até ter filhos e casar se quiser ou não.  E o direito de continuar sendo mulher mesmo gostando de outra mulher.
Mas havia um casal no mundo com suas expectativas e realizações nesse dia :

— Amor, que presente vai me dar hoje?
— Não dou presente nessa data, já te dou um presente todos os dias, e você sabe disso.
— Que presente?
— Te dou respeito, te deixo livre, não imponho regras de ditadura, seja de beleza ou qualquer outra. Não te peço pra aprender a cozinhar ou a fazer as tarefas domésticas, e isso nunca me impediu de te amar, e nem vai me impedir de me casar com você, quer dizer, caso você queira casar... Caso queira só ficar juntinho sem muito rótulo, também topo com um sorriso no rosto. Porque a sua felicidade é a minha, e são poucas pessoas que entendem o quão difícil possa ser todos esses direitos e falta deles, mas estarei do seu lado pra te apoiar. Te dou meio respeito e admiração por sua força, todos os dias.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Novo passo?

Pensava pensava e pensava demais. Pensava no passo do futuro e o depois e depois desse. Analisava cada plano, cada piscadela, cada respiração do seu futuro. Tinha medo, muito medo. Medo de se arrepender. Das coisas não darem certo. De tudo acabar. Do seu amor não aguentar vê-la todo dia. Das intimidades. Das tarefas doméstica, da vida vida fora das asas de sua mãe. Medo de machucar. Machucar a si mesma, o seu amor, sua família. Medo de perder sua individualidade. Medo dele não aguentar sua tpm todo mês, cólica e cabelos no box. Medo de tudo virar rotina, o mistério ir embora e com ele o amor também.
Era medrosa e pensativa demais, e ainda planejava num futuro próximo adotar uma criança. Tinha medo de não ser madura suficiente para algumas tarefas, mal sabia cozinhar, limpar e esses afins que seu namorado sabia muito bem... Mas ele nem sempre estaria do seu lado, não é? Tinha medo da vida, medo de não conseguir sobreviver aos desafios que ela te propõe. Passou uma parte dela sonhando acordada, idealizando coisas irrealizáveis. Era meio Alice no país das maravilhas, ou alguma princesa da disney com a mágica de suas fadas madrinhas... Porém passou sua vida inteira ouvindo que são só desenhos, só sonhos, só idealizações. Daí veio tanto pensamentos, tanto medo.
Queria ser uma super namorada, super esposa, super mãe. Ter super poderes, ser heroína para alguém. Ser a musa inspiradora. Anda amando como nunca amou antes, deu alguns tropeços imperdoáveis, tais que foram perdoados. As vezes se perguntava, como não chamar isso de sonho? Se tudo desse certo, iria acreditar fielmente no impossível e jogar o pessimismo de lado, tatuando na costela a frase:
the only way to achieve the impossible, is to believe it's possible

segunda-feira, 3 de março de 2014

Deriv(ação)

DesÂnimo. Infelicidade. Ela mente infelizmente. Ela se arrep(r)ende e prende à .Depressão. Se es(n)forç(c)a com os os próprios pensamentos. Tem que ser fortemente mente mente ela mesma. Sentia-se com muitas mentiras dentro da sua ([a]ca)alma. Chora. Se irr(gr)ita. Amaré(i) você. H([e](rói)) as unhas de preocupação. Tem que ag(r)ir. Lá(gri)mas (tam)bém... por socorro. (Reve)la quem você é. Eu te n(amo)ro (amo)r, te [ela](ama)r.

Pulando um capítulo.

Aquele capítulo da sua vida estava na metade, inacabado, achava que iria continuar, mas na metade parou. Parou sem ponto final, sem vírgula, talvez houvesse reticências, mas tais imaginárias, na sua doce mente iludida. Luxúria. Perigoso. Proibido. Dor. Sofrimento. Talvez se o capítulo continuasse aparecesse esses quesitos, que foram apagados com fogo, queimaduras no papel... Um pouco delas machucaram o corpo e mente da pobre Melina, com algumas queimaduras de terceiro grau. Um novo capítulo estava para começar, mas ao olhar para si mesma, sabia que estava trancada ao inacabado capítulo anterior. Os personagens se mantiveram, quer dizer, alguns... Os vilões foram descartados. Ela só não entendia porque não fora descartada também, era a maior vilã, monstra, rainha má, ou seja como queira chamar, da história. O anjo, o herói sempre se mantia, e como tal, com suas qualidades inigualáveis. 
No capítulo anterior Melina não se amava, não era feliz consigo mesma, e tomou 5 comprimidos para tentar um coma, que falhou. Ouviu o telefone tocar e acordou. Argh, que droga. Ninguém a merecia respirando, nem ela mesma. Se sentia mal pelas coisas vilanescas que fazia toda vez que tinha a chance de respirar e estar viva, ou seja, o todo o tempo. Não dava valor a vida, e as coisas boas que ela a trazia. O anjo fazia uma surpresa que ela estragou sendo uma vilã. Como um anjo e demônio ficam juntos? O próprio demônio acreditava ser um anjo algumas vezes.. Doce ilusão. Era o anjo no telefone. Capítulo confuso, e fim. Parou? Mas já? É, meu leitor, avisei que era curto e de repente fim. O fim podia retratar a morte, a morte de um sentimento, a morte de um ser, de uma mente, da paz, do amor, da felicidade. Ou talvez um ressureição, mas não era acostumada de mulher capítulo sem um ponto final, virgulas ou afins, não era acostumada a mudar de capítulo e sorrir. Teria que tentar trazer forças inexistentes.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...