terça-feira, 29 de abril de 2014

Nós ou nós?


Caro leitor, lendo esse título já deve pensar "do que essa pessoa está falando? Repetindo a mesma palavra, mesma sentença, quer nos deixar confusos?", mas caso seja uma das poucas pessoas sagazes já deve ter percebido o sentido só de piscar os olhos.

Nós. pronome pessoal de dois gêneros : " a gente"
Nó(s). Laço(s) apertado(s), 
Embaraço(s)estorvo(s)

Nós estamos juntos. Ou parecemos estar. Eu acho. Nós só me traz nós. Nós na cabeça. Nós no coração. Ai, que confuso. Essa mesma palavra para dois significados diferentes. Vomito nós pelas minhas entranhas. E dói. Os nós se apertam. Nós nos apertamos. Me sinto com uma febre. Tremenda. Tremendo. Seria nós ou nós? Os dois não caminham mais juntos. Os dois indivíduos? Os dois nós? Os dois nó(s) e nós?.

Nós na garganta, alguns cegos, completamente cegos. Não tem como reverter. Tem como esconder. Morreria pelas palavras que não disse. Que engoliu. Ficaram entaladas. Se embaraçaram umas nas outras... Formaram nós.
Isso que nós era(mos)... Estorvo. Laços apertados. Embaraço. Nossos laços de fatos eram tão apertados, pelo menos, para mim, parecia ser. Mas o que ganhava? Os laços, estorvos, embaraços? Nós éramos feitos de nós. Os nós eram feitos de nós. Um já não vivia sem o outro. Que coisa errada. Que coisa doentia. Que coisa presa. 
Queria me soltar desses nós, e me soltar desses dois nós juntos. Só um bastaria. Eu e você. A gente. Nós. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

I will go on


Enquanto houver mais "eu te amo's" do que brigas, do que "eu te odeio" "não te quero mais" "não vamos dar certo"... Eu vou continuar. Tudo bem, tudo bem, os "amo você" e "eu te amo's" são mais meus do que dele. O interesse e o sentimentalismo ao extremo também. Quando quero gritar meus sentimentos, ele só quer sussurrar pra si mesmo. As vezes uma palavra basta pra eu saber que nada disso foi em vão e nem será. E não são palavras clichês, são do nosso mundo, que sós nós mesmos vamos entender. Algo que só a gente tem. Há cerca de 300 palavras de amor, e o tal clichê amo você, contra 25 palavras não tão legais de brigas esquecidas, no baú das coisas que não precisamos mais. Porém as vezes me sinto sufocante, roubando o ar, roubando momentos e planejamentos. Roubando passos. Deixe ser. Deixe estar. Enquanto pudermos, vamos nos amar e só amar. Mesmo que cada um da sua doce ou amarga maneira. A gente se entende nesse mundo meio normal, meio louco.

Pessimismo doentio.

Sabe quando você tá doente e todo seu pessimismo vem? Está acontecendo. Mas dessa vez, de uma maneira que nunca antes. Não sei se minha cabeça já está duplicada ou quadruplicada de preocupação, minha imaginação ou uma preocupação real. Um medo real. Quer dizer, o medo é real, porque estou sentindo em todas as minhas veias.
Assumo, estou pensando no pior dos piores. Pensando que vou ficar internada, não vão descobrir o que eu tenho. Ou quando descobrirem, será tarde demais. E só restará eu e eu mesma, aos prantos, enfrentando todos os meus maiores medos, assim, puft, de uma vez só. Quero me convencer da maneira que tento convencer aos que estão ao meu redor, de que eu estou bem. Alguns acreditam, se convencem, mas só estou mentindo pra mim mesma, e pros outros. Talvez eu esteja bem, talvez seja um drama, uma tempestade em copo d'água. Mas nunca me peguei chorando de desespero, como foi. Os médicos tentaram me fazer acreditar que estava tudo bem. Fiz exames. Diversos deles. E se um exame faltou, e se um exame não foi cogitado? E se? E se? Será que eu vou sobreviver? Será que vou ficar dias num hospital, ou dias numa cama? Será que terei desmaios de fraqueza? Serei que ficarei em observação? Terei uma doença rara? Ou uma não tão rara, mas tão grave quanto?
Eu vou morrer. Eu sinto. Sinto que não está tudo bem. Meu corpo está me passando sinais que não consigo entender mais. Choro escondido debaixo do cobertor. Choro escondido trancada no banheiro. E ah, no banho me desabo. Vendo esse sintoma filho da puta rolar e aparecer. Fingindo estar tudo bem, sorrindo, confiante e positiva, pra não machucar e piorar mais os que amo. Só eu mereço esse drama e talvez tempestade no copo d'água. Seria em vão preocupar tantas pessoas se não fosse nada, e se for também, afinal, pra que tanta dor acumulada?

domingo, 27 de abril de 2014

Os bobos, bestas elogios.


Era algo que nem todo mundo entendia. Os elogios ao extremo não soavam tão bem como elogio, mas os "xingamentos" soavam. Ah, era o amor do século 21. Nada de "querida, fofa, lindinha" e seus amigos elogios. Parecia mais mágico, mais bonito e mais como elogio coisas como: boba, besta, retardada, troxona, louca, teimosa. Pra certas pessoas isso seria um dos piores xingamentos, mas para esses simples jovens eram mais do que amor. Achavam tão tão forçado esses elogios ao extremo. Logicamente havia um elogio ou outro que faziam disso mais amor, mas não se fazia só deles. Não se perceberia amor com um "querida", mas sim com "ai, como você é besta" "para de ser retardada", dando um sorrisinho tímido de lado. Brincadeiras eram o ápice dessa paixão, carinho, e amor. Soava mais natural, mais real e menos idealizado. Afinal, qual a graça de ser perfeito o tempo todo pro outro? E se o perfeito ser ter defeitos? Amar os defeitos e transformá-los em elogios, essa geração fez um bem e tanto nesse quesito!
Ouvimos dizer por aí de nossos avós e até pais, como era tudo tão diferente quando eles eram jovens. Mas não seria uma coisa boa ter mudado tanto? Mulheres e homens se tratando igualmente, ou pelo menos tentando... A onda, a massa da sociedade estando tão focada num machismo desnecessário, não haver tanta conversa. Hoje há. Há conversa. Machismo? Ainda tem, mas é tão mais leve. E é leve por causa dessas besteiras que antes eram vistas como coisa séria. A leveza que o amor pode ter. Não há casamentos arranjados, a beleza e a riqueza não é mais importante do que caráter e sentimento. Manter as aparências e pensar tanto no que os outros falam, não é mais tão importante. Há regras, há exceções. Mas a liberdade possível agora é um caminho belo pela frente, pelo o amor, do jeito que quiserem amar, do jeito que quiserem lidar com elogios ou pseudo-eles.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Eu posso.


Se permita dizer a si mesmo todos os dias, o quanto é capaz. O quanto você pode. O quanto você consegue. E se lembre de todas as suas lutas. Erros, acertos, choros e  raiva. Todo o seu aprendizado que teve até aqui. Porque no momento que alguém apontar pra sua cara, com a boca espumante de críticas, cuspindo na sua cara todas as coisas ruins, seu escudo vai ser tão maior, tão mais seguro, mais cheio de si, de todas as suas qualidades e falta delas, mas a falta que só você sabe.
Não se permita ter que deixar alguém dizer o quão boa ou quão ruim você é. Só  você sabe disso. E as vezes pode se surpreender, a pessoa que supostamente deveria te apoiar, pode te esmagar sem sair uma lágrima do rosto, a não ser do seu próprio. Não deixe alguém que você ama falar que você não é capaz, não luta, e espera um milagre. E não deixe alguém que te odeie falar isso também. Cale a boca dessas pessoas, com o seu sucesso. Afinal, você sempre imaginou essas pessoas vendo seu sucesso, ali, sentados, com a sua vida medíocre. E sucesso, não digo riqueza em dinheiro, digo outro tipo de riqueza. Não deixar o dinheiro te consumir, não escravizar as pessoas, não tratá-las com descaso e colocar o que você ama em primeiro lugar, isso é sucesso. E vida medíocre, pode ser o rico, pode ser o pobre, aquele que só se importa com dinheiro e destruir o que está à sua frente para se sentir melhor, esquecer do amor, da família, dos amigos em prol de uma felicidade que não existe, e quando chegar nessa "felicidade", só entender que nada daquilo fez sentido.

Você acha que me conhece, não me conhecendo. Você me conhece, achando que me conhece de verdade. Quando na verdade julga meus atos, minha capacidade e minha luta. Só nós mesmos nos conhecemos, não há amor, psicólogos ou qualquer tecnologia que seja capaz de dizer uma verdade absoluta. Só não venha me botar pra baixo e desanimar, quando só queria um beijo de boa noite no fim do dia. Saber que está lá por mim, quando esse tempo todo estive por você. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Think & Overthinking


"I'm friends with a monster that's under my bed
Get a long with the voices inside of my head You trying to save me Stop holding your breath And you think I'm crazy, yeah, you think I'm crazy"

Acho que todos já estavam cansados de saber e ouvir a mesma história. Aquela mania destruidora de Bianca. Começando pelo passado, ah, que prazer insaciável era pensar no que poderia ter sido. "Ah, se eu não tivesse atravessado a rua aquela hora" "Se não tivesse feito tal escolha" "Se não tivesse desistido de certas coisas que devia ter persistido" e se... E se, e se. E se! E se? Era só isso que passava em sua cabeça. Valeu a pena chegar até aqui? Muitas escolhas pareciam tão tão mais com tropeços que de repente lá estava ela com a cara no chão, que aqui poderíamos chamar o chão de situação. Puft, do nada, lá estava ela. A vida é feita de ganhos e perdas. Mas será que o que estava ganhando era mais valioso de tudo que perdeu no caminho? Ah, ainda pensa em Buenos Aires. E pensa com tanto carinho, e raiva ao mesmo tempo, se chamando de covarde por ficar com o pé atrás. O pé atrás deu ganhos, no mínimo. Queria poder se desafiar mais, queria se sentir mais livre. Jogar tudo pro alto e dizer "É isso que eu quero, e vou fazer o que for preciso, e passar por cima de todos por isso". Hahaha, mas nessa jornada toda de ser uma pessoa tão determinada e ousada, o sentimentalismo a prendia. Talvez, ela mesma se prendia de fato.
Mas não pensava só nisso, pensada no futuro também. É, já perceberam né, só pensa pensa pensa e pensa. Viver o presente, o agora, era tão difícil, pois estava pensando em como seus planejamentos iam dar certo. Pensava na sua morte. É, de novo. Estava num tratamento, indo num psicologo pra tratar essas questões difíceis. Queria saber qual a razão de viver, se é pra morrer? Qual a razão de viver se tanto se sofre, e pouco se diverte. Se muito se trabalha e pouco se aproveita.  Tinha uma certa revolta do mundo e suas padronagens. E suas idéias impostas, quase pregadas no cérebro de cada pessoa que nasce. Pensava com si mesma, será que daqui seis meses, um ano, vou estar como minha expectativas filhas da puta (me desculpem o palavreado) tanto me fazem sonhar? Será que vou tá feliz? Vou estar num trabalho que não seja tão escravo, como 10 horas de trabalho e trabalhar nos dias que supostamente deveriam ser de descanso? Será que vou ter uma família? Uma casa com ela? "Vamos viver o agora" todos a diziam. Mas queria no minimo saber se um por cento do que pensa vai dar certo. Pois suas expectativas e pensamentos, mais a derrubaram do que motivaram. O que mesmo assim, não a deixava de pensar pensar pensar, até explodir de sentimentos dentro de si mesma.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O que vêem X O que realmente é

Sabe aquela pessoa solteira que vê nas redes sociais todo mundo namorando, e de repente sente aquela ponta de inveja, sente vontade de ter um amor, de ser um casal daqueles? É, essa pessoa só vê o que quer ver. Só vê as fotos as fotos bonitinhas. Só vê as fotos mascaradas de um relacionamento. Os presentes de aniversários, os ovos de páscoa, os sorrisos, os beijos, os abraços. Realmente, essa parte boa é linda de dar inveja, não a culpo. Mas e se visse as fotos dos momentos de raiva? De choro? De decepção e pontadas? O que? Acha que nenhum relacionamento tem isso? E tem. E é esse mesmo que tanto inveja. Por trás dos sorrisos, há corações machucados por decepções passadas no relacionamento, que de fato, ainda não superaram. Há problemas, e tantos problemas. Fixam problemas no relacionamento, mas continuam sorrindo pras suas câmeras e seu público online. Postam frases apaixonadas, declarações de amor... Soa tudo tão perfeito. Talvez seja, mas não no relacionamento inteiro. Não 24 horas por dia. Eles se amam sim, mas o amor não é o suficiente as vezes. Tem os seus problemas. Problemas pessoais, problemas familiares. Problemas de falta de tempo. Tpm é o mais básico de todos, por exemplo. E junta tudo, e BUUM! Mas não é isso que a pessoa que olha cada casal enxerga, não é?

Ninguém enxerga por trás de um casal feliz todos os passos, superações, força e crença no amor deles. Mudanças radicais, mudanças sutis que são feitas praquele sorriso naquele momento. Isso quando o sorriso não é forçado. As pessoas tendem a acreditar também que só é sorriso e paz, perfeição. Endeusam tanto o fato de ter alguém, de namorar, que vêem tudo com "olho gordo". Num relacionamento há manias para suportar, defeitos e qualidades para amar. Não é só mostrar para o mundo que você está feliz. Mas há uma tendência tão tão grande em disfarçar o que acontece. A própria mente ilude a pessoa. Há casais estranhos, que se odeiam, que se amam, que estão andando por caminhos diferentes, que estão por um fio. Mas para você, jovem garota (ou garotos né) iludida, é tudo maravilhoso, eles estão bem sempre. Se fizessem uma série da semana de qualquer casal, você veria, que de perfeito pode ir para ruina em uma semana, e de ruina para perfeito. Tudo isso sem colocar nenhuma pista pro mundo. É só uma foto de sorriso, é só uma declaração num dia amoroso, mas não se resume à tudo que passaram, e vão passar ainda.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sem nada.

Sem inspiração. Referência. Amor. Ódio. Raiva. Histórias legais ou não legais. Sem esperança. Sem futuro. Pra escrever. Desenhar. Se apoiar. Sonhar.
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