quinta-feira, 26 de junho de 2014

Segundos antes de adormecer...

Todos os dias antes de dormir,  fazia um desejo vago. Um desejo solto no espaço. Não queria que nada nem ninguém o escutasse. Talvez meu otimismo, meu lado de acreditar em mim e nas pessoas. Achava que ao dormir pensando nesses desejos você poderia ouvir em seus sonhos. Ouvir ao fechar os olhos. Talvez tornar um por cento do um por cento realidade. As vezes caiam lágrimas no travesseiro, as vezes apareciam sorriso. No fim, acho que queria só ouvir seus desejos ao fechar os olhos. Ouvir seus pensamentos. Seu coração. Será que eu estaria fingindo sem saber? Fingindo fingir? As vezes só eu não tava sabendo do que estava rolando. Deixa eu ouvir algo, da sua boca, da sua mente, do seu coração ou só um pouco da sua respiração enquanto dorme.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Nesse 12 de junho.

Sabe o que eu quero de dias dos namorados? Não quero presentes caros. Não quero que vá numa loja e compre um celular. Um bichicho de pelúcia. Uma caixa de bombom. Uma roupa. Um livro. Flores. Aliás, não quero que vá numa loja e ponto. Não é de lá que vem meu presente. Não é algo que se consiga com notas coloridas em troca... Ou com um cartão de crédito. Não é algo comprável, até porque comprar é bem mais fácil. O meu presente pode parecer fácil e estúpido para alguns e extremamente desafiador, complicado e quase impossíveis para outro. Para você, não quero que seja estúpido, nem desafiador. Quero que seja. Que funcione.
Meu maior presente? Talvez ver o seu sorriso ao meu lado, talvez ouvir com a boca cheia de orgulho você dizendo "eu amo você". Pronto, meu dia está feito. Estar do meu lado. Segurar a minha mão como se fosse o último dia ao meu lado, até porque não sabemos o dia de amanhã, certo? Eu poderia dizer "enxugar as minhas lágrimas", mas não quero que elas caiam, para depois serem enxugadas. Prefiro dizer que não tenha lágrimas a cair. Só tenha sorrisos, brilho de felicidade. Respeito. Ah, respeito é muito importante, está realmente do top 3. Passar segurança. Passar a idéia "vai dar certo, hoje e sempre", "penso em você, hoje e sempre". Coisas boas, sabe? Seja eterno enquanto dure, mas que dure uma eternidade. O seu abraço gostoso, suas qualidades tão bonitas, você no seu lado mais luz, mais zen, o que tem sido meio extinto. Traga com todas as suas forças as coisas boas. É difícil ser algo que se faz e não se compra né? Eu sei. Eu sei. Às vezes sou um pouco exigente, mas só peço amor, amor sincero, amor verdadeiro. Amar por amar. 

Não precisa me dar nenhum presente a não ser o presente com você.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Close your eyes.

Aquele era um dos breves momentos de reflexão e paz na vida de Madeleine. Vinham seus melhores pensamentos, reflexões, idéias, e soltava tudo que a vida não deixava a mostra no dia a dia. A hora do banho. Daquela água quente saindo pelo chuveiro e passeando pelo seu cabelo, e pelo seu corpo também.
Mas naquele dia, estava pensando nele, enquanto passava o shampoo em seu cabelo, da maneira que ele tinha ensinado, fechava os olhos, e imaginava ser suas mãos em seu cabelo. Aquelas mãos delicadas e amorosas. Mexendo em seu cabelo com o maior carinho, imaginou cenas, imaginou palavras e momentos. Ao passar o condicionador, lembrou-se das piadas e dos risos nos banhos, do sorriso e do calor que água lhe dá.  O arrepio dos pés a cabeça. Talvez um sentimento de acolhimento. Arranhava seu próprio corpo, sentia o próprio corpo na imaginação de ser ele, uma brincadeira boba em momentos de saudade e talvez até de crise. Estava cheia de medos. Que a fazem agir de maneira que nem ela entende, nem se reconhece.
Imaginou o corpo no seu. As mãos fazendo massagem em suas costas que já não aguentam mais tanto e tanto estresse. Uns beijos talvez, no pescoço. Na testa como sinal de segurança. Um carinho na nuca, na sobrancelha, quem sabe. Um abraço forte que fariam seus seios pularem. Tudo sendo levemente imaginado para tentar tirar essa taquicardia do seu coração, tal que se passa pelo corpo inteiro, cabeça principalmente, com dores e mais dores ouvindo seu coração bater desesperadamente por ajuda. Só queria que não passasse só de imaginação, aquele calor aconchegante. 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Estou à espera...

dos pedidos de desculpas, é, aquele de quando você estava mau humorado demais para falar comigo. Não falou nem um "Malz ae" por ser grosso, me tratar com descaso. Enquanto a pobre garota bondosa aqui, pede desculpa até se piscar de um jeito diferente, em que não está acostumado. Estou a espera também do arrependimento, é, das coisas que possam ter me machucado, das palavras que saíram da sua boca, em uma briga e outra. Aliás, o arrependimento de uma briga inteira, cadê? Só eu tenho que pedir desculpa a cada suspiro meu? Tenho que pedir desculpa pelos dois? Tenho que me arrepender pelos dois?
A espera das promessas, e olha, foram muitas. E olha, fui idiota em acreditar em cada uma delas, adiando e adiando na minha mente. Sabe aquele texto que eu fiz "promessas?" que no fundo, todas são quebradas? Pois é. Me agarrar nelas é a mesma coisa que me agarrar no monstro mais selvagem. Ainda mais na mais clichê e mentirosa de todas "tudo vai mudar". Ok, pode mudar, mas a gente sempre acha que é pra melhor.
Eu não espero mais em pé, e nem sentada. Eu espero deitada, porque o tempo é longo. Não devia ser, mas é. Dói. E minha dor parece não doer em você. A espera do remorso, do arrependimento, do pedido de desculpas. A espera de paz, alegria, coisas boas de volta. É tão difícil assim?
Hoje, faltam 12 dias pra decisão final. Você parecia ter tomado a sua, estava até feliz com ela. Agora, não sei de mais nada. Sua bipolaridade atacando mais que o normal. Me confundindo, e me fazendo quase explodir. Tic tac tic tac. 

domingo, 1 de junho de 2014

Carta de uma mãe solteira.

Tenho dois filhos, o Jack e a Alice. Ela é a mais velha, está com cinco anos agora, minha xodó. Ele está com três aninhos, chama todo mundo de papai, porque ensinei a ele que só tem mamãe. Resolvi ser mãe solteira depois de ter quebrado tanto a cara. Até tentei umas duas vezes e meia, em vão, como sempre. Adotei os dois, como a gente tinha planejado como casal anos atrás. Casal que se desfez. Planos que se desfizeram também. Amor, que sempre continua no meu coração, e transfiro para meus diamantes, e minhas pedras preciosas, que são meus filhos.
Demorei uns bons anos pra conseguir adotá-los, afinal, quem vai dar crianças pra uma mãe solteira que não acredita no amor? É quase pedir para não adotar. Mas com muita força, consegui. Agora, até acredito nas suas palavras quando dizia que eu era forte, quando estava me enfraquecendo por você. Quando estava jogando toda a minha força no lixo e toda minha energia fora por você. Achava que era a solução, tão boba. O amor te deixa boba talvez. Que coisa amarga pra uma mãe de dois filhos maravilhoso né? Acho que eles são a minha fonte de alegria, sorrisos e brincadeiras diárias. Morreria e mataria por eles. Gostaria que você os conhecesse. De verdade. Não precisa fingir que vai gostar de conhece-los. Ou vir com falsos elogios para mim, depois de tantos anos. Só vê-los, falar oi, olá, dar um sorriso, se quiser, e ir embora, tá de bom tamanho.
Você seria um bom pai pra eles, tão bom com crianças. Iria rir da minha cara na primeira vacina de agulha deles. Ah, não sei de quem a enfermeira ficou com mais dó, deles ou de mim. Acho que eu tava com mais medo. Chorei, chorei demais, vendo meus bebês sendo furados, chorando, e eu tendo que segurá-los. A Alice tão teimosa, tão teimosa quanto você e eu juntos. Brava, que nem eu. Passou a semana inteira me olhando feio, e eu pedindo desculpa falando que era para o seu bem. E pra dar remédio com gosto ruim? Eu não conseguia fingir que era gostoso pra eles. Minha sinceridade sempre acabando comigo. Eu fazia cara feia falando "eca" junto com eles. E pra dar o remédio a força? Pedia ajuda pro vizinho, e me encolhia ao vê-los chorando. Muito sensível pra fazer essas coisas. Muito manhosa. Mas tô pegando o jeito, apesar de algumas coisas de ser mãe sem você, ser tão doloroso.
 E com o Jack? Não sei nada do universo dos meninos, tento jogar futebol com ele, e ele ri da minha cara, "mamãe, você não sabe nem fazer um gol!", tadinho, ainda tenta me ensinar. Mostrei o mundo dos jogos e dos desenhos legais pra ele. Ele é melhor nos jogos do que eu e você juntos. O menino é um prodígio. Conseguiu passar o tutorial do DOTA, que não consegui até hoje. Crianças, sempre muito inteligentes. Você ficaria orgulhoso, de cada passo delas. Eu ficaria orgulhosa se você estivesse do meu lado.
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