Eu sei, sei que não gosta muito de Tribalistas e eu insisto cantar certos versos pra você. Insisto em cantar ou simplesmente soltar as palavras enquanto estamos deitados em sua cama... Eu gosto de você, e gosto de ficar com você, meu riso é tão feliz contigo, o meu melhor amigo é o meu amor... Você é assim um sonho pra mim, quero te encher de beijos.
Não sou uma exímia cantora igual você, mas gosto de cantar ao seu lado ou ouvir as notas que saem do seu violão. Não sei nada sobre futebol, mas gosto de fingir que sei só pra te irritar com o seu time, e da copa nem se fala... Lembra que sempre diz que vai me jogar na piscina? É tão bom eu me sentir fazendo parte de algo. Como se fosse, agora sim Gisele, você faz parte de algo. Faço parte dos seus abraços, beijos, pensamentos... Dos dias, da rotina, a quebra da rotina quem sabe. Das viagens, da amizade, parceria, do ato de cuidar. Dos churrascos, risadas, cócegas, momentos de equilíbrio.
Sabe aquela pessoa chata que diz seu nome com os olhos brilhando? Que no momento que diz tchau já sente falta? Já sente vontade de você de novo e nos momentos que a cabeça não está cheia, ela só é cheia de você. Já disse várias vezes que você é como se fosse um vício, longe tenho abstinência e perto overdose.


Vim aqui, por meio desta carta parar um pouco com os discursos fofos. Sim, são bonitos. Mas hoje, o assunto é outro. Contarei um segredo pra alguns e o já óbvio para outros... Você sendo um ou outro, preste atenção, sério.
Você não precisa gritar pro mundo o quanto você gosta, ama, está apaixonado pra isso ser verdade. Não precisa gritar sua felicidade pra realmente ser feliz. Tirar foto de cada presente que dá e recebe. Tirar foto daquele jantar, que na verdade você tinha que aproveitar. Tirar foto do passeio, do sorvete, do céu, que só fez com que você olhasse pra tela do celular e desse um sorriso a cada like. Sorriso este que devia ser pro seu amado, pra sua felicidade que tanto exala pelas redes sociais por aí. Não é necessário um album de fotos de cada dia, minuto, hora e segundo a mais juntos pra todos acompanharem junto com o casal. Você não precisa declarar seu amor público, eu sei, eu sei que é legal, que tá tudo tão bom que todos precisam saber... Quer dizer, não sei não, se tá tão bom, por que não viver simplesmente? Você não precisa, não mesmo, declarar seu amor todos os dias, é como se nem você mesmo acreditasse, tivesse feito tanta bosta nesse relacionamento "feliz" que é obrigado a se lembrar e lembrar ao outro o que é o amor.
Você precisa viver, não precisa fingir que vive, fingir que é feliz e fingir ser um ser humano perfeito com relação perfeita. Porque isso não existe, e se existe, essa pessoa não fica gritando por aí. Você não precisa, porque é mais que isso.


Ela é linda. Linda sendo ela mesma. Sem maquiagem. Com maquiagem. De cabelo preso nele mesmo — aliás, como ela faz aquilo? haha — ou com ele solto. De cabelo desbotado e recém-pintado, que sendo sincero eu não noto a diferença, tá sempre a mesma coisa. Com o seu sorriso que eu faço questão de fazê-lo aparecer com as minhas piadas. Ela é linda até quando diz que está feia, inchada e essas coisas de mulher. E quando tá com a garganta ruim e faz questão de ter neura com a voz? Muita tonta essa menina. É fofa e linda andando pelo quarto vestida só com a minha camiseta favorita. Fica tão comprida e ela toda vermelha. Aliás, outro ponto, ela cheia de vergonha é a coisa mais irresistível do mundo, vocês nem tem noção.
Irresistível... O seu abraço, entrelaçar as minhas mãos com as dela. O jeito que passa a mão pelo meu corpo, os carinhos. Os beijos no pescoço. Os beijos na boca. O jeito que se move.  O jeito que faz carinho no meu pescoço. Como paramos para nos olhar e sentir. A maneira que sua voz soa em certas ocasiões. Sua risada, é, estou repetindo. A maneira que acredita nas minhas bobagens e o jeito que fica brava sem tá brava de verdade.
Me lembro bem de uma conversa que tivemos um dia desses, e é tão verdade! Essa tal de vontade, esse tal de desejo, esse blablabla carnal é tão importante quanto tudo. Senão não estaríamos onde estamos agora, talvez eu estivesse enjoado da sua risada e você de me ver. Nossa vontade só faz bem e mais bem. E é muito gostoso.
Ai menina, você me dá muita vontade. Vontade de você, de não ir embora, de ficar abraçados o dia inteiro, dos dias não acabarem. E só de se despedir a saudade já começa a bater. Pra ser bem sincero, perto dela eu me sinto vivo, longe eu apenas existo.


Olha, Esteban,
 vou te contar um segredo. Talvez seja engraçado, meio bobo demais, indiferente, ou completamente sem noção nenhuma. Sei lá. Mas eu tenho um desejo. Daqueles muito forte. O desejo além do desejo. É quase um fetiche.O desejo do desejo do desejo sabe? Ou tá ficando confuso? Vou explicar.
É gostoso esse desejo, me faz um bem incrível, meus olhos brilham, meu sorriso? É impossível conter, por mais que eu tente. Traz o melhor de mim. Faz com que eu seja cem por cento eu mesma sem medo algum. Não preciso conter nadica de nada. Meus medos, minhas idiotices, meus desejos dos desejos. Mas meu maior desejo, o mais bobo, o mais sem noção, o mais gostoso, o mais revirogorante... É você. É, é isso mesmo. Você é meu desejo, meu fetiche. Existem muitos desejos, muitos fetiches por aí, eu sei. Mas eu te garanto que nenhum é igual o meu por você. Você me dá um negócio tão estranho, tão diferente, estranhamente bom. Quero te abraçar e não soltar mais. Encher de beijos até a noite acabar. Rir até não aguentar mais. Admirar seu sorriso. Seus olhos brilhando. Há fetiche mais saudável, mais gostoso do que essa paixão tão maravilhosa? 
Ah, Esteban...


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