quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Don't be shy.

Estou orgulhosa de mim. É, depois dessa festa, show e alguns ensaios da sua banda, eu já me sinto da turma, como se eles já tivessem me adotado. Adotado como o mascote, pela idade e pelo tamanho. Consegui sentar numa mesa, sozinha, sem você, deslocados um do outro, para simplesmente conversar com seus amigos. Conversas sobre variados assuntos, faculdade, música, ruivice. Pela minha timidez da primeira vez, foi uma vitória e tanto. Se lembra? Não desgrudava de você, e se você se afastava... Meus olhos te seguiam pedindo socorro, por me sentir deslocada.
Puft. De repente tudo soa tão natural. A diferença de idade que parecia ser tão preocupante, passou a ser o tão legal. A diversidade em vários aspectos. É possível rir, se divertir e se enturmar. Aliás, eles me convidam para as coisas agora. Seu amigo me convidou para o aniversário dele e eu fiquei radiante! Tonta, você deve pensar. Mas a cada momento que algum amigo seu sorri, tenta virar meu brother também, eu sinto mais e mais que me encontrei. É um pacote, vamos dizer assim, tenho você e junto vem sua família maravilhosa, acolhedora e engraçada; E seus amigos que já posso dizer que são meus também? Ou pelo menos no caminho certo. Você, uma nova família para eu me sentir aconchegada e novos amigos para rir.

E a timidez vai pra longe, e as risadas pra perto... E cada dia fica mais gostoso

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Our universe

Numa noite qualquer de primavera, estamos deitados em sua bela cama. Abraçados, entrelaçados, corpo a corpo, com carinhos e olhar apaixonante de admiração. Fazemos carinho no cabelo, no rosto, na boca, braço, costas, seios e pescoço também. Pêlos eriçados de arrepio. Nos olhamos fixamente com direito à sorrisos de canto ao escancarados, direito a bochecha rosada de vergonha, batimentos cardíacos mais rápido.
Falamos sobre presente e futuro. O bem que um traz ao outro, a felicidade, a leveza e intensidade. O quão surreal chega a ser esse relacionamento que saiu da minha zona de conforto — e não veja isso como uma coisa ruim, meu caro leitor, porque foi a melhor coisa que já me aconteceu — , a confiança, o coração batendo rápido, ligar o foda-se para o que os outros pensam.  
Conversamos por horas, que não pareciam horas, pois o tempo parou. Aliás, o tempo para quando estou com você. Os problemas somem, o mundo some, as pessoas, é como um universo novo e paralelo onde só existe você e eu. Um universo que não estou acostumada, mas é bom de se viver ao seu lado. É gostoso me sentir tão viva ao lado de alguém.
O seu bem, me faz bem. O seu sorriso, me faz sorrir. O seu brilho nos olhos, faz com que os meus brilhem. É tão novo o que eu sinto por você, que às vezes me bate uma vontade louca de gritar do alto de uma montanha.
"— Lindo
— Linda... E fofinha"

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Every peace of you.

Dá pra acreditar? É, cada vez você passa a ser mais apaixonante, sempre que nos vemos, passamos um tempo juntos  ou até mesmo distantes, tudo parece desculpa para se apaixonar mais e mais. Por você inteiro, sem exceções. De dentro pra fora e de fora pra dentro - convenhamos, até meu pai te achou incrível, o que é raro.
Já disse incontáveis vezes, e repito cada parte cativante e apaixonante que há em você. O seu sorriso que pouco aparece e me obrigando a lhe fazer cócegas, sua voz que remete calmaria e proteção, seus olhos que traz o brilho dos meus e faz com que eu me perca em você. Seu abraço aconchegante e acolhedor, carinho que arrepia, suas brincadeiras e bobices, os nomes ridículos que me apresenta aos seus amigos, deboche de certos assuntos, a parceria e companheirismo, a zoeira constante.
Ah, o jeito que ri do meu drama e me chama de tonta. Me chama de linda só para me deixar sem graça, envergonhada e vermelha, e logo após dá um beijo doce no meu rosto. O jeito que segura minha mão e não a solta nem para trocar a marcha do carro. Como me zoa por rir mais do que criança vendo desenho. Aguenta o meu mimimi e ainda tira sarro. A sintonia, o equilíbrio, a sua música que me toca e ilumina. O orgulho e apoio que tenho por você. O fato de não conseguir me embravecer.
É, não posso falar, tenho medo aliás, mas posso escrever, eu acho que eu te...

sábado, 18 de outubro de 2014

Baú de alguns segredos.

Ê menina cheia de medos. Porém, esse medo acumulado era das coisas não darem certo. Dela dizer algo e soar de maneira errada e prejudicar tudo que conquistara. Na verdade, Leona era o tipo de pessoa que não tinha papas na língua, falava na lata com os argumentos como " o 'não' você já tem" "antes saber, do que ficar no 'será?' ".
Mas com ele, tudo parecia tão mais delicado, sério e diferente que batia aquele medo de dar errado, de se expor  e expor os sentimentos. O que sentia era como uma flor desabrochando... Estava crescendo cada vez mais, porém escondia isso dentro de si, com medo de soltar aquelas palavras tão desejadas. Sentia fortemente da cabeça aos pés,em sua mente passava flashs e mais flashs comprovando tal sentimento. Era renovador tudo isso, mas não queria o sentir sozinha, guardado pra si... Não sabia como transborda-lo de seu corpo e boca sem temer a reação alheia.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Te protejo.

Estavam indo se deitar. Ele já ia apagar as luzes. 
— Você não vai deixar uma luz acesa?
— Não precisa né, Mari
— Mas você sabe que eu tenho medo de escuro...
— Você tá comigo, eu vou te proteger, não é pra ter medo  — Cássio a envolveu em seus braços, abraços e beijos aconchegantes por debaixo das cobertas.
— A gente pode trocar de lado? Tenho medo de ficar do lado do banheiro.
— Pode sim, e já disse que te protejo
Ela se virou, se abraçaram fortemente e Marina se sentiu protegida de uma maneira tão gostosa e satisfatória como nunca antes. Agradecida... Só assim para não ter aquele medo do escuro.

sábado, 11 de outubro de 2014

Entre tédio e arte

Me sentia naquelas aulas chatas e maçantes da faculdade... Só nas duas últimas horas, pois no começo foi como as aulas de desenho e práticas "mão na massa" até porque era justamente do que eu estava usufruindo, transformando o talvez tédio em criatividade.
Revirei minha bolsa por qualquer coisa que riscasse, que por sorte achei uma caneta— não queria gastar meu batom vermelho favorito nessa arte procrastinadora e o papel foi a parte complicada, achei jogado na minha carteira um bloco de notas meio amassado e perdido dentro das moedas de 25 centavos. Aproveitei cada pequeno espaço para meus riscos e pinturas, no fim não sobrando sequer um fundo de papel. E acredita que ainda não era o suficiente?
Jogado na bolsa, encontrei duas notas fiscais e dá-lhe arte nelas... Até um rapaz observou que estava desenhando olhos  — diga-se de passagem que amo tanto  e perguntou se eu desenhava já perguntando se ele podia desenhar um olho no meu pequeno papel. Deixei. Puft. Ele precisou ir embora. Desconfiou de que era um artista que eu não reconheci. Imagine só.
Agora caro leitor deve pensar que agora o tédio dessa doce moça foi-se junto com tanta criatividade exacerbada. Engano seu. Essa moça vulgo eu mesma  — pegou sua sacolinha e começou a desenhar. Sim, desenhar na sacolinha... Desenhos como vestidos, óculos, bateria — a percussão mesmo  e notas musicais.
Aleluia, parou de desenhar... Mas porque o papel acabou e a sacola se encheu de rabiscos. Logo passou a ler as paginas de um livro muito do lá interessante até não aguentar mais e parar na página 38 em reles minutos. Seu mental criativo ou qualquer outro estava cansado. Com sono. E não estava num lugar apropriado para uma leve fechada de olhos. E as próximas horas pareciam dias e meses, incansáveis minutos que pareciam horas e incansáveis horas que pareciam dias.
Que ansiedade para esse tédio acabar. Puft... Você apareceu.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Melhor resposta

Hoje liguei pra minha vó para agradecê-la. Por cada ensinamento desde criança... É, aqueles que na época achava chato, "ai que saco, vó", agora vejo todo o efeito disso. Ensinamentos envolvendo educação e respeito, que ou você tem ou não. E neste dia em especial havia presenciado a cena mais ridícula e boçal possível, a falta de respeito, educação e estupidez exacerbada.
Mas continuei forte, com minhas ideologias, por mais que a vontade fosse mandar a merda e à outros lugares, fosse descer no nivel tão baixo quanto... Mas preferi o respeito, a educação, talvez agir como se o outro estivesse certo, como se concordasse com a maneira estúpida de tratar as pessoas. E há indagação ou maneira melhor do que responder com educação e respeito aquele que te trata igual um pedaço um lixo ? Deve se perguntar " Mas por que ela foi educada comigo? Porque não foi estúpida? Me tratou mal?".
Obrigada vó, por me dizer que temos que respeitar e ter educação até pra um palito de dente. Algumas pessoas não tem respeito nem com si mesmas... Que a vida lhes ensine.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dos seus beijos na testa

A tese foi comprovada. É impossível ficar brava com você. Brava de verdade. Brava por muito tempo. Tentei várias vezes, quer dizer, mentira, tentei pouquíssimas pois a última coisa que eu quero é ficar desse jeito. Mas nessas vezes, só de observar seu olhar, seu sorriso, sua risada e a maneira que passa os seus braços pela minha cintura e como me abraça... Passou. "O que era mesmo?" "Porque eu estava brava?" "devia ser besteira".
E de repente vou me perdendo no seu sorriso, sua voz e o seu jeito pentelho de ser. O jeito que fala besteira, me chama de tonta e dramática. Como é tão automático pegar na minha mão e logo já estarem entrelaçadas uma na outra. Que ri da minha fofurice. E é só falar linda da sua maneira que transborda fofura que já me envergonho toda. Pior que pimentão, que insolação, de tão tão vermelha... E aí você diz mais elogios e como é lindo me ver assim.
Sabe, não tem porque e nem pra quê ficar brava com você, mesmo que fosse possível, seria impossível. Você me faz tão bem, me faz tão feliz e os momentos rodeiam e rodeiam em minha cabeça. Será que fica muito clichê ou meloso eu te agradecer? 
Então são mãos e braços beijos e abraços pele, barriga e seus laços...

sábado, 4 de outubro de 2014

Cinza.

Dia fechado e chuvoso. Dor de cabeça. Sentada no chão da estação de trem...Respirava fundo. Fechava os olhos em tentativa de fugir para um universo paralelo. Fugir das intolerâncias, superioridade, ego, ódio, raiva que aquele mundo estava impondo a Larissa. Não estava de saco cheio, porque ele tinha explodido há muito tempo. Chegou há um ponto que nunca pensou chegar, o seu redor destruindo aquilo que ama e sonha... A própria pressão e infantilidade. Contava os dias para o final de semana e dias que não botaria os pés em sua faculdade.
Apaixonada pelo curso, prática, teoria, desenho e arte. Pelo corpo docente e a sensação do que vinha depois. Não suportava as companhias — ou má companhias se assim pode-se dizer. Era um fardo carregado com muita paciência já que ainda não havia gerado nenhum boletim de ocorrência — podem rir, mas é essa a sensação de ter um filho da puta querendo destruir o que sempre te deu paz, expressividade e até um motivo pra viver intensamente.
Havia aquela ponta bem forte de chorar, até porque era uma dramática e chorona de plantão. Mas desde a última e única vez que chorara percebeu que um coração que bate e a mente consciente, está em falta nessa sociedade podre e vil, guardou pra si mesma e aos poucos que se importam ao sair lagrimas de seus doces olhos tão inocentes.
Também achava que o problema era ela, não estava preparada pro mundo real... Cheio de trapaças, provações, manipulação, mentiras, povo boçal e oportunismo enquanto esbanjava fofura, educação, ajuda ao próximo, garra, pontualidade, sinceridade e transparência.
Faltava somente cerca de um mês e cinco dias botando seus pés na instituição, fingindo não se importar, sorrisos falsos de amizades podres, para não ter mais o desprazer de sequer respirar o mesmo ar infortúnio desses seres. A cada minuto passado um sorriso e alívio. "Finalmente".
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