Aquela garota era uma montanha-russa de pessimismo e alguns shots de drama, porém acompanhada de um parceiro otimista, por agora. Às vezes achava que ele vivia no mundo das fadas ou dos unicórnios. Mal sabia Rayssa que essa onda que ele lhe trazia era um dos seus maiores bens. Nem parecia que  esta garota havia lido Pollyanna e este livro maravilhoso mudado sua vida um dia.
Mas finalmente ela parou para pensar. Desde o dia que fez uma limpa do que presta e não presta em sua vida, finalmente as coisas andaram, objetivos foram alcançados, sorrisos muito mais expostos e aproveitados. Rayssa focava no que não tinha sido, ainda. Não era acostumada a olhar pra trás, enxergar as conquistas, os crescimentos e aprendizados. E houve uma melhora e tanto, vários objetivos alcançadas, metas cumpridas.
Ah, a felicidade... Têm tido, e bastante, transbordado aliás. Os quilos perdidos foram recuperados, pisa na balança com alegria ao ver os quilinhos a mais. Lágrimas? Foram trocadas por sorrisos, risadas e uma coisa dentro de si tão boa, que chega a ser indescrítivel. Há notícias e mudanças maravilhosas. Talvez seja esse tal de destino, que há cerca de seis meses atrás colocou um tal anjo na minha vida, que apareceu pra ficar.

"Ah, só falta um estágio, e vou alcançá-lo!"


O ano vira, e você passa a perceber a corja de babacas que andou à sua volta por um longo tempo. Babacas pelo simples fato de não aceitarem uma mudança sequer... O que não faz muito sentido, afinal de contas, a vida é feita disso, certo? Você muda de roupa, você cresce, você muda de cabelo, de estilo, de opinião,gosto musical, gosto literário, de amigos e até de amores. Um dia eu sou de esquerda, outro centro, outro direita, e outro não sei o que sou, qual o problema disso? Deixe-me mudar!
Com a virada do ano, você olha para si mesmo, dentro do seu mais profundo eu, que certas pessoas nem conhecem, e nem nos sonhos são capazes de chegar perto disso. E olhando nesse tal baú bem profundo, é perceptível que só tem críticas ao seu eu passado. "Como eu era x, como eu era y" "Ainda bem que eu mudei". E não é preciso ser uma mudança a cada dia 31 de dezembro ou 1° de janeiro, não pra mim. Estou em constante mudança, e não estar é um retrocesso. Ontem, eu era uma, hoje já não sou mais, os acontecimentos ao meu redor, as vivências e o próprio  enjoar por um momento do que me tornei faz com que eu não seja mais eu mesma. Interesses e desinteresses passam por minha cabeça.
Talvez, é, talvez seja aquele drama desnecessário e crise à respeito dos 20 anos que estão logo ali, quase tocando a campainha ou batendo na minha porta para dizer um sorridente olá, que de fato, pode me entristecer um pouco.  Que crônica otimista para um começo de ano, não? Não lhe obrigo a ler minhas crises, entendê-las, muito menos me ajudar. Outra mudança, que posso dizer que a virada de ano me deu de presente, ser orgulhosa em algumas coisas, como me ajudar depois de muitos coices levados.
Penso no futuro ao mesmo tempo que estou tão maravilhada com o presente e as oportunidades desconhecidas que podem estar por vir. É confuso, e de maneira alguma quero carregar qualquer ser para essa confusão comigo. E de repente, pego meu escudo, que por mais que eu tente, ele estará ali para sempre. Me fecho completamente, e visto minha capa da timidez.


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