sábado, 30 de dezembro de 2017

Luta contra si mesma.


Há dois dias do ano novo, que na minha visão de "novo" não há nada, cá estou eu pensando no futuro e com medo dele.  Afinal como pode duas pessoas tão parecidas emocionalmente viverem juntas de maneira saudável?
Rebecca uma border (Os leigos chamam de louca) e Lucas uma pessoa difícil de lidar, ele é muito estressado e explode por qualquer coisinha e além disso se acha tão autossuficiente que não quer ajuda, conselho ou ensinamento de ninguém. Quando Rebecca não está magoada e triste com Lucas ela o magoa e vice-versa quando se trata dele. Tudo bem que tudo é mais intenso para ela, tanto as coisas boas quanto as ruins. Quando está feliz, está eufórica, quando está com raiva neurótica, e quando está triste depressiva, são extremos, ela vive na borda entre a sanidade e a loucura. 
Sabe que é difícil para os que tão ao redor, mas os que estão ao redor não sabem o quanto é difícil pra ela e como ela se sente mal, culpada e às vezes até inútil. O que será do futuro de Rebecca? Sempre passa em sua mente que vai viver sozinha, pois não se encaixa em nenhum lugar.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Why so awkward?


Sabia que as pessoas se fazem de entendidas mas é tudo mentira? Eles entendem bastante sim, quando o assunto não está por perto, não está na sua vida ou no quarto ao lado. Quando está perto não entendem mais nada, ou pelo menos esquecem o que entendiam.
Ninguém sabe lidar com problemas psicológicos, ninguém entende, ninguém tem empatia. Todos apontam o dedo. Ninguém sabe de fato pelo o que você tá passando. Ninguém sabe de fato a loucura que é dentro da sua cabeça. Ninguém sabe o que é gritar por ajuda e ninguém escutar. Ninguém sabe o que é se isolar e desistir de si e de tudo.
Nem os que já passaram por esses problemas na pele e nem os que passaram pela pele de outra pessoa entendem. Parece que querem se distanciar de qualquer responsabilidade, ligando o foda-se e machucando o que já está machucado e enlouquecendo o que já está louco. Pois é, já dá pra imaginar o resultado.

Be strong.


Cá estou eu, em mais um dia do final de ano destruída, com a maior enxaqueca da minha vida, com tremedeira e tentando entender o sentido de ainda estar viva. Tudo que é bom dura pouco, não é? Hoje acordei milagrosamente ativa, vaidosa e querendo mudar, a alegria durou pouco, até eu virar o demônio que sempre fui pros outros. Até porque eu sou louca e descontrolada, desequilibrada, exagerada e afasto as pessoas. Inclusive não me preocupo com as pessoas, sou egoísta. As pessoas? Ah, elas são anjinhos doces e puros que nunca fizeram e nem fazem mal a ninguém. Pensar e se preocupar com os outros? O tempo todo, a cada passo que dão, não pisam em falso nunca. São robôs porque nunca erram. Quem erra, quem pediu, quem tratou mal, quem afastou fui eu, logicamente. Olha só esse histórico de cagadas enorme que você tem! Está tudo computado.
Depois de todos desistirem de mim, eu também desisti.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Worst year ever.


Eu juro que tento ter esperança, ser forte, me esforçar para acreditar, não desistir, mas às vezes é mais difícil do que parece, ainda mais quando você não tem o acolhimento necessário dos outros. Eu tento não desistir, tento não ficar triste, nem chorar. Me obrigo a sair de casa e tentar me divertir, me obrigo a ser produtiva, mas parece que não tá fazendo muito efeito.
Em pleno Natal não estou sentindo o espírito natalino nenhum. Em pleno Natal estou frustrada, triste, reflexiva e até me sentindo meio abandonada. Mais uma vezes estou pegando forças sobre-humanas para não desistir. Haja força! Queria ser jogada numa clínica psiquiatra e ficar internada pra sempre, e principalmente apática por estar tão dopada.
Esse foi o pior ano da minha vida, pior fim de ano da minha vida, e não expectativa e nem perspectiva pro próximo.

domingo, 24 de dezembro de 2017

O disfarce de Natal.


Hoje é véspera de Natal. Era pra eu estar feliz e sem minhocas na cabeça. Mas parece que essa data está mexendo comigo como nunca mexeu antes. Estou sentindo o coração apertado, estou sensível e principalmente pensativa.
Penso se só eu estou assim ou a pessoa que eu sinto falta também está assim? Descobri que não essa pessoa não quer sair de casa e nem comemorar o Natal. Eu em contrapartida. estou me forçando a sair e comemorar para simplesmente não ficar na fossa senão a minha máscara de pessoa equilibrada e feliz irá cair. Tenho que manter a máscara. Inclusive, só a tiro quando estou escrevendo.
Será que você está sentindo a mesma dor que estou sentindo? O remorso? E até mesmo ódio de si e dos outros? Será que não está fácil também e além de usar a máscara está usando a armadura pra se proteger (ou se sentir protegida?) .
Talvez hoje eu esteja usando a armadura além da máscara. Me arrumei. Estou linda. Cabelo perfeito e até maquiagem para mascarar/proteger o verdadeiro eu. E no momento estou me segurando para não chorar (por mais que eu queira) para não estragar o disfarce.

sábado, 23 de dezembro de 2017

O presente que importa.


Não sei se ela está sendo cínica, rindo da minha cara ou até mesmo brincando com meu psicológico e meus sentimentos. Pra ser bem sincera, estou mais confusa. Minha cabeça dói ao tentar entender.
Talvez esses efeitos que estou sentindo não seja dos medicamentos, talvez seja a minha ansiedade. Meu corpo está respondendo à minha mente cheia de nó, ele está tentando me dizer algo, ou até mesmo me proteger como pode, da maneira dele.
Não entendo se o Natal tocou o coração de pedra dela ou só quer nos comprar como de usual. Ela sempre confundiu amor com dinheiro e coisas materiais mesmo. Mas creio que dessa vez não vai rolar. Eu, do fundo do meu coração, preferiria uma carta contendo tudo que tem dentro dela e não consegue falar. Sinceridade. Abrir o coração. Não sonharia com um pedido de desculpa, ainda mais em tão pouco tempo. Só uma conversa ou até mesmo um monólogo entre cartas. Só queria ouvir algo de você.
As duas são orgulhosas, mas posso deixar meu orgulho de lado se topar deixar o seu também. Isso dói muito em mim, só que eu deixo bem escondido lá no fundo do meu coração.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Não aguento mais bananices.


Eu tô cansada de bananas na minha vida. Dos patriotas que querem mudar o Brasil e que nunca migrariam para um lugar melhor pois aqui há conserto. A causa pra mim, às vezes parece perdida. E mesmo eu não sendo patriota eu quero lutar contra as injustiças dessa nação.
Os bananas falam falam falam e não tiram a bunda da cadeira e falam coisas como "não tem jeito, não tem o que fazer", "vamos deixar acontecer e ver se vai me prejudicar" ou até mesmo "Tenho coisas mais importantes para me preocupar, como o consumismo desenfreado do Natal, preciso comprar um presente".
A sociedade tampa os olhos para a luta, coisas importantes e só abre para o que lhe convém. Acreditam nas mentiras de corruptos, já se acostumaram, já se acomodaram com essa situação merda. Mas por quê eles dizem a quatro ventos que são patriotas e querem mudar/salvar a nação? Que querem acabar com a injustiça?
Porque é cool ser (leia-se parecer) essa pessoa engajada nas causas, ser uma pessoa justa que luta por coisas melhores, humanas e etc. Essa pessoa vai ser aplaudida por todos por causa desse discurso utópico, que não existe. "Que pessoa foda" vão pensar. O ego do banana vai inflar e vai ser alimentado a cada aplauso.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Ah, a humanidade...

Eu não sei porque eu ainda me surpreendo com as pessoas, com o ser humano em geral. O ser humano é capaz de tudo para tirar proveito, pro bem dele. O ser humano é egoísta e egocêntrico. O ser humano dificilmente tem empatia com qualquer coisa/ser. 
Ás vezes me acho um alien, que sou de outro planeta, porque eu tenho muita empatia, sempre relevo, tento ser legal e penso no que as pessoas tão passando no momento, que pode ser um momento difícil. Mas quando é ao contrário, eles estão cagando pra você, querem compreensão mas eles próprios não tem.
Eu acho que perdi a esperança no ser humano. É falta de caráter, de respeito, de educação. Fazem coisas absurdas só pelo seu bem e prazer. Agora só vou me surpreender caso eu ache um ser humano bom, isso sim surpreende. Não há mais como acreditar neles quando chegam nesse nível tão decadente.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Regressão Psicológica.


"Tudo que vai volta" que ditado popular mais sábio não é? Inclusive os astrólogos já estão comentando sobre o próximo ano, como vão acontecer coisas maravilhosas depois de um ano tão duro, porém os que fizeram mal aos outros irá voltar em dobro no próximo ano. Sei que duas pessoas específicas vai acontecer em dobro com certeza. Mas vamos falar da que não apareceu recentemente por aqui. Temos que lhe dar um nome, hmmm.... Que tal uma letra randômica?L.
L ajudou estragar a minha vida esse ano, ano passado foi péssimo e enxerguei esse como uma chance, um recomeço. Comecei com garra passando pelos obstáculos e pouco a pouco fui ficando mais fraca até desistir completamente. Tentei ser legal por mais terrível, sem respeito e sem educação que L seja. L só me dava o contrário, patadas, xingamentos. Nenhum reconhecimento. Até querer roubar o meu reconhecimento pra ela, minhas idéias, minhas inovações, meu esforço, meu trabalho, o trabalho em dobro por trabalhar por ela. Não mexa com o que é meu, com as coisas que eu amo e L odeia. 
L estragou meu ano, meus desejos de muita coisa, minha força. Até porque uma hora você desiste de tanto perder. L estragou o meu final de ano, que já estava estragado.
"Não tinha como ficar pior". Tinha sim, infelizmente. E  L fechou com chave de ouro , porque não brinca em serviço. Me deu de presente de Natal crise nervosa e de ansiedade, crise do pânico, e me fez regredir toda essa evolução psicológica que tinha conseguido nos últimos anos. Voltei a estaca zero.
Agora estou no sofá da sala, escrevendo há quarenta minutos com muita ânsia de vômito, tremedeira e taquicardia, vendo se é possível se distrair ou até conversar com uma pessoa que entenda as coisas importantes e que magoam. Talvez eu não durma hoje de novo.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Pelas lentes alheias.


É estranho e engraçado quando enxergamos pela lente dos outros. Quando você usa só a sua lente e enxerga só através dela fica difícil enxergar certas coisas.
Decidi dar abertura para outras lentes (de pessoas importantes, é claro), e eu senti as diferenças e melhoras que tanto era dito e eu negava, chorava, dizia que não via nada disso e que não iria melhorar. Minha visão de transformou junto com a de outras pessoas, que são importantes e se importam.
Percebi que estou mais falante, mais extrovertida, mais "bem de leve". Ainda não enxergo a parte do nervosismo e da ansiedade como melhoria, mas da depressão ou de eu estar me reerguendo, talvez. Percebi que estou fazendo e refazendo amigos, ajudando as pessoas, tendo mais empatia. Isso é uma grande mudança, que nem eu mesma acreditei no momento em que me dei conta. O que será que está trazendo essa melhora?

sábado, 9 de dezembro de 2017

Como uma fruta.


As pessoas julgam a minha personalidade como monstruosa e problemática, usam a frase "Ah, mas você tem/teve uma vida tão maravilhosa". Entendo que achem isso, pois só sem vêem a casca dura e resistente de uma fruta apodrecendo.
Comecei a apodrecer muito nova, por causa de sérios problemas familiares, separação dos meus pais, mãe ausente e principalmente brigas/nervosismo. Vivi minha infância em volta disso, ouvi e vi coisas que uma criança não merecia. Depois houve algumas mortes na família, depois acidentes de vários tipos. E agora nem se sabe se é possível salvar essa fruta com remédios ou se tem que cortar a parte podre e ver se plantando o que sobrou, regando e cuidando ela nasce de novo.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O egoísmo maternal.

Tudo o que eu queria, desejava e idealizava era uma mãe. Uma mãe que cuida, dá colo, que entende os seus problemas. Uma mãe que não ameaça, não faz chantagem para o bem próprio. Uma mãe que não fosse egoísta, que não me machucasse fisicamente e psicologicamente. Uma mãe que não desejasse a sua morte. e mesmo quando sua morte estava próxima e ela podia te salvar, ela disse "deixa morrer", "vai ser um alívio na minha vida", "para de atrapalhar minha vida", "para de estragar a minha vida, tudo que importa é ela, a sua vida, o tempo todo.
Tudo se resume a ela. Delegar responsabilidades para os outros, não se importa com os outros, e não devia ter recebido essa dádiva que é ter filhos. A cada dia que passa me decepciono mais, e vejo como o mundo é cruel, e que vem de lugares e pessoas que nem imaginava.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Ah, o destino...

O destino as vezes é engraçado, prega peças, faz reencontros que te tocam, faz refletir, pensar nas coisas com carinho. Ás vezes dá até uma emoção, lágrimas nos olhos e felicidade pelo o que aconteceu.
O destino prega essas peças pra você ver como a vida pode ser bela. Quando você está no presente anseia pelo futuro, achando o presente ruim e que tudo vai melhorar. Mas quando você chega nesse tão esperado futuro, olha pra trás e vê que aquele passada era um presente maravilhoso. Você começa a dar mais valor as experiências e até ao sofrimento. Você sente saudade até do seu jeito de ser, sua personalidade, sua inocência e como levava a vida.
Ah, o destino...

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Medo da solidão.



Você muitas vezes disse que não tinha certeza se queria ficar comigo, se íamos dar certo juntos. Eu por exemplo, falei poucas, mas pensei muitas vezes. E eu me dei conta que toda vez que se toca no assunto terminar, o sentimento é de medo. Medo de ficar solitária. Não sei viver assim, sem ninguém. Sim, sou dependente. Sim, isso é um problema. Um dos muitos que descobri na minha sessão de terapia. E sabe, isso não muda de um dia pro outro. O esforço tem que vir de mim, e o entendimento e compreensão de você.
Por exemplo, meu terapeuta disse que dez anos de terapia é só o começo para mudar tantas coisas, refletir e notar quando as faz. E  mesmo depois de dez anos você pode vir a repeti-la. Mas não posso esperar dos outros o que depende propriamente de mim. Ninguém vai me ajudar a ser eu mesma, eu de verdade. Eu antes daquele acontecimento. É mais difícil do que imagina.

Tenha coragem e se liberte!


Ás vezes, perder a esperança chega a ser um ato de coragem. Isso mesmo, parar de esperar dos outros, esperar que eles resolvam o seu problema pra você ou com você (Porque tem certos problemas que é bem difícil de lidar/resolver sozinho).
Mas também é um ato de coragem pois corta uma relação tóxica e abusiva. Te mostra a verdade. Você passa a enxergar a vida de outra maneira, e você fazer as coisas darem certo, pegar essa responsabilidade e não esperar que os outros façam por você.
Você consegue liberdade e autonomia com isso. Você para de pensar mais nos outros do que em si. Você para de poupar os outros mas sofrer. Você somente que se poupar. O problema dos outros, é o problema dos outros.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

É mais difícil na prática.

As pessoas dizem que você tem que acreditar na sua melhora, em você, se amar. Mas está tão difícil acreditar porque cada dia é um sentimento ruim. Sentimentos que os remédios não estão sendo capazes de curar. O que será capaz? Vou passar a vida tomando remédio para ter uma melhora de só 10%? Eu sei que depende de mim, mas minha vida tem virado de cabeça pra baixo todos os dias. Ela já deu infinitas voltas de tantas vezes.
Acredito que talvez eu esteja destinada a viver assim e não há psicologo ou psiquiatra que me ajude. Eu só queria me curar. Eu achei que o problema era o ambiente, mas o problema sou eu. Uma menina controladora que não tem controlo dela mesma, nem dos seus atos e nem dos seus sentimentos.
Será que eu não sou um perigo pra sociedade? Ou a sociedade um perigo pra mim? Não sei como lidar com tantas frustrações e tristeza, e principalmente o medo de pensar o que será de mim no futuro?

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Não vou gastar meu tempo precioso com você, hoje.


Ela está tão acostumada a não poder contar com as pessoas, que quando alguém te dá algo em que confiar, contar, ter esperança, ela se agarra. Pobre menina. Deveria continuar no costume.
Se agarrou na esperança de contar com uma pessoa, ela falhou. A partir daí já desanda. Depois houve pedidos de desculpas e promessas que dessa vez seria diferente e que eu podia contar.
Ah, promessas... Clara já desencanou, odeia promessas, odeia quebra de promessas, odeia ver elas se quebrando bem na sua cara e os cacos a acertando, é, machuca. Já estava decepcionada, principalmente com ela mesma.
Não satisfeita tentou contar com outras pessoas, que a decepcionaram também. E se não a decepcionaram, irão decepcionar. Já sabia, era de costume. Mas quis acreditar mais uma vez e o baque foi ainda maior. Dessa vez, a pessoa não podia e nem iria perder tempo da vida dela por Clara. E o "desculpa" no final da frase, que não queria dizer desculpa nem arrependimento.
É difícil ter que viver a vida sozinha, quando você faria pelos outros o que eles não fariam por você.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Súbita (ilusão de) felicidade.


Por que sempre me iludo achando que vou ter um dia bom? Essa estúpida onda de otimismo que aparece acaba ainda mais comigo. Durmo chorando, acordo chorando. Durmo com raiva, acordo com raiva. Durmo com a cabeça cheia de problemas e acordo com mais ainda. Uso a palavra "durmo", mas se dormi dois dias em um mês é muito.
Tenho mania em me agarrar, colar com super bonder nas pequenas coisas que me fazem bem. Grande erro de uma garota estúpida.  Como a súbita vontade de ser feliz ou estar feliz, que dura dois segundos e me ponho a chorar, suar de nervoso, gritar e xingar.
Eu só queria ter um dia inteiro, 24 horas de paz e felicidade, sem interrupções. Pra ser sincera, acho que nunca tive isso na minha vida, e não sei é possível ter ou sequer existe.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Already dead.


Já morri há muito tempo. Só sobrou meu corpo vivendo (lê-se sobrevivendo) no automático. As pessoas dizem que vou acabar com suas vidas se me matar, mas a vida já fez isso por mim. Já estou morta e as pessoas querem se confortar em ver apenas meu corpo vivo. Do que adianta se mente e a alma já se foram?
As vezes me esforço para ressuscita-las, e me arrependo mais ainda. Uma nova morte, mais sofrida e mais dolorosa. Vocês não percebem que já não faço bem a ninguém ao meu redor por que já morri? Já acabei com suas vidas, pois estou morta. E não queiram se safar dessa culpa , pois só morri por causa do esforço do dia-a-dia de cada um de vocês para matar cada pedaço de mim, sem sobrar resquícios.
E quando percebem que a única coisa com a qual se agarram  ( o corpo) está a ser perdido, se desesperam. Ó, quanta hipocrisia.

Ela vive de aparências.

Passei a minha vida inteira ouvindo coisa ruins sobre um parente, coisas como ele ser um merda, um inútil que não sai do lugar, um louco, uma pessoa em que não se pode confiar entre outras histórias terríveis e cabulosas. Tive raiva, ódio dessa pessoa. E de repente, minha mãe me transforma nessa pessoa, diz que sou todas essas coisas ruins. E acha que não me machuca.
Ela enxerga que estou nervosa e num momento ruim, e os potencializa. Choro todo dia, ela não pergunta se está tudo bem ou o que aconteceu. Só o típico "para de drama", pois não entende o drama dos outros.
É dissimulada e falsa na frente dos outros, faz com que eles acreditem que ela é essa pessoa boa fantasiada. Diz que faz e fez tudo pelos filhos, só esqueceu do psicológico. Usa até de frases que não acredita como "Você é forte, guerreira", "Você vai conseguir se levantar" na frente dos outros. Nunca sequer disse isso pra mim. E mal sabe ela que o que eu tenho que lutar todos os dias, ser forte e guerreira é ela.

Enough!


Hoje na terapia um dos tópicos foi "promessas". Sempre tive expectativa e acreditava nas pessoas, e sempre saía decepcionada. Era uma pessoa em especial na minha vida, que por causa disso virei as costas para ele. Agora a história se repete e podemos usar a frase "errar uma vez é humano, duas é burrice". Assim que me sinto, burra, trouxa. Tenho que começar a me amar e não depender dos outros, ter autonomia.
Tenho me matado todos os dias com os meus compromissos para fazer parte das suas (falsas) promessas. Promessas que sempre são quebradas. Não as faça mais. Não marque nada comigo. Não me faça ter a gastrite atacada, crise nervosa e crise de ansiedade. Não diga que quer me ver, quando não quer. Não envolva outras pessoas que gostem de você e também vão se magoar.
Tenha empatia, se coloque no lugar do outro.
Estar neutra durou tão pouco igual as partes felizes da minha vida.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Hoje estou neutra.


De repente, depois do alívio de ter resolvido 1% dos meus problemas, parece que veio uma onda de sorte (será?) ou relaxamento. Os problemas começaram a se resolver sozinhos. Por exemplo, eu tinha cerca de cinco ou seis pendências para resolver e agora sobrou uma e meia. Uma que essa "meia" eu acho que consigo resolver sozinha tranquilamente, mas a última pendência precisaria de uma ajuda que sei que não posso contar. Não posso contar pois ela se acha superior demais para isso. Ela se acja muito ocupada, muito sem tempo. E apesar do nosso combinado de meio a meio com as tarefas, eu fico com muito mais que meio.
Alguns dizem que isso existe porque sou muito boa nessas coisas, realmente boa. Mas acho que sou boa em me esforçar, ter garra, ir atrás do que eu quero, ser determinada. E o resto é bom de abusar de pessoas assim. Achar que os 5% do que está fazendo já é demais para a sua capacidade. De repente seja, mas não é desculpa.
Mesmo eu tendo que ficar feliz com as pendências indo embora, estou neutra, indiferente, foda-se. Afinal, melhor não sentir nada do que ser consumida por sentimentos ruins.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

(Re)descobri o amor.


Eu passei boa parte da minha vida convicta do que era amor. Chamei muitos de "amor da minha vida" em vão, por impulso, pelo momento. Eu via o amor de uma forma diferente, e nos últimos três anos tudo mudou.
Eu estava acostumada à amores egoístas, amores sem discussões ou debates, amores idênticos, amores fáceis. Só existia a parte boa, cada um na sua, sem envolver o outro em seus problemas ou se o outro se envolvia ouvia respostas clichês ou estúpidas.
Em 31 de julho de 2014 descobri o amor. Descobri o que é olhar para o lado e ver como o outro está, dar a mão nos piores momentos. Ficar do lado em momentos realmente difíceis tanto para você quanto para o seu parceiro. Brindar pelas vitórias, por menor que ela seja. Largar tudo para salvar o outro. Mas parece que agora, no fim de 2017 esse amor ficou mais evidente aos meus olhos. E eu só tenho agradecer mesmo que às vezes não seja isso o que eu demonstre.

Um alívio.


Completei uma das milhares de tarefas que tinha que fazer para o TCC. E apesar de ainda ter milhões, me sinto aliviada. Aliviada de que apesar de estar morrendo por dentro o TCC está ficando perfeito. As roupas estão sendo muito elogiadas, a orientadora quer colocar nosso projeto para frente e inscrevê-lo em programas.
Ainda tem aquela professora que duvida da nossa capacidade e sempre nos cobra ou diz que não está bom o suficiente, mas só ela tem essas ideias.
Mas apesar de tudo, hoje, tirei um peso das minhas costas. Um peso enorme. Mas ainda estão por vir iguais ou mais difíceis. Mas vou tentar viver um dia de cada vez. Um problema de cada vez. Quem sabe me ajuda. Estou até tentando entender meus dementadores. Será que tudo isso é uma fase? Que vai passar? Eu espero que sim, pois a sementinha da esperança está brotando.

Uma cartela de rivotril, por favor.


Achei uma cartela de calmante no meio das minhas coisas, mas sinto que nem eles conseguem me ajudar. Tomei uma pílula, mas o suficiente seria uma cartela, porque só dopada para me acalmar. Estou com os nervos à flor da pele. Eu não sou mais a prioridade, não me arrumo, não penso em mim, não tenho tempo pra mim. Tenho que ficar em último lugar.
Se a vida já é tão difícil agora, em que as pessoas dizem "Você está começando a viver agora", não quero ver o resto da vida. Se as pessoas já são tão cruéis no começo da vida, não quero ver essa crueldade crescer. O mundo não é feito de super-heróis que vencem super vilões, o mundo tem mais super vilões e poucos super-heróis, vilões esses que destroem cada sementinha de heroísmo que nasce nas pessoas, tornando-as miseráveis.
Não peço que ninguém entenda o sofrimento dos outros, ou os menospreza por não entender. Peço empatia, apoio. Não force a barra, o que funciona para você, não necessariamente funciona para os outros.  

domingo, 29 de outubro de 2017

Isso é viver?

Essa foi a primeira noite depois de meses em que consegui dormir de verdade, desligar a mente, relaxar. Foi tão bom que não queria acordar e encarar a vida real. As outras noites passava acordada e chorando, com crises nervosas, raiva e medo. O medo que me consome.
Ao abrir os olhos, o que já era de costume  estava acontecendo, o vazio. Os olhos cheios de lágrimas, preparada para as notícias ruins daquele dia e ser maltratadas pelos dementadores da minha vida. E  esse vazio só foi crescendo cada vez mais, a culpa apareceu de brinde e muita raiva também. E eu penso "Ou morro ou mato", porque parece a única saída para a dor e sofrimento.
As dores psicológicas já estão passando para o físico. O choro é comum, desespero também. Dores pelo corpo, dores ao se mexer, sentir que vai desmaiar a qualquer momento. Queria me desligar, das pessoas, dos barulhos, dos problemas. Viver numa ilha deserta.
Pelo menos tive algumas horas de paz nesse caos que chamo de vida. O que foi um milagre.

sábado, 28 de outubro de 2017

Empatia universitária.

Vocês já perceberam que na universidade não existe a palavra empatia? Não existe para os alunos (ou sua  maioria) para os professores e nem para a Instituição em geral. Não sei dizer qual o pior, mas temo que seja o conjunto da obra.
Os alunos são egoístas e só pensam no próprio bem. Eles não se importam com o que você está passando, seja um problema de saúde, problema psicológico, problemas familiares. Mas a coisa muda quando isso acontece com eles, eles são as vítimas e não podemos tratá-los (leia-se maltratá-los) da mesma maneira que fizeram conosco.
Os professores além de achar que a matéria deles é a única existente, colocam um "se vira" na testa. Não tem apoio. Não importa o quão desgastado você está ou tão sem dinheiro. Só querem ganhar o salário no fim do mês.
E a Instituição em si? Fica calada, calada às injustiças. Joga a responsabilidade nos alunos. Não tem um aconselhamento psicológico. Eles só querem dinheiro. Numa dessas, um menino se matou na minha universidade. Ninguém se importa.
E pior por que ninguém se revolta contra isso?

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Anger.

A raiva já me consumiu por completo. Sinto um incomodo no coração, como se fosse infartar a qualquer momento. Sinto falta de ar toda vez que tento respirar. Sinto dor no corpo todo, como se estivesse dias sem dormir e trabalhando sem parar. O que na teoria é verdade, pois minha mente não tem descansado um minuto sequer e tem trabalhado sem parar. 
A raiva me consumiu tanto que não conseguia ficar ao redor de qualquer barulho. Precisava de silêncio, minha mente implorava por isso. Barulho de TV alta, porta batendo, pessoas chamando, estava insuportável. Me deixava mais arisca e mais de saco cheio. E principalmente um vazio enorme no lugar do coração, como se ele tivesse sido sugado por toda essa raiva. Vazio que tira esperança, paz e traz bastante tristeza e vontade de chorar.
Eu só queria ser feliz.
Eu só queria poder ser feliz.
Eu só queria ter o direito de ser feliz.

Minhas máscaras.

Eu uso minhas máscaras todo dia. Já me acostumei. Acostumei tanto que as vezes acho que o sentimento que a mascara passa é verdadeiro. Acredito como uma verdade essa mentira que vivo todos os dias.
Eu uso muito a mascara de força e todos ao meu redor acreditam nela, acreditam tanto que abusam. Afinal eu fiz tudo isso e ela continua forte, vamos continuar. Isso não a afetou nada. E o mundo está tão acostumado com Alice forte que estranham qualquer momento de fraqueza ou de revolta. Eles se revoltam. Ela saiu do padrão esperado.
O mesmo acontece com a mascara da felicidade. Todos estão tão acostumados que não sabem lidar com a tristeza, a explosão e não entendem porque fiquei por "tão pouco" na cabeça deles.
Não é fácil viver mascarado, as vezes mascarado de si próprio.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dementadores da vida real.


A cada dia que passa eu me convenço mais que o mundo é feito de grande filhos da puta sem empatia e egoístas. Pessoas que se acham superiores e menosprezam os demais. Pessoas que não se importam se você está num momento ruim, com crise de nervoso e até doente. Você tem que fazer a sua parte e a deles. Você tem que resolver os seus problemas e o deles. Aliás, o deles são prioridade. Eles são prioridade. Afinal eles são superiores, porém sem sabedoria nenhuma.
Meu pai me disse uma vez que vampiros existem. Eles são pessoas que sugam a sua energia, toda sua energia boa, te deixando fraco e com os sentimentos ruins, igual dementadores. As pessoas na verdade são dementadores.
E eles já têm sugado minha energia há anos. Eu desejo a morte de todos os dementadores que já passaram pela minha vida. Queria matá-los com as minhas próprias mãos e sentir o prazer da minha energia voltando pra mim. Energia que não tenho um encontro duradouro há muito tempo.

A pedra no sapato.


Já estou acostumada em ser a pior parte na vida das pessoas. O mínimo que elas tinham era dó de mim. Só ficavam do meu lado por isso. "Coitadinha". Nada foi muito real, minha vida foi construída por mentiras. Minha vida ainda é uma mentira. Cheio de pessoas hipócritas ao meu redor.
Tão hipócritas que dizem que se preocupam, que não querem que eu faça mal a mim mesma porque vou estragar a vida delas. Vida essa que eu estraguei só de chegar perto. Seja sincero, não seria um alívio me ter longe? Em outro plano? Ou melhor, sem sofrer? Nem eu e você? Sem sofrer ao seu lado?
Não aguento mais ser a pedra no sapato das pessoas. Sendo que não tem uma pessoa que não ache isso.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

CVV.

Estava navegando pela internet em busca de imagens para os meus textos depressivos. Procuro "death", e antes das imagens aparecerem um mensagem:
"Se você ou alguém que você conhece está lidando com problemas emocionais ou sofrendo de distúrbios alimentares, auto flagelo, pensamentos suicidas, por favor saiba que ajuda está disponível. Entre em contato com o CVV"
Foi o meu primeiro contato. A primeira vez que usei. Iria optar pelo chat, mas seria o numero 68 a ser atendido. O chat já não era eficiente. Logo, tentei pelo Skype, primeira ligação e desisto. Pensava "Será que devo me expor assim? Será que vai me ajudar?". Tomei coragem e liguei novamente. E gostaria de saber quem foi o rapaz de voz serena que me ajudou. Que ficou indignado com os meus problemas, que disse coisas bonitas e para me fortalecer, e que principalmente me passou paz de espirito.
Nos primeiros minutos eu falava chorando e solução de tanta dor e sofrimento. Foi cerca de uma hora e meia de conversa. E quando desliguei, eu já era outra pessoa. E hoje, apesar de triste e nervosa, me sinto melhor. Acordei com uma angústia e vazio menores e pouca esperança, que geralmente é nula.
 

domingo, 22 de outubro de 2017

Flash de liberdade.


A cada piscar um flash. Um flash de liberdade. Liberdade de tanta dor e sofrimento. Primeiro flash, com cartelas de remédio, e ao acordar, tudo se foi. Segundo flash, se jogando de um penhasco, sentindo a liberdade de voar nos últimos segundos de vida. Terceiro, com armas, bem no coração, seja uma faca ou uma arma de fogo. No fim desses flashs sempre há uma luz linda, uma paz interior, um sentimento de que finalmente acabou.
É fraco, mas por um lado é também muito corajoso. É um dilema, você não pode tirar sua vida porque os outros vão sofrer, mas você tem de continuar sofrendo. Será que não essas pessoas egoístas? Estão preocupadas com o próprio sofrimento do que o alheio. Até agora, o que fizeram de verdade para cessar o sofrimento alheio?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Odeio.

Odeio pessoas sem empatia. Odeio injustiça. Odeio pessoas folgadas. Odeio pessoas irresponsáveis. Odeio ser feita de capacho. Odeio chorar. Odeio ficar com raiva, raiva essa que me consome dentro das minhas entranhas. Odeio essa família relapsa. Odeio os segredos que tenho que guardar. Odeio não ter controle da minha própria vida. Odeio ter que resolver os problemas dos outros, o tempo todo. Odeio o fato de ninguém se importar com os meus problemas. Odeio pensar em matar outras pessoas. Odeio pensar em me matar. Odeio ter medo da morte. Odeio ser tão contraditória. Odeio ter que faltar nos meus compromissos para ser a criada da rainha mãe. Odeio não ser uma prioridade, nunca. Odeio falsar promessas. Odeio expectativas. Odeio como minhas vida é uma bomba relógio. Simplesmente odeio.
E principalmente, odeio ter tanto ódio dentro de mim.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Not again.

Depois de muito tempo, aconteceu. Achava que não ia acontecer mais, e que eram coisas do passado, mas aconteceu.
Desligamos o telefone brigados, e você nem se importou de me deixar um pouquinho melhor antes de desligar. Me fez chorar, e pareceu não se importar muito com isso. Eu estava feliz e calma até essa ligação, tinha até dito a você que finalmente ia ficar calma depois desse semestre deturpado. Mas parece que eu feliz e calma não é a sua meta.
Você não brigou só uma vez comigo, como duas. Foram duas ligações. A primeira você brigou comigo por causa da minha família, por causa dos meus problemas com a minha família, me julgando errada ou injusta. Desligou o telefone sem se importar, e sem me deixar melhor. Na segunda ligação, eu já estava me sentindo mal pelo jeito que fui tratada e ia comentar que parecia que você não queria mais falar comigo. E não queria mesmo. Assumiu. E começou com histórias absurdas de eu não gostar de ninguém, e me perguntando se eu gostava de alguém além de você, ainda insistindo nos meus problemas de família.
Depois de um tempo, começou a falar que não me queria numa saída com os seus amigos, arranjando desculpas como "Você não quer ficar no meio de um monte de homem e sem assunto". Nem parece que me conhece, sendo que eu geralmente me dou muito melhor com homens do que com mulher. Sempre tive amigos homens e sempre me queixei sobre as possíveis amigas mulheres. Depois de eu argumentar bastante, e falar que na verdade isso parecia vergonha ou medo de estar comigo, você finalmente assumiu. É, tinha medo de eu sair com seus amigos, porque pelo que parece eu nunca fiquei o tempo suficiente nos lugares com você, até mesmo quando eu estava passando mal, mas isso parece que não importa.
No momento, minha gastrite está atacando, estou com refluxo e obviamente passando mal de nervoso, sem contar o choro.
Minha vontade era ter desligado na sua cara.

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