Decidida então, Júlia deixou de ser amante. Sim, ela era amante, de seu amigo de infância. Uma paixão talvez platônica na infância, que não se sabe ao certo o que virou nos dias atuais. Sua amiga Ingrid, era namorada do garoto, ao qual ela era amante. Ela simplesmente errou feio, na falta de alguém. Alguém que talvez, fosse o Daniel.
Começou a olhar ao seu redor, e enxergar a realidade. Era tímida, mas o tempo foi passando, e descobriu como é ser sociável. Conversou com todos que mereciam sua presença e suas palavras. Ele, passou a ignorá-la desde então. E foi seguindo sua vida. E nessa seguida, tropeçou em algo, não era uma pedra. E era impossível de ignorar.
Júlia tropeçou em Daniel.
Chegou perto do chão, perto de cair. Ele a segurou com o olhar e carinho. Como se fosse um poder, de salvar a vida de quem o coração sente que merece. Os dois sentiram em si mesmo, e no outro algo diferente, era mais que atração, e menos que amor. Parecia ser uma paixão.
Porém, se desencontravam a cada segundo. Quando se viam, era questão de dizer um simples "oi" e terem coisas para resolver. Só um dia que tiveram tempo, e Júlia se lastimou por perder aquela oportunidade. Ficando cada vez mais aflita.
Queria entender o que era aquilo, o que estava sentindo, e o que ia sentir depois que os lábios se tocassem. Era forte o bastante para não deixá-la dormir a noite. Agora, mais do que nunca, ela sente precisar dele.


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