sexta-feira, 30 de julho de 2010

Inimaginável, not real


Numa estrada, na rua, na calçada, completamente deserta, me lembrando daqueles filmes de terror, ou fortes pesadelos. Parece que minha visão ficou cinza, não vejo cores, a não ser preto no branco, me senti fria por um momento, como se a alegria tivesse sido sugada, enquanto estou a caminho da minha casa
Com o pé quebrado, dificuldade de andar, solitária, tudo deserto, ouvia minha própria respiração, meu pensamento alto, e meus passos, porém, só consegui me ouvir, ao redor era mudo. E nesse momento preferi não omitir nenhum som com a minha boca.
Senti cheiros familiares, soavam como... Perfumes. Perfumes do meu amor, mas meu amor, não estava ali, ou, estava? Não tinha conhecimento, então, resolvi ligar para ele, e nada, nem caixa postal, estava muito estranho, mas o certo era continuar, atravessei a rua sem olhar para os lados pelo fato de tudo estar deserto, e no exato momento que coloco os pés na rua, eu caio, e fecho os olhos lentamente, mas, antes, vi uma luz forte.
Acordo na manhã seguinte, ainda lá, com todos a minha volta, e a volta da minha outra perna machucada, me viro, e ouço um choro familiar, passo a mão nos meus olhos, os esfrego bem, e os abro e enxergo, meu amor, chorando - Mas meu machucado nem foi tão grave.

Vejo policiais a falar com ele, e ele mostra a carteira de motorista! Matei a charada, a luz, a perna machucada... Foi ele, culpado!

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