Encontros e desencontros. — mais desencontros — Encontros rápidos, que não deixavam de fazer seu coração bater rápido e sua imaginação delirar. Só pelo fato de chamá-la cumprimentá-la ou sentir sua falta, é uma bomba de alegria. E nos raros momentos que os encontros duravam algum tempo mais que esperado, seus olhos passavam a brilhar mais, mais e mais! Não sabia explicar como aquele doce garoto a tocou.
Não era apenas um sorriso encantador, olhos cativantes e toda a parte física... Tratava de personalidade, caráter, diferença. Tratava da simpatia, se sentir mal pelas pessoas, ser inteligente, ter cultura — não só musical — sabendo entrar numa discussão, gostar de esportes ser engraçado. E não só as qualidades, os "defeitos" — com aspas porque para ela eram defeitos bons, defeitos-qualidades. —  como ser tímido, reservado, não ter assunto na maioria das vezes. Mas era algo tão normal para ela.
Porque ela ficava tão radiante com um despedida diferente, um chamado um cumprimento, com a saudade dele? Com sms seja de ajuda, de "oi", ou de uma simples conversa? Porque guardava essas sms para ler a qualquer momento e sorria naturalmente? Porque nos momentos que mais estava brava com ele por algum motivo, ele a surpreendia, fazia algo fofo se importava, sentia saudade, se arrependia? Ela queria acreditar que era uma ligação entre os dois.


Acordava faltando dez minutos para seis da manhã, se arrumava, colocava o uniforme e saía de casa com os fones de ouvido. Ao sair, fecha os dois portões e no segundo dá um pulo conforme a música. Segue uma ladeira pra chegar ao ponto de ônibus. Passa pelo ponto de táxi e diz "Bom dia!" como de costume, e passa o caminho cantando até que alguém a olhe estranho. Passa por um carro e olha como está pelo vidro. Ao passa por uma árvore arranca uma folha, amassa e joga no chão. E as 6:25 está no ponto de ônibus.
Já dentro do ônibus, fica na parte da frente, antes da catraca, até seu ponto chegar. Os três primeiros pontos ela permanece em pé, depois, há lugar disponível. Aproveitava para pensar na vida ao ouvir suas músicas pelo fone, era uma viagem profunda. Mas isso na metade do trajeto, a outra metade lia — Vitória era uma garota intelectual também — seu livro "pensante" e revolucionário "1984" .— havia muita política e história, e apesar de não gostar no livro de não gostar, no livro, gostava — Sabia que seu ponto estava chegando quando passava pelo ponto que a parede era preta. — até pensava que se pintassem de outra cor, se perderia completamente — Enfim chega ao seu destino.
Chegando no ponto ainda precisa andar algumas quadras até o colégio. Volta a colocar os fones para se animar. Passa por um lugar que não sabe ao certo que tipo de local comercial é,  — porém sua janela é enorme — aonde nos vidros, passar a ver se está apresentável. Dependendo do grau de importância, às vezes passa a ver em alguns carros. Passa os quarteirões e só falta atravessar a rua. Era aonde tinha o sinal mais demorado, e ficava lá esperando o sinal vermelho, mesmo com oportunidades para atravessar a rua. Atravessa, e chega no colégio.


Passou a semana sem escrever, desenhar, disposição, vontade de se mover. Já não bastava a pressão típica de 3º colegial, havia a de semana de provas, que qualquer erro parecia ser destrutivo. Sim, ela estava exigindo demais de si mesma. Mais do que aguentaria.
Estudava pelos cadernos e computador. Em volta havia bagunça, roupa jogada, livros espalhados pelo chão, canecas sujas de café, embalagem de chocolate, prato com resto de sanduíche, bolas de papel jogadas e acumuladas por toda parte. Dores de cabeça, olheiras, sem tempo de se cuidar e se pressionando mais ainda. Parecia uma máquina.
Cansada de ter que ser uma máquina, tentava voltar ao mundo criativo, havia um bloqueio. Para o mundo os estudos, havia um bloqueio. Era tedioso. Houve uma prova que tirou suas esperanças e forças, com questões só de vestibular — a prova de física — e não soube, se desesperou e teve vontade de chorar.

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Começou pelo mais difícil de todos. Ignorar sua paixão. Pois é, muita atenção e importância sufoca; Além de machucar e iludir. O seu — não tão novo  — lema era "foda-se", simples assim. Ele não a cumprimentou? A cumprimentou? Passou reto? Conversou? Se importou? Bom, não importava, pois a resposta era a mesma: "foda-se". Precisa de um pouco de gelo para esquentar seus sentimentos naturalmente... Ou não né? Nunca se sabe!
O próximo passo, foi ignorar aquilo/aqueles que te faziam mal. Invejosos, interesseiros, falsas amizades. Afinal, se  conseguiu ignorar sua paixão, porque não conseguiria ignorar esse tipo de pessoas? Obviamente, parecia mais fácil. Porém, algumas falsas amizades até alguns segundos atrás foram  — Ou pelo menos pareceram ser — verdadeiras e importantes. Ignorar era difícil e não ignorar seria também, por causa do orgulho que há dentro de si. Nesse quesito, o orgulho ajudou... a ignorar.
Dois passos feitos com sucesso, um pouco de dificuldade, mas feito. Tudo havia mudado. Gabriella pensou que desde estes passos ficaria solitária e isolada, e viriam guerras e complôs contra ela. Foi completamente o inverso. Novos amigos se aproximaram,

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Porque eu tenho a melhor idéia do mundo na aula de Álgebra? Seja de texto, de desenho, roupa, ou uma simples idéia para mudar o mundo! Quando não há uma folha para anotar, ou não é o momento para se mover e tentar procurar. Quando estou deitada à minha cama quase dormindo e bate aqueles pensamentos, auqela inspiração. Mas aquele não é o momentos, muito menos lugar certo!
Porque penso numa resposta para uma discussão que já passou, no banho? Penso na vida e tenho meus momentos mais filosóficos nele? E mais relaxante também? O importante no momento errado? A criatividade/filosofia querendo sacanear?


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