Fazia quase uma semana que não perseguia o seu passado. E se sentia tão orgulhosa disso, pois era uma tarefa muito difícil, praticamente um vício. E a vontade vinha ao ouvir o seu nome — seja no dia-a-dia ou filmes, o que era bem comum — ao ouvir músicas de bandas que o passado gosta e melosas também, que por sinal eram as que mais a cativavam a voltar ao vício, e por isso se punha a escrever.
Mas o vício da sua mente não era controlável, abria o baú das lembranças e começava... Uma por uma, horas e horas com elas em sua cabeça, cada detalhe, cada carinho. Ah! Como aquilo a fazia mal, fazia com que quisesse se viciar.
Um, dois, três. Respira, dizia pra si mesma em sua mente. Achava que sumir iria ser, afinal, a melhor solução. Não ter porque lembrar, ter coisas para substituir. Porém achava vício maior querer chorar por causa de coisas perdidas, fez questão de secar esse choro. Afinal, estava ótima e a caminho de ficar limpa. Depois de três anos. Muito tempo para ser curado em pouco.


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