Fuck you, boy.
Tinha que praticar o desapego dentro de um relacionamento. Não, não era um relacionamento perdido, não era um que já tinha terminado ou estava prestes a terminar. Era um relacionamento saudável e estável, ou pelo menos parecia. Ah, como aquilo a machucava, só ela tirava forças de onde não existia para fazer provas de amor que sempre eram rejeitadas. Todas suas tentativas eram no fim um fracasso completo, não por sua parte, mas pela do próximo.
Desapego. Desapegar a sentimentos, beijos, abraços, carinhos. Um olá, um olhar. Desapego ao bom e velho eu te amo, que as vezes só servia como um meio mais romântico de pedir desculpa por ser rejeitada. Não era a primeira vez que isso acontecera, msa nunca foi tão intenso. Não podemos nos olhar, não podemos nos sentir, nos abraçar, beijar, era quase como pura idealização esse tempo todo para Natália. Queria escrever sobre amor, mas estava proibido de senti-lo. Era como a foice. Era escondido, idealizado, a distância... E se ao menos o outro alguém movesse uma migalha por alguma coisa, mas nem isso se esforçava mais. Tudo sendo jogado no lixo aos poucos, até onde isso ia? Queria botar fé, acreditar, se convencer todos os dias. Não, não e não. Desista pobre Natália. Continue chorando pelos cantos sobre esse seu pseudo-relacionamento. O que você faz por ela? Enquanto ela se mata por você?


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