Você tem que fugir, comer e desaparecer; Provar inexistência ao lado do próximo para que outro viva de maneira plena e feliz, para que sua existência tenha valor. E você? Se esconde debaixo da cama e das cobertas, no armário e nas gavetas. Esconde seu pé, sua mão, seus braços e pernas, seu olhar, seu dizer, seu sentimento e sua respiração... Se esconde por inteiro, foge com todas suas forças e deletas as lembranças. Se esconde nela mesma, dentro de si, dentro de um baú que vive num buraco negro chamado coração.
Ela sente que existir só faz mal aos que estão ao seu redor, cada dia dobra, triplica e quadriplica o número de pessoas mais felizes com a sua inexistência, seu esforço de ser invisível, seu esforço de suas dores estarem silenciadas e lágrimas contidas.
Por fim, guarda para si as dores, as mágoas, falsa esperança e aos poucos deixa de existir, e de sofrer, quem sabe?
Ela não entendia, por isso ignorava e nem perguntava, era também cheia de críticas e ordens pois esquecia de entender. Usou-se da frase "Que estranho, eu nunca tive essas coisas" lidando como se fosse uma gripe, febre ou até mesmo "fase" adolescente. Junto disso, criticava minha memória com frases "Você nunca sabe onde está sua chave, quando vai aprender?" e "Você não lembra de nada, meu deus!" sem saber que minha memória de fato estava afetada e eu estava fazendo o possível e impossível para melhorar isso.
Outro dia, na verdade vários dias, reclamou que eu só ficava no meu quarto ou que dormia o dia inteiro e isso era um absurdo... Mais uma vez ela esqueceu de entender, ela não entende que eu não fico o dia todo no quarto porque sou uma inútil ou durmo o dia inteiro porque sou preguiçosa, é somente meu corpo reagindo a coisas que minha mente não pôde suportar.
Adoraria se ela me perguntasse "Como está se sentindo hoje?"
Pela primeira vez na vida, digo segunda na verdade, eu estou ficando animada e sorridente com a faculdade, ouvindo musicas para dançar a cada passo que dá certo. E se algo dá errado? Eu não ligo, só faço uma reviravolta até dar certo e fico feliz novamente! E como dá certo viu? Acho que a maneira como estou levando as coisas faz com que elas me levem com felicidade também. E o fato da faculdade ter sido tanto maçante semestre passado faz com que esse esteja brilhante.
E a serotonina sobe, e o prazer em fazer as coisas que eu gosto também. É tão magnifico que se um espirro for importante pra mim eu vou dar risada, pulinhos de alegria e dançar de tão feliz, porque aquilo me faz bem... Fazia um bom tempo que não me sentia assim, motivada pelas coisas a minha volta, motivada por mim mesma, e até mesmo entediada quando não tenho nada da faculdade pra fazer por exemplo... É a faculdade tá sem uma parcela enorme da minha felicidade, o que eu julgaria impossível depois de tudo que já aconteceu.
Eu quero estar ativa, dinâmica, fazer e fazer coisas, ok que ainda fico um pouco ansiosa para que dê certo logo e nada dê errado, essa neura que sempre tive e acho bem difícil de passar. Mas eu estou enxergando o mundo de uma maneira que nunca enxerguei antes, com o bom e o ruim, sendo que o bom é mais importante e relevante, e o ruim? Vamos transformar em algo fantástico!
Eu sou aquele que você sempre julgou, achou que estava errado, o dono da verdade, mas na versão que você ama. Aliás, ama e odeia ao mesmo tempo, sonho e pesadelo.
Sou um sábio nao graduando preso na area movediça do ensino há anos, porém sou sábio, o mais sábio de todos. Sou mais sábio que o seu professor graduado, pós graduado, mestre e doutor. Professor também com experiência de 20 anos academico e 50 de vida, poliglota e intercambista.
Mas pra mim esses titulos não são nada e não fazem dele alguém. Ele é um generalista, não sabe nada de exatas pra ousar falar de porcentagem ou pesquisas feitas na folha, quantitiva ou qualitativa, generalista babaca, generalista escroto, burro! Já ouviu falar que a margem de erro é muito pequeno?
Pobre sábio, se diz tão sábio mas não sabe o foco, não sabe fazer a pergunta certa e muitos menos entender a diferença quando se fala de cada ciência, não sei se choro, esmurro um travesseiro ou fujo pra todo sempre.
Sou um sábio nao graduando preso na area movediça do ensino há anos, porém sou sábio, o mais sábio de todos. Sou mais sábio que o seu professor graduado, pós graduado, mestre e doutor. Professor também com experiência de 20 anos academico e 50 de vida, poliglota e intercambista.
Mas pra mim esses titulos não são nada e não fazem dele alguém. Ele é um generalista, não sabe nada de exatas pra ousar falar de porcentagem ou pesquisas feitas na folha, quantitiva ou qualitativa, generalista babaca, generalista escroto, burro! Já ouviu falar que a margem de erro é muito pequeno?
Pobre sábio, se diz tão sábio mas não sabe o foco, não sabe fazer a pergunta certa e muitos menos entender a diferença quando se fala de cada ciência, não sei se choro, esmurro um travesseiro ou fujo pra todo sempre.
Não sou de assistir novelas, mas as notícias correm pela
nossa querida rede internet e escândalos mais ainda! Quem não ficou sabendo do
burburinho que a novela Babilônia fez? Não sabe de qual novela eu estou
falando? Aquela que tem duas senhoras que se beijam e maior problema das
pessoas é porque elas são senhoras e se beijam, sabe? Porque idosos não se
amam, pelo pensamento dessas pessoas...
A família tradicional brasileira, pessoas mais velhas e os
próprios idosos infelizmente ainda concordam com esse absurdo dessa polêmica.
Ainda existe o discurso de que é uma escolha, não tem nada a ver com genética,
que não é normal, classificações de pessoa normal e não normal e muitas dúvidas
na cabeça dessas pessoas. Já participei de conversas com todos esses temas
juntos e é dela que vou tratar.
A conversa começou com uma senhora dizendo o quão achava um
absurdo aquelas duas senhoras se beijando na televisão, junto do argumento que
o problema não é elas serem lésbicas, mas sim idosas lésbicas... Como se a
pessoa não envelhecesse, como se fosse só uma fase de um jovem rebelde querendo
irritar a mãe. Meu argumento? Perguntei se ela não envelheceu com que seu
marido, se eles ainda se beijavam e qual era a porra da diferença (sem o porra).
Só se ouviu silêncio, até que a situação podia sim piorar! Começar a dizer que
não era normal mas apoiava, já foi em bar gays e até deixava pessoas que não
são normais entrarem na casa dela... Se fosse homofóbica, nem deixaria. Nossa
que belo argumento!
Que vontade de partir para agressão, mas haviam dois
empecilhos: Ela era uma senhora, e (in)felizmente fazia parte da minha família.
Feminismo. Assunto Polêmico certo? Só não mais polêmico do
que a feminista mais desligada e burra que já conheci. Amo feministas, aliás,
sou uma feminista com muito orgulho... Se atente, eu disse feminista não
femista! Hoje em dia há uma leve confusão entre os dois. Não há problema em ser
feminista, aliás, é só amor, desde que se informe e não saia soltando frases
prontas que ouve por aí ou simplesmente falar de opressão como não-opressão ou
vice versa.
Sempre odiei esse femismo, SIM, femismo que ataca os homens,
prega um monte de asneira generalizando e com um escudo na defensiva, ugh! Esse
femismo que silencia, mas não pode ser silenciado, e pior de tudo se diz
feminista, ai que vergonha. Mas vamos ao que interessa, a feminista (Ou seria femista?)
mais desligada e burra que já conheci. Eu poderia crucifica-la por diversas
coisas erradas ou bobagens, mas a minha paciência foi levando, empurrando com a
barriga sabe? Até que eu explodi e me senti até ofendida, e pensando COMO? VOCÊ
E A SUA IDEOLOGIA? Você e a sua defensiva? Fiquei muito indignada.
Para começar a explicar o acontecimento catastrófico,
lembrarei de um texto que vi passeando pela nossa querida internet, onde uma
moça tinha ido para algum dos países em que as mulheres usam burca, nesse texto
ela dizia que conversou com a mulher que usava burca pois estava muito calor e
perguntou como conseguia, se não podia usar saia, roupas mais confortáveis para o clima. E o que a mulher respondeu? Falou da depilação, se doía tanto por que a
outra fazia, mas que ela podia não fazer não é? Mas o que aconteceria
culturalmente falando? Seria mal vista, excluída, apedrejada... Exatamente o
sentimento da moça com burca.
Compreenderam a opressão que está imposta? A cultura? Que
você é obrigado sem perceber? Que o livre arbítrio é arrancado de você pelo seu
medo de não fazer parte da sociedade? Então, a feminista que eu falei no começo
simplesmente falou a maior bobagem em relação à isso... Num bate papo qualquer
entre amigos chegamos no assunto depilação, houve a brincadeira de depilar um
homem para ele sentir a dor e o sofrimento, e lá vem a frase “Ué, você não é
obrigada a se depilar, se você não quiser é só não se depilar, fica toda com
pelos”. A resposta? “Éaar...” e uma raiva subindo dos pés à cabeça, parte por
parte, osso por osso.
