quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um diálogo real e maduro.


Ela: Eu tenho mesmo, é inveja dela, porque ela te vê todo final de semana e sai com seus amigos.
Ele: Poderia ser você, porque você fez isso?
Ela:
Porque eu fiz o que?
Ele:
Quando dizia "vamos sair com meus amigos", você saísse com a gente, poderia ser você hoje, poderíamos até namorar ainda.
E a menina cai em si, na verdade, havia caído em si há uns dias...

Ela: Porque eu estava cega, agora enxergo e penso no que poderia e não poderia ter feito. Mas ALGUMA chance, não existe. Então vejo ao meu redor, vejo o que errei e um dia, vou acertar nisso! Em outro momento, e talvez, com outra pessoa. A vida é assim, cheia de aprendizados e temos que juntá-los pra chegar ao lugar certo, mas, hoje, nada pode ser mudado do passado, e nem redimido pelo menos não mais, infelizmente.
Ele:
Sinto muito por isso, fico mal.
E a menina, não pode acreditar, da mesma maneira que ele não acreditou nela, mas agiu com palavras sábias, mostrando a mudança, mesmo que por um minuto ele poderia parecer não ligar, pois ela não queria provar nada a ninguém a não ser a si mesma.
Ela:
Se algum dia, estivesse disposto a acreditar em mim, tudo poderia mudar, mas sei que não existem mais forças e nem esperanças em você para isso. Eu acredito mais em mim, agora. Na verdade, por incrível que pareça, mudei. Dei valor a coisas diferentes e olho o mundo de maneira diferente. Se não for você que vai acreditar em mim, outra pessoa, um dia vai acreditar, eu espero.
Ele:
No final de toda essa confusão, juro, eu te desejo toda a felicidade, eu te desejo toda felicidade do mundo, e não quero que você fique mal. Você tem um grande futuro pela frente, sempre soube.
E nesse momento, a menina já estava numa histeria de lágrimas, e precisando de alguém, de um amigo para desabafar, e para abraçar também. Pois ele não a queria MESMO como antes, mas foi forte, e foi até ao final.

Ela:
Não querer que eu fique mal, nem eu queria, mas as vezes, é inevitável. Nunca terminei um namoro com ninguém, logo, não sei como é ter que terminar, ter que pensar, e a pessoa do outro lado estando tentando lhe mostrar que não é assim. Deve ser complicado. Mas, se um dia eu ter que tomar uma decisão como essa, vou lembrar de todos os momentos e todas as coisas que senti, antes de fazer algo. Ninguém disse que tudo isso seria fácil.
Ele:
Eu lembrei, pensei muito. Ou acha que terminei de uma hora pra outra?
Ela:
Não, não foi de uma hora pra outra, é algo complicado, e eu entendo isso. É só que às vezes o meu pensamento chega a ser muito diferente do seu em alguns aspectos, como no aspecto "chance", porque eu acredito demais nessa palavra e nas pessoas, mais do o resto da sociedade, eu acredito em reconquistar alguém, em amor verdadeiro. Em coisas, que as pessoas não levam tão a sério, pelo menos, não como eu.
Mas sou nova ainda, para ficar nos cantos chorando e deixar de viver por um namorado que tive, por mais importante que tenha sido pra mim. As vezes, é o destino.Quem sabe, não éramos o certo um pro outro, se não acabasse agora, uma hora ia acabar. E a dor ia ser maior, por causa do tempo.

Quem sabe a Alice não possa ser uma pessoa na sua vida?E alguém, possa ser na minha também?Passamos por várias pessoas, até achar quem é o certo, e temos que aprender a lidar com isso.

Queria ainda acreditar que um dia voltaríamos, mas vou estar me fazendo mal. Queria acreditar nas coisas que meus amigos falam para mim, me incentivando a continuar. Mas, prefiro viver, e se for pra algo acontecer, que aconteça. Melhor do que me expressar por textos, chorar e ver suas fotos com a Alice.
Só digo, que ela é uma menina de sorte de ter você ao lado dela. Sorte que um dia eu tive.

Só nunca entendi porque ainda diz que me ama, me beijou aquele dia, e porque seus olhos ainda brilham, mas vai passar...
E a garota disse tudo que pensa, tudo passou por sua cabeça, desabafou, e o resto da conversa, continuou por telefone. Ela chorou por três horas, e depois dormiu, se sentiu solitária.

* Nomes fictícios

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