sábado, 30 de dezembro de 2017

Luta contra si mesma.


Há dois dias do ano novo, que na minha visão de "novo" não há nada, cá estou eu pensando no futuro e com medo dele.  Afinal como pode duas pessoas tão parecidas emocionalmente viverem juntas de maneira saudável?
Rebecca uma border (Os leigos chamam de louca) e Lucas uma pessoa difícil de lidar, ele é muito estressado e explode por qualquer coisinha e além disso se acha tão autossuficiente que não quer ajuda, conselho ou ensinamento de ninguém. Quando Rebecca não está magoada e triste com Lucas ela o magoa e vice-versa quando se trata dele. Tudo bem que tudo é mais intenso para ela, tanto as coisas boas quanto as ruins. Quando está feliz, está eufórica, quando está com raiva neurótica, e quando está triste depressiva, são extremos, ela vive na borda entre a sanidade e a loucura. 
Sabe que é difícil para os que tão ao redor, mas os que estão ao redor não sabem o quanto é difícil pra ela e como ela se sente mal, culpada e às vezes até inútil. O que será do futuro de Rebecca? Sempre passa em sua mente que vai viver sozinha, pois não se encaixa em nenhum lugar.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Why so awkward?


Sabia que as pessoas se fazem de entendidas mas é tudo mentira? Eles entendem bastante sim, quando o assunto não está por perto, não está na sua vida ou no quarto ao lado. Quando está perto não entendem mais nada, ou pelo menos esquecem o que entendiam.
Ninguém sabe lidar com problemas psicológicos, ninguém entende, ninguém tem empatia. Todos apontam o dedo. Ninguém sabe de fato pelo o que você tá passando. Ninguém sabe de fato a loucura que é dentro da sua cabeça. Ninguém sabe o que é gritar por ajuda e ninguém escutar. Ninguém sabe o que é se isolar e desistir de si e de tudo.
Nem os que já passaram por esses problemas na pele e nem os que passaram pela pele de outra pessoa entendem. Parece que querem se distanciar de qualquer responsabilidade, ligando o foda-se e machucando o que já está machucado e enlouquecendo o que já está louco. Pois é, já dá pra imaginar o resultado.

Be strong.


Cá estou eu, em mais um dia do final de ano destruída, com a maior enxaqueca da minha vida, com tremedeira e tentando entender o sentido de ainda estar viva. Tudo que é bom dura pouco, não é? Hoje acordei milagrosamente ativa, vaidosa e querendo mudar, a alegria durou pouco, até eu virar o demônio que sempre fui pros outros. Até porque eu sou louca e descontrolada, desequilibrada, exagerada e afasto as pessoas. Inclusive não me preocupo com as pessoas, sou egoísta. As pessoas? Ah, elas são anjinhos doces e puros que nunca fizeram e nem fazem mal a ninguém. Pensar e se preocupar com os outros? O tempo todo, a cada passo que dão, não pisam em falso nunca. São robôs porque nunca erram. Quem erra, quem pediu, quem tratou mal, quem afastou fui eu, logicamente. Olha só esse histórico de cagadas enorme que você tem! Está tudo computado.
Depois de todos desistirem de mim, eu também desisti.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Worst year ever.


Eu juro que tento ter esperança, ser forte, me esforçar para acreditar, não desistir, mas às vezes é mais difícil do que parece, ainda mais quando você não tem o acolhimento necessário dos outros. Eu tento não desistir, tento não ficar triste, nem chorar. Me obrigo a sair de casa e tentar me divertir, me obrigo a ser produtiva, mas parece que não tá fazendo muito efeito.
Em pleno Natal não estou sentindo o espírito natalino nenhum. Em pleno Natal estou frustrada, triste, reflexiva e até me sentindo meio abandonada. Mais uma vezes estou pegando forças sobre-humanas para não desistir. Haja força! Queria ser jogada numa clínica psiquiatra e ficar internada pra sempre, e principalmente apática por estar tão dopada.
Esse foi o pior ano da minha vida, pior fim de ano da minha vida, e não expectativa e nem perspectiva pro próximo.

domingo, 24 de dezembro de 2017

O disfarce de Natal.


Hoje é véspera de Natal. Era pra eu estar feliz e sem minhocas na cabeça. Mas parece que essa data está mexendo comigo como nunca mexeu antes. Estou sentindo o coração apertado, estou sensível e principalmente pensativa.
Penso se só eu estou assim ou a pessoa que eu sinto falta também está assim? Descobri que não essa pessoa não quer sair de casa e nem comemorar o Natal. Eu em contrapartida. estou me forçando a sair e comemorar para simplesmente não ficar na fossa senão a minha máscara de pessoa equilibrada e feliz irá cair. Tenho que manter a máscara. Inclusive, só a tiro quando estou escrevendo.
Será que você está sentindo a mesma dor que estou sentindo? O remorso? E até mesmo ódio de si e dos outros? Será que não está fácil também e além de usar a máscara está usando a armadura pra se proteger (ou se sentir protegida?) .
Talvez hoje eu esteja usando a armadura além da máscara. Me arrumei. Estou linda. Cabelo perfeito e até maquiagem para mascarar/proteger o verdadeiro eu. E no momento estou me segurando para não chorar (por mais que eu queira) para não estragar o disfarce.

sábado, 23 de dezembro de 2017

O presente que importa.


Não sei se ela está sendo cínica, rindo da minha cara ou até mesmo brincando com meu psicológico e meus sentimentos. Pra ser bem sincera, estou mais confusa. Minha cabeça dói ao tentar entender.
Talvez esses efeitos que estou sentindo não seja dos medicamentos, talvez seja a minha ansiedade. Meu corpo está respondendo à minha mente cheia de nó, ele está tentando me dizer algo, ou até mesmo me proteger como pode, da maneira dele.
Não entendo se o Natal tocou o coração de pedra dela ou só quer nos comprar como de usual. Ela sempre confundiu amor com dinheiro e coisas materiais mesmo. Mas creio que dessa vez não vai rolar. Eu, do fundo do meu coração, preferiria uma carta contendo tudo que tem dentro dela e não consegue falar. Sinceridade. Abrir o coração. Não sonharia com um pedido de desculpa, ainda mais em tão pouco tempo. Só uma conversa ou até mesmo um monólogo entre cartas. Só queria ouvir algo de você.
As duas são orgulhosas, mas posso deixar meu orgulho de lado se topar deixar o seu também. Isso dói muito em mim, só que eu deixo bem escondido lá no fundo do meu coração.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Não aguento mais bananices.


Eu tô cansada de bananas na minha vida. Dos patriotas que querem mudar o Brasil e que nunca migrariam para um lugar melhor pois aqui há conserto. A causa pra mim, às vezes parece perdida. E mesmo eu não sendo patriota eu quero lutar contra as injustiças dessa nação.
Os bananas falam falam falam e não tiram a bunda da cadeira e falam coisas como "não tem jeito, não tem o que fazer", "vamos deixar acontecer e ver se vai me prejudicar" ou até mesmo "Tenho coisas mais importantes para me preocupar, como o consumismo desenfreado do Natal, preciso comprar um presente".
A sociedade tampa os olhos para a luta, coisas importantes e só abre para o que lhe convém. Acreditam nas mentiras de corruptos, já se acostumaram, já se acomodaram com essa situação merda. Mas por quê eles dizem a quatro ventos que são patriotas e querem mudar/salvar a nação? Que querem acabar com a injustiça?
Porque é cool ser (leia-se parecer) essa pessoa engajada nas causas, ser uma pessoa justa que luta por coisas melhores, humanas e etc. Essa pessoa vai ser aplaudida por todos por causa desse discurso utópico, que não existe. "Que pessoa foda" vão pensar. O ego do banana vai inflar e vai ser alimentado a cada aplauso.
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