domingo, 22 de outubro de 2017

Flash de liberdade.


A cada piscar um flash. Um flash de liberdade. Liberdade de tanta dor e sofrimento. Primeiro flash, com cartelas de remédio, e ao acordar, tudo se foi. Segundo flash, se jogando de um penhasco, sentindo a liberdade de voar nos últimos segundos de vida. Terceiro, com armas, bem no coração, seja uma faca ou uma arma de fogo. No fim desses flashs sempre há uma luz linda, uma paz interior, um sentimento de que finalmente acabou.
É fraco, mas por um lado é também muito corajoso. É um dilema, você não pode tirar sua vida porque os outros vão sofrer, mas você tem de continuar sofrendo. Será que não essas pessoas egoístas? Estão preocupadas com o próprio sofrimento do que o alheio. Até agora, o que fizeram de verdade para cessar o sofrimento alheio?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Odeio.

Odeio pessoas sem empatia. Odeio injustiça. Odeio pessoas folgadas. Odeio pessoas irresponsáveis. Odeio ser feita de capacho. Odeio chorar. Odeio ficar com raiva, raiva essa que me consome dentro das minhas entranhas. Odeio essa família relapsa. Odeio os segredos que tenho que guardar. Odeio não ter controle da minha própria vida. Odeio ter que resolver os problemas dos outros, o tempo todo. Odeio o fato de ninguém se importar com os meus problemas. Odeio pensar em matar outras pessoas. Odeio pensar em me matar. Odeio ter medo da morte. Odeio ser tão contraditória. Odeio ter que faltar nos meus compromissos para ser a criada da rainha mãe. Odeio não ser uma prioridade, nunca. Odeio falsar promessas. Odeio expectativas. Odeio como minhas vida é uma bomba relógio. Simplesmente odeio.
E principalmente, odeio ter tanto ódio dentro de mim.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Not again.

Depois de muito tempo, aconteceu. Achava que não ia acontecer mais, e que eram coisas do passado, mas aconteceu.
Desligamos o telefone brigados, e você nem se importou de me deixar um pouquinho melhor antes de desligar. Me fez chorar, e pareceu não se importar muito com isso. Eu estava feliz e calma até essa ligação, tinha até dito a você que finalmente ia ficar calma depois desse semestre deturpado. Mas parece que eu feliz e calma não é a sua meta.
Você não brigou só uma vez comigo, como duas. Foram duas ligações. A primeira você brigou comigo por causa da minha família, por causa dos meus problemas com a minha família, me julgando errada ou injusta. Desligou o telefone sem se importar, e sem me deixar melhor. Na segunda ligação, eu já estava me sentindo mal pelo jeito que fui tratada e ia comentar que parecia que você não queria mais falar comigo. E não queria mesmo. Assumiu. E começou com histórias absurdas de eu não gostar de ninguém, e me perguntando se eu gostava de alguém além de você, ainda insistindo nos meus problemas de família.
Depois de um tempo, começou a falar que não me queria numa saída com os seus amigos, arranjando desculpas como "Você não quer ficar no meio de um monte de homem e sem assunto". Nem parece que me conhece, sendo que eu geralmente me dou muito melhor com homens do que com mulher. Sempre tive amigos homens e sempre me queixei sobre as possíveis amigas mulheres. Depois de eu argumentar bastante, e falar que na verdade isso parecia vergonha ou medo de estar comigo, você finalmente assumiu. É, tinha medo de eu sair com seus amigos, porque pelo que parece eu nunca fiquei o tempo suficiente nos lugares com você, até mesmo quando eu estava passando mal, mas isso parece que não importa.
No momento, minha gastrite está atacando, estou com refluxo e obviamente passando mal de nervoso, sem contar o choro.
Minha vontade era ter desligado na sua cara.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Sou um gato.

É sério, eu sou um gato, tenho sete vidas, mas infelizmente quatro já se foram. A primeira vida foi-se quando eu era bem pequena, devia ter uns nove ou dez anos, e estava viajando com uma tia minha, e o meu tio dormiu no volante, e caímos a ribanceira. Como eu fiquei? Intacta, sem nenhum corte, sem nenhum hematoma. Nasci de novo.
A segunda foi quando eu caí da escada da minha casa nova quando fazia apenas uma semana que eu tinha me mudado. Dessa vez não fiquei intacta, levei oito pontos na testa e fiquei cheia de hematomas, mas o mais incrível não quebrei o pescoço e morri e muito menos fiquei paraplégica. Já estava na minha segunda vida.
A terceira foi em um dia chuvoso em que eu estava com meu namorado, fomos para dentro do carro dele, e assim que nós sentamos no carro e fechamos as portas BOOM, um raio cai no carro, a gente ouve um barulho forte e um clarão, e ficamos intactos.
Já a quarta e espero que a ultima vez que tenha que gastar minhas vidas pois só restam 3, foi recente, eu estava indo pra faculdade como sempre, ia atravessar um estacionamento do hotel, e o carro veio pra cima de mim, fiquei presa embaixo do carro, e um monte de pessoas levantaram o carro pra me tirarem de lá. Fui pro hospital, raio x disso, tomografia daquilo, por aí vai, nada quebrado, fraturado, nada. Fiquei de presente com três pontos na testa, é, estou colecionando, e hematomas, e uma dor quase insuportável no joelho do impacto. Achei que ia morrer, de verdade, eu vi minha vida passando pelos meus olhos, pelo meu pensamento. E saí viva.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Achei alguém pra vida inteira

Sabe, nunca sonhei e nem imaginei estar na situação que estou agora. Era impossível, nem passava pela minha cabeça, até te conhecer... Te conhecer foi a coisa mais gostosa da minha vida, e cada minuto, hora e dia perto de você me trazia mais e mais alegria. Cada pedacinho de você era mais interessante do que que eu imaginava. Íamos para vários lugares, ríamos, passávamos a noite no seu carro, adrenalina total.
Se passou um mês, dois, três... Logo, pisquei e tinha passado um ano ao seu lado, pisquei de novo, dois anos. Meu deus, dois anos, ao mesmo tempo que passou tão rápido parece que já estou uma vida  ao seu lado. A intimidade é tão nossa, é tão boa, a gente se conhece tão bem. Posso falar em alto e bom tom que achei alguém pra vida inteira, e esse alguém é você.
Você sabe que eu to falando de você né amor? Meu dia muda só de estar ao seu lado, cada momento é único. Precisa dizer o quanto te amo? Logo logo vamos piscar e vamos estar morando juntos, tendo filhotes, e tendo uma família muito feliz, e ah, um cachorro também.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

mil vezes serotonina

Olha, eu acho que voltei a me amar, e não é que é mais gostoso do que quando o amo vem do outro? Minha cabeça não quer descansar, quer passar 24 horas se amando: Se amar de todas as maneiras possíveis, tomar um banho e lavar a alma.
Quero escrever, me inspirar, fazer coisas que eu gosto, desenhar... Ah, desenhar! Redescobri meu dom com papel e lápis na mão.
É tão belo, tão orgulhoso! E a música? Me inspira, me acalma, me traz emoção. Nota-se que estou finalmente sentindo a flor da pele? Mas agora só tem um problema... Como faço pra dormir depois de tentar um antialérgico e remédio para insônia e nada?

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

(In)existência

Você tem que fugir, comer e desaparecer; Provar inexistência ao lado do próximo para que outro viva de maneira plena e feliz, para que sua existência tenha valor. E você? Se esconde debaixo da cama e das cobertas, no armário e nas gavetas. Esconde seu pé, sua mão, seus braços e pernas, seu olhar, seu dizer, seu sentimento e sua respiração... Se esconde por inteiro, foge com todas suas forças e deletas as lembranças. Se esconde nela mesma, dentro de si, dentro de um baú que vive num buraco negro chamado coração.
Ela sente que existir só faz mal aos que estão ao seu redor, cada dia dobra, triplica e quadriplica o número de pessoas mais felizes com a sua inexistência, seu esforço de ser invisível, seu esforço de suas dores estarem silenciadas e lágrimas contidas.
Por fim, guarda para si as dores, as mágoas, falsa esperança e aos poucos deixa de existir, e de sofrer, quem sabe?
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